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Deixa com o Beque !!

quinta-feira, julho 04, 2002

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:53 PM


O fim da internet

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:50 PM




Carta ao FHC
Por Mario Prata

Presidente:

Tenho certeza que se alguém lhe perguntar quem sou eu, o senhor responderá: o escritor. E, talvez - cutucado pela doce dona Ruth - até acrescente: pai do Antonio, também escritor.
Pois é, meu querido presidente: o senhor e a dona Ruth errariam. E eu estou aproveitando aqui o meu espaço no Estadão e os seus últimos meses aí no comando para te pedir um favor. Um favor de um brasileiro que o senhor conhece e até já leu uma vez ou outra. Um favor pessoal, quase íntimo.
O que eu quero, meu presidente, é que antes de o senhor deixar o governo, me reconheça como escritor. Não apenas eu. O Verissimo, o Ubaldo, o Loyola, o Mateus, o Jorge Amado, o Machado de Assis, também estão na mesma situação minha. Como está o meu filho Antonio. Resumindo, meu caro: não existe a profissão de escritor no Brasil. Vou repetir: não existe.
Quando declaro meu Imposto de Renda (não existimos, mas pagamos), tenho de me dizer ou jornalista ou assemelhado. É duro, meu presidente, depois de 42 anos escrevendo (e vivendo disto) ainda seja apenas um elemento assemelhado. Não é nem semelhante, é assemelhado mesmo!
Minha profissão não existe, presidente. Não posso me aposentar... Não tenho um sindicato que me represente. Estou sujeito a contratos de direitos autorais absurdos que sempre beneficiam os editores e/ou contratantes. Eles, todos com profissão definida.
Se me permite, senhor presidente, faça alguma coisa pela cultura neste seu fim de octaedro democrático. Sim, se o senhor olhar para trás, vai ver que deixará apenas as tais leis de incentivo fiscais que eu tenho certeza de que não lhe contaram direito como funcionam. Nunca tanto dinheiro ficou na mão de tão poucos (melhor ainda: poucas) "agentes culturais". Antes das tais "leis", as peças de teatro tinham oito apresentações por semana, lembra?
Agora têm três. Mas eu acho que nem o seu ministro da Cultura vai saber te explicar isso direito. Se quiser mais detalhes, converse com o embaixador de Portugal. Passei uns dias com ele lá em Lisboa e expus as minhas preocupações.
Voltando ao nosso problema, dos escritores. Dá um jeito aí, Fernando. Oficializa a coisa. Nos dê uma profissão, com direito a uma cidadania digna. Descola aí umas leis de incentivo pra gente (mas que não caia nas mãos das produtoras).
Não é nem mais por mim, que te peço isso publicamente. Mas é por uma nova geração de escritores que vem surgindo no País. Inclusive com o gigantesco apoio da sua esposa.
Não quero que o meu filho ouça a vida toda a ressalva: "Mas escritor é profissão? Tudo bem, mas, além de escrever, trabalha com o quê?"
Só para te dar um exemplo de um país onde o escritor é um profissional reconhecido pelas leis. E amparado por elas. Na Inglaterra, toda editora a publicar um livro, tem que mandar um exemplar para cada biblioteca pública do país. Claro que os 40 mil exemplares são comprados pelo governo. Quem ganha? Em primeiro lugar o público. Ganha a editora, ganha o escritor. Ganha o País. Ganha a profissão.
O senhor poderá dizer que eu estou chorando de barriga cheia, que eu vendo bem. Tudo bem, mas se eu não escrever um livro por ano até o fim da minha vida, talvez eu não possa ajudar o meu filho que anda lá por Barcelona tentando ser escritor. Ou seja, morro de fome.
E para o Imposto de Renda, serei apenas mais um assemelhado morto, um CIC a menos. Mas esta crônica, presidente, não vai morrer, não. Vão-se os dedos, ficam os dígitos.
Quebra essa pra gente, FHC. Mesmo porque você vai sair aí do Planalto Central e vai passar o resto da sua vida a escrever uns livros.
E não vai querer que na sua biografia para o século seguinte alguém leia: "Ex-presidente da República, no fim da vida tornou-se importante assemelhado."

P.S.: Por fim, senhor presidente, já havia escrito a crônica acima, já havia visto o senhor elogiando os nossos craques e o Felipão, logo após a maravilhosa conquista dos nossos jogadores lá na Ásia. Pois logo depois de ouvir suas palavras, recebo um telefonema da produção do Fantástico, da Rede Globo. Me diz o rapaz que eles estavam pedindo para cinco escritores brasileiros uma pequena crônica de 30 segundos para ir ao ar logo mais. Fiquei envaidecido, presidente, de poder usar 30 segundos do Fantástico para cumprimentar aquela garotada toda. Só que - acrescentou o rapazinho - não tinha cachê. Se eu não faria o trabalho só pelo prestígio, senhor presidente. Será que esse rapazinho sabe quanto o Fantástico cobra por 30 segundos de comercial no domingo à noite? Será que ele sabe que eu trabalho há 42 anos, diariamente, para viver de... prestígio?

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:46 PM




Jorge Kajuru pediu demissão da RedeTV! nesta quarta-feira, dia 3. O pedido foi feito no ar, ao vivo, em seu programa Hora do Kajuru. Segundo o site Brasil em tempo real, o jornalista disse que sua saída foi causada pela não renovação dos contratos de Lauro Diniz, diretor de esportes e produção de jornalismo, e Alberico Souza Cruz, diretor de jornalismo. Disse também que saía sem nenhuma mágoa da RedeTV!, que sempre deu a ele liberdade de falar o que queria, e afirmou que ainda não tem qualquer proposta para trabalhar em outra emissora. O fim da despedida foi: "Um beijo desse gordo, feio e agora com grandes chances de voltar a ser pobre".

Aos amigos, Kajuru distribuiu e-mail comunicando sua saída e dizendo que Alberico Sousa Cruz e Juca Kfouri também deixam a emissora. A RedeTV! confirma que Souza Cruz deixou a emissora depois do vencimento do seu contrato, mas ainda não comenta a notícia em relação a Kfouri. Veja o texto do e-mail: "Quero agradecer com sinceridade os elogios e críticas que recebi ao longo desses vinte meses na Rede TV! por parte de gente, de ser humano, e de profissional como você. À partir de hoje me desligo da emissora e conforme publicamente revelei hoje em meu programa, os motivos são claros: Só tenho agradecimentos a fazer sobre a Rede TV!. Ela entrou em minha história. Todavia todos sabiam que sou um homem de compromissos pessoais, de morrer abraçado com causas e principalmente com amigos. Porque quem não tem gratidão não tem caráter. Alberico Sousa Cruz e Juca Kfouri estão deixando a Rede TV! hoje, eu estou saindo junto. Gostaria que respeitassem os meus motivos para não falar mais sobre o assunto".

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:42 PM



quarta-feira, julho 03, 2002



*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:18 PM


[ Construção : Chico Buarque ]

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado


A matemática está quase toda ela demonstrada nessa música. Basta enxergar...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:17 PM





Um homem tinha dois ingressos preferenciais para a final Brasil X Alemanha.
Quando ele chega ao estádio e senta, um outro homem nota que o lugar ao lado dele está vazio.
Ele se aproxima e pergunta se o assento está ocupado.
- Não, não está ocupado - responde.
Assombrado o outro homem diz:
- É incrível! Quem, em seu juízo perfeito, tem um lugar como este, para a final do Mundial de Futebol, o evento mais importante do mundo e não o usa???
O homem olha para ele e responde:
- Bom, na realidade, o lugar é meu. Eu o comprei há dois anos. Minha esposa viria comigo mas ela faleceu. Este é o primeiro Mundial a que não assistiremos juntos desde que nos casamos, em 1973.
Surpreso, o outro lhe diz:
- Oh!! Que pena que isso tenha acontecido. É terrível, mas você não encontrou outra pessoa que pudesse vir no lugar da sua esposa? Um amigo, um vizinho, um parente ou uma outra pessoa que quisesse o lugar?
O homem nega com a cabeça e responde:
- NÃO!!!! Todos decidiram ficar para o velório...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:10 PM










Líder e vocalista da banda Cidade Negra, que volta ao Rio neste fim de semana para bisar a bem-sucedida temporada de lançamento do disco “Acústico MTV”, Toni Garrido está na sua fase tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Apresentador do programa “Fama”, o cantor atacou de comentarista na Copa do Mundo e alimenta dois sonhos: desvincular-se do rótulo de reggaeiro para firmar-se com o um grande nome da MPB e produzir um filme, baseado no musical “Jesus Cristo Superstar”, de Andrew Lloyd Weber.
— Aos 35 anos, posso dizer que ainda estou descobrindo a minha praia. Muito mais do que ser um ídolo da minha geração, interessa-me entrar para a história da MPB. Mas este desejo não é só meu. Frejat está indo por esse caminho, Lulu Santos, há mais tempo e, querendo ou não, Samuel Rosa, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Herbert Vianna, e até Ed Motta, que, dentro da trajetória particular dele, busca um caminho que é música popular — diz Garrido. — Não quero ser apenas um artista de uma banda que pertenceu a um movimento na década tal.
O cantor faz questão de frisar que não sofre de nenhum processo megalômano e nem quer se comparar a Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros medalhões da MPB. Para Garrido, sua geração apenas deve reivindicar um lugar na sucessão desses grandes mitos.
— Isso é muito sério. Nos deram a obrigação de renovar e perpetuar. A geração anterior à nossa pegou tudo do antigo, do novo, do futuro. É como se dissessem: “Vocês tem que pegar o que esses caras processaram e reprocessar e fazer bem” — reclama. — Acontece que daqui a 20 anos, Gil e Caetano vão querer, com toda razão, tomar mais água de coco do que trabalhar. Gil vai deixar de fazer cinco shows por semana e ter o direito de ser mais Caymmi.

Apesar de viver uma fase de superexposição na mídia, Garrido diz que aprendeu a não se deixar levar pelo glamour do meio artístico.
— Eu não agüento mais as pessoas perguntando-me se faço pop ou reggae ou sei lá o quê. Faço parte de uma turma, e a gente conversa muito entre nós sobre isso, que está acima do pop, do rap, do reggae. É a galera da nova MPB. É a continuidade. É claro que gosto de ser ídolo de uma garotada, de poder passar minha energia para as pessoas, mas penso sempre em construir uma história, não em um sucesso instantâneo.
A filosofia de vida do cantor, no entanto, não significa que o Cidade Negra está em segundo plano. Pelo contrário, para Toni, a banda é sua prioridade e a parte mais importante de seu projeto artístico. Ele sonha em continuar com seus parceiros Lazão, Da Gama e Bino durante muitos anos ainda:
— Definitivamente, o Cidade é um grupo de caminhos, de intenções. A idéia do sucesso é uma visão do futuro da gente. Sucesso é ver nossas crianças hoje e imaginar ver nossos netos zoando no camarim. É um projeto de vida e a cada disco a gente tem provas de que só trabalhando juntos chegaremos lá.
Para isso, Toni diz que todos devem priorizar o coletivo.
— A idéia que a gente tem é a de que o Cidade é a coisa mais importante musicalmente para cada um de nós. Na hora que deixar de ser para qualquer um, que anuncie. Não podem ter três numa pilha e alguém em uma pilha diferente, senão a corrente quebra.
Mesmo assim, Toni tem seus projetos individuais. Entre eles, quando tiver tempo, mostrar parte de sua obra que não foi utilizada nem na Banda Bel, em que surgiu, nem no Cidade.
— Tem muito material que alguma hora vai ser revertido em trabalho. Já sei quando vai virar um trabalho. Mas só vai rolar quando o Cidade permitir.
Sua participação no programa “Fama”, da Rede Globo, não é vista por ele como algo desassociado do seu trabalho na banda.
— Só estou no “Fama” porque sou um cantor. Queriam alguém do ramo, que tivesse uma ligação com aquela rapaziada. Tudo o que faço, associo à banda.

Estúdio caseiro para novo vôo :Para incrementar seus planos como compositor, Garrido está terminando de construir em sua casa, no Jardim Botânico, um estúdio de ensaio e gravação.
— Com um estúdio em casa, eu estou me impondo uma responsabilidade maior de composição. É a minha forma de amalgamar meus projetos. Estou botando as parabólicas para funcionar. Gosto de ouvir novas bandas, de saber o que está sendo feito.
Os novos planos incluem também as telas. Depois da experiência como protagonista de “Orfeu”, de Cacá Diegues, Toni Garrido apaixonou-se de tal forma pelo cinema que resolveu levar adiante um sonho de adolescência: fazer uma nova versão do musical “Jesus Cristo Superstar”:
— Eu assisti a esse filme 25 vezes. Sonho em rodá-lo aqui no subúrbio, adaptá-lo à realidade brasileira. Talvez mudando o nome dos personagens — revela.
Fazendo uma ponte da tela para a vida real, o cantor lamenta a violência que contrasta com as mensagens positivas de sua música:
— Pode ser utópico, mas é preciso reorganizar a nossa sociedade, nem que para isso tenhamos que romper com o mundo. Estamos vivendo uma guerra civil declarada.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:40 AM




segunda-feira, julho 01, 2002



PORRA TRAZ FELICIDADE !!

Sêmen é combustível para a felicidade. Esta é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York (EUA) e publicado nesta quinta-feira (27/06) pela revista NewScientist.
O trabalho comparou o humor de mulheres cujos parceiros usam preservativos com o de companheiras de homens que não usam. O resultado comprovou que as mulheres diretamente expostas ao esperma são menos deprimidas.
Segundo os pesquisadores, a única explicação plausível é fato de o sêmen conter hormônios ligados à alteração de humor, que são absorvidos pela vagina durante o ato sexual.
A pergunta que não quer calar é se esses efeitos também podem ser obtidos quando o sêmen é absorvido via oral. Segundo os estudiosos, há grandes possibilidades de isso acontecer.
Eles argumentam que os hormônios do esperma podem sobreviver à digestão, da mesma forma que os esteróides das pílulas anti-concepcionais.
Embora a perspectiva seja a de que o esperma atue como antidepressivo independentemente da forma como é absorvido, outras pesquisas serão necessárias para comprovar a ingestão oral.
O mesmo se aplica à absorção anal e à possibilidade de homossexuais serem beneficiados pelo esperma de seus parceiros. O estudo foi aplicado apenas em mulheres.
Os cientistas advertem que suas conclusões não devem ser usadas para abandonar o uso de camisinhas. Segundo Gordon Gallup, que chefiou a pesquisa, "uma gravidez indesejada ou uma doença venérea traria muito mais aborrecimentos que o bem-estar que a exposição direta ao esperma pode proporcionar".


A pesquisa

Os cientistas dividiram 293 mulheres em grupos, dependendo da freqüência com que usavam preservativos. As condições psicológicas foram mensuradas por um questionário técnico (Beck Depression Inventory), que mede o índice de felicidade. Pessoas que atingem o nível 17 são consideradas deprimidas.
Os cientistas descobriram que mulheres cujos parceiros nunca usavam camisinha tinham um índice igual a 8. Quem usava preservativo de vez em quando teve pontuação 10,5. As que usavam sempre ficaram com 11,3 e, as que não estavam mantendo relações sexuais (as mais infelizes), com 13,5.
Quanto maior o intervalo entre as relações sexuais, maior a depressão das mulheres que nunca ou às vezes usavam camisinha. O intervalo não faz diferença no humor daquelas que sempre usam o preservativo.
Também foram descobertas suicidas em potencial entre o grupo de mulheres que não mantinham relação sexual e no das que usavam camisinha regularmente.


EU NÃO DISSE ??

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:43 PM





*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:22 PM


CURSO PRÁTICO DE DRAMATURGIA

MÓDULO I: Como escrever uma novela de Glória Perez

Pegue um assunto da área médica que esteja na moda:
clonagem, transplante de coração, mãe de aluguel... Convide Victor Fasano,
Raul Gazzolla, Eri Johnson e Guilherme Karam para o elenco. Escreva
diálogos sem sentido, crie personagens desajustados e esqueça todo e
qualquer compromisso com a verossimilhança. O personagem masculino
principal tem que ser interpretado por um péssimo ator (ou um ator que
esteja em um péssimo momento). Não há explicação para este fenômeno, mas
o fato é que as terríveis interpretações
de Victor Fasano (Barriga de Aluguel), Ricardo Macchi
(Explode Coração) e Murilo Benício (O Clone) ajudaram a levantar o ibope
das novelas. Os personagens suburbanos são fundamentais, devem ser
bastante explorados.
Mas também é imprescindível criar um núcleo que tenha
costumes bem diferentes dos nossos, como muçulmanos ou ciganos. E uma
mocinha deste núcleo tem que
viver um amor impossível com um mocinho de fora do
núcleo. Do meio para o fim da novela, crie uma campanha social, tipo a
busca por filhos desaparecidos ou a luta contra as drogas. Tudo isso
temperado com
cenas longas, chatas, arrastadas e sem sentido.

MÓDULO II: Como escrever uma novela de Benedito Ruy Barbosa

Ma non há dificuldade, cazzo! Este é lo módulo ma facile. Antonio Fagundes
é inimigo de Raul Cortez. Ma é tutto buonna gente. O bambino de uno ama a
bambina d'outro. Totto mondo parla italiano com sotaque de portunhol.
Os italiano tutto vem morar no Brasile. Os namoratti se separam ma depois de uno ani o ragazzo vê a ragazza na rua, já com uno
bambino nos bracci. Depui de um tempo, o ragazzo descobre que o bambino é filho dele, ma non
crê.Mai 10 anos se passam. O ragazzo (que já non é tão ragazzo) declara tutto su amore para la ragazza (que também já non é mai
tão ragazza). No finale, os personagens principales fazem as pazes e todas las familias se juntam para dançar la tarantela.

MÓDULO III: Como escrever uma novela de Carlos Lombardi

Uhuuuuu, e aí parceiro? Você visa escrever uma novela do Lombardi?
Demorô, isso é mole pra gente. A parada é a seguinte, tú pega a Danielle
Winits e bota os peitos dela bem a mostra. Daí tú chama os irmãozinho
Marcelo Novaes, Humberto Martins e Marcelo Faria pra firmar. Os cara
vão pegar geral e a mulherada vai rodar de mão em mão. Os camaradas não
são mole não, se mexer com eles, é porrada em todo mundo. E se a polícia
for atrás, os manos são sagaz, fogem durante 15 capítulos e ninguém
encontra. Ah, não se preocupa com história não, o lance é botar mulher gostosa com
vestido curto e homem bonito sem camisa, a audiência vai lá em cima, cara!
E não esquece da Betty Lago, hein! O papel dela é certo: uma madame
histérica. É tiro certo mano, podis crer.

MÓDULO IV: Como escrever uma novela de Aguinaldo Silva

Ô bichinho, invente uma cidade porreta, que fique lá no sertão nordestino.
Tem que ter uma igrejinha, as carolas fuchiqueiras, um político danado de
safado e um mistério daqueles de arrancar cabelo de careca. Eita, não pode
esquecer do forasteiro, que vai botar a vidinha do povo da cidade de
pernas pro ar. E pra aumentar esse furdunço, tem que ter um namorico bem
quente. Mas o cabra vai ter que cortar um dobrado pra ficar
com a moça, afinal de contas, rapadura é doce mas não é mole não. Claro que
sempre tem uma mulher mal amada pra azedar o acarajé dos outros e um corno
vingativo que vai atazanar a vida do casal. Mas no fim, fica tudo certo, até
o político safado consegue um novo mandato.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:16 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:02 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:01 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:00 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:59 AM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:59 AM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:56 AM





CENAS DE UM CASAMENTO

Isso aconteceu em Minas Gerais (na cidade de Rio das Onças)...
Conheceram-se no casamento do primo Tavinho. Apaixonaram-se e, 4 meses
depois, resolveram casar. O envelope branco, convidando para o enlace,
chegou poucos dias antes da cerimônia. Quem deu a idéia de chamar o um
padre da capital, para dar mais status à festa, foi a prima Deolinda
que, apesar de não ser nenhuma santa, freqüentava a paróquia da cidade
de Rio das Onças, onde a noiva foi criada até os 12 anos. Duzentas
pessoas compareceram à pequena capela e ao buffet mais chique já
contratado por alguém da cidade. Depois de um atraso de 30 minutos, a
noiva chegou, graciosa num vestido com perolinhas que escondiam,
estrategicamente, a tatuagem de dragão nas costas branquinhas. O padre,
visivelmente cansado da viagem, começou o sermão:
* "A data de hoje é muito importante...Duas pessoas que se amam e se
respeitam vão unir-se aos olhos de Deus... Assim como o respeito e o
companheirismo, o sexo também é fundamental para uma aliança
duradoura." Os convidados se entreolharam em silêncio, pensando que ia
ser só uma menção sob a ótica da procriação.
* "O sexo bem feito pode segurar o homem em casa e garantir também a
fidelidade da mulher..." A mãe da noiva aperta forte a mão do marido.
* "Marcelo, você deve respeitar a vontade da Tatiana quando ela não
quiser ter relações... Mas isso não deve ser motivo para desgastes... O
que eu sempre recomendo, nessas horas, para meus fiéis, é o prazer
solitário, a masturbação... Que dá maiores resultados quando se passa um
creminho na face interna da mão." Os convidados reprimem o riso. A mãe
da noiva começa a suar dentro do vestido mostarda alugado. O pai ameaça
interferir, mas se coloca no seu lugar de cordeiro de Deus e relaxa.
* "Tatiana, você não deve se conformar só com a posição "papai e
mamãe". Ser ativa, no matrimônio, também é muito importante. Quando seu
marido chegar cansado do futebol, por exemplo, você deve ficar por cima
dele. Essa posição, além de dar uma folga para o esposo, também é
excelente para que a mulher atinja o orgasmo, já que o contato do
clitóris com a pélvis do marido é mais intenso. Se você, Marcelo, tiver
um pênis muito avantajado, e que Deus o conserve assim, é conveniente
que vocês escolham fazer amor de lado. Assim, você evita machucar a sua
companheira, sem perder o prazer." Os convidados deixaram o riso
transbordar como água num dique perfurado. Algumas mães, horrorizadas,
tampam os ouvidos dos filhos. A essa altura, a mãe da noiva começa a
se abanar com as folhas da decoração mesmo. O pai olha o relógio na
esperança do sermão estar chegando ao fim. Mas o Padre, com a maior
naturalidade do mundo, continua:
* "O coito anal deve ser praticado de vez em quando para não estagnar a
relação . Se o seu orifício anal for muito apertado, Tatiana, você
poderá usar o lubrificante íntimo Molhadinha e Discreta da Smart &
Helmet que é incolor e não tem cheiro. Você também pode encontrar, em
sexs shops, alguns lubrificantes de sabores extravagantes como, por
exemplo, Piña Colada..." Alguns convidados sentam para rir. Outros,
começam a ficar com tesão e loucos para enfiar a mão por debaixo dos
vestidos das mulheres. O padre pega o copo de vinho e, dizendo umas
palavras em latim, oferece ao casal.
* "Quando a noiva estiver menstruada ela deverá avisar o marido antes
da relação. Apesar das chances de engravidar serem bem menores, alguns
cônjuges não gostam de fazer amor nesses dias." A mãe da noiva já
começa a apresentar sinais evidentes de tontura e o pai, de
taquicardia. Enquanto isso, o padre abençoa a hóstia e a coloca na boca
dos noivos, e continua o seu discurso:
* "O sexo oral também é muito importante...Tanto para o homem quanto
para a mulher... Por isso é fundamental que o casal mantenha os seus
órgãos sexuais sempre limpos e saudáveis. Muitas mulheres, só conseguem
atingir o orgasmo através do sexo oral... E, a maioria dos homens, não
vive sem um bom coito bucal." A mãe da noiva faz que vai desmaiar. Os
padrinhos também se controlam e, junto com os convidados, começam a
rir, enquanto o fotógrafo japonês, de terno listrado, dispara um clique
atrás do outro. Finalmente, o Padre abençoa o casal, introduzindo, em
seus dedos, as alianças.
* "Se a tentação for muito grande, a infidelidade até será permitida
perante o Senhor... Mas nunca sem camisinha... Aproveito para lembrar
que as camisinhas Loló, Hot, Red and Wet e Fuck me Baby foram as únicas
que passaram no teste de qualidade do Ministério da Saúde. Os
convidados podem sentar-se..." Neste instante, um tio da noiva não
resistiu e interveio ferozmente.
- "Escuta aqui ô padre, que diabo de sermão é este? Isto mais parece um
manual de sacanagem. Dê por encerrada esta cerimônia já. Pelo jeito
tu também deve ser pedófilo. Cai fora, seu depravado!! E mais, o nome
da minha sobrinha não é Tatiana e do noivo não é Marcelo." O "padre" ,
agora com um olhar de surpresa, desculpa-se.
* "Olha aí gente, leva mal não, eu também não sou padre, sou ator, fui
contratado por amigos dos noivos pra fazer esta brincadeira, mas acho
que errei de endereço. Mas se serve de consolo, lhes asseguro que essas
dicas servem muito bem para todos que moram neste cú de mundo. Fui!!!"

A cidade de Rio das Onças nunca mais foi a mesma...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:29 AM







Onde estava Klose? - pergunta-se desesperado o jornal alemão Sueddeutsche Zeitung. Ninguém o viu em campo, mas o que fazer? Bem explica o La Nación argentino: “Um dois a zero que não admite discussões. O Brasil mereceu, justificou e conquistou seu quinto título em Copas do Mundo. Salve, campeões, o futebol mundial se rende aos seus pés.” Vindo de quem vem, dá gosto de ler.
Nos quatro cantos do mundo, a unanimidade. No El País da Espanha, por exemplo: “O futebol é justo e devolveu o sorriso a um jogador que esteve dois anos afastado. Agora, o Brasil volta a ser campeão e Ronaldo seu rei.” O Independent inglês ressalva que o primeiro gol tenha resultado de uma falha de Oliver Kahn: “Foi cruel para o goleiro alemão, mas (os ingleses não esqueceram a maneira como foram eliminados), afinal, David Seaman e incontáveis outros goleiros sabem que acidentes podem atormentá-los a qualquer hora – especialmente contra o Brasil”.
No New York Times, “a ginga brasileira vence a eficiência alemã”; no Clarín da Argentina, “Ronaldo teve sua revanche”; no Le Monde da França, “é brasileira a Copa do Mundo”; e no Guardian inglês, sempre o jornal mais simpático ao futebol brasileiro, “é hora de puxar aquele disco de Antonio Carlos Jobim e deixar todos os estereótipos aflorarem”.
Dia de festa também em Portugal, que encontrou nas vitórias da cria o prêmio de consolação. “O Brasil é pentacampeão do mundo”, abre sua reportagem sucinto o “Público”. “Dois golos de Ronaldo acertaram as contas do futebol e o Brasil provou neste Mundial que continua a reinventar este jogo, com uma campanha limpa de sete vitórias em sete jogos, igualando a cavalgada até agora única da selecção do tri em 1970, talvez a melhor equipa da história do futebol. Kahn desta vez não salvou uma Alemanha que perdeu bem um jogo que verdadeiramente nunca fez por ganhar.” Numa matéria ao lado, sobre a repercussão, “Samba, suor e cerveja em Copacabana”.
Bonito. É o Times britânico quem lembra melhor a recuperação de Ronaldinho, da França para cá: “Agora, Ronaldo igualou o recorde de gols numa Copa do sempre grande Pelé – e esta é apenas sua segunda final, Pelé jogou quatro”. Injustiça – Pelé não jogou a final de 1962, assim como Ronaldinho estava no banco quando do tetra, em 94. Mas o Times continua: “Esta Copa é mais que a redenção de Ronaldo, é sua ressurreição. Agora, não podem haver dúvidas de qual o melhor jogador deste torneio”.
Um jornal estrangeiro após o outro, não há exceção. Está lá na primeira página, com destaque, alguma foto de Ronaldinho, sorriso estampado na cara, e em letras garrafais o título indicando que país é rei do futebol. No La República, da Itália, por exemplo: “No show de Ronaldo, o Brasil é campeão.” E guarda palavras carinhosas para Ronaldinho: “Os verdadeiros campeões, como os verdadeiros homens, fazem sua própria história.” O Fenômeno está reabilitado.
Hoje é dia de festa no mundo todo – também o futebol foi reabilitado.

(Pedro Doria - IBest)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:05 AM




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