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Deixa com o Beque !!

sexta-feira, maio 16, 2003

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:39 PM




1 frango de 1,5kg
2 colheres (sopa) de óleo
2 cebolas picadas
4 dentes de alho amassados
corante
2 tomates maduros sem sementes picados
1 pimenta verde pequena picada
coentro verde em caroços
1 litro de água
3 xícaras de arroz lavado e escorrido
cheiros verdes picadinhos

Preparo: Depois de limpo e cortado o frango, deixe em água com limão por 10 minutos. Leve ao fogo em uma panela grande o óleo e o frango. Deixe refogar até começar a dourar. Coloque então o alho e a cebola, misture bem. Acrescente os tomates, o pimentão, o coentro caroço amassado e o corante. Junte a água e deixe o frango cozinhar até ficar macio. Acrescente o arroz e deixe cozinhar, polvilhe os cheiros verdes. Sirva bem quente.


Descuplem, mas a do Décião é mais original...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:35 PM




chega de amadorismo:
roçar os buracos, sim.
mas amar só o abismo

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:28 PM




LHC

Nosso querido Lula Henrique Cardoso anda impossível; no melhor estilo "esqueçam o que eu escrevi", renega sua assinatura aposta num documento de repúdio à taxação dos inativos. Se houver qulaquer análise séria sobre nossa situação, encontrar-se-ão (desculpem, não faço mais isso) muitas coisas mais úteis e se fazer que tungar velhinho. Mas, vejamos: vamos tratar da remessa dos lucros; o quê, brigar com multinacional? Nem pensar. Então tá, vamos tratar dos bancos, da ciranda financeira! Nananinanão, nada de se indispôr com esse povo, quase sempre muito generoso ao financiar campanhas. OK, vamos fazer uma reforma tributária de verdade, e simplificar os impostos, deixar tudo às claras! Puxa, seria ótimo, mas e aí, como é que fica o velho lema do estado cartorial "Vamos criar dificuldades para vender facilidades"? Então, vamos lalar os velhinhos, que não têm nenhum lobby, nenhuma representatividade e, mercê de Deus, já já morrem todos.
O segundo round está sendo travado na TV. Uma bela moça, de blusa vermelha, como convém, e articuladinha, de modo a que nenhum de nós, idiotas, deixe de entender o seu dela recado, compara as reformas, que LHC quer impor, a conquistas femininas e, O horror! O Horror!, à libertação dos escravos. Vale repetir: uma reforma tributária, entre outras, é fundamental, mas só estão se coçando mesmo é para mexer no bolso dos macróbios. Em termos de coerência e exatidão, senti falta é da musiquinha: "Esse é um país que vai p’ra frente, hô, hô, hô, hô, hô...". Se você que me lê tem menos de 30, pergunte a quem tem mais de sobre o que diabos eu estou falando.
Por fim, o fim. O PT quer expulsar o PT. A nobelérrima senadora Heloísa Helena era o protótipo da "petelha"; sempre foi o símbolo do PT, xiita, chata, mas coerente. pois não é que ela, considerada (antes) por seus pares como "combativa", deve ser expulsa? Mas por quê? Por continuar a ser o que sempre foi? Muitas vezes me pergunto sobre o que teria acontecido com este país se a ridícula guerrilha dos anos 60 tivesse "ganho" a guerra com os milicos. Seria diferente? O Doi-Codi seria outro? Não adianta, as gentes são todas iguais. Dê-lhes poder e elas mostram quem de fato são.
Encontrei o camarada Stalin passeando de charrete de bode na pracinha. Aproveitando não ter nenhum segurança por perto, perguntei se de fato tinha mandado dar uma picaretada na cabeça do Trotsky. Fui chamado de inimigo do proletariado. Expliquei que tinha enorme admiração pelo povo russo, decisivo na vitória sobre o nazismo. Ele sorriu e me chamou de camarada; aproveitei e perguntei sobre a matança de camponeses, sendo acusado de ser pequeno-burguês. Dei-lhe uma banana, e ele gritou, furioso, me chamando de reacionário e lacaio do imperialismo, espantando as pombas da praça. Algumas brancas, inclusive.

(Mário, que Mário ??)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:19 PM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:09 PM


TUTTY VAZQUES

Sabe o sistema hidráulico?
Gustavo Kuerten morre de inveja de Rubinho Barrichello. Adoraria poder botar a culpa de suas derrapadas nos mecânicos de sua equipe.

Não é nada, não é nada...
O Fome Zero rendeu seus primeiros frutos: Lula emagreceu, segundo a coluna Ancelmo Goois, dois quilos em uma semana.

Só rindo!
O líder do PSDB Arthur Virgílio está doidinho. Acredita mesmo que FH e José Serra vão voltar à vida pública para evitar a revoada de tucanos do partido. Pode?

Frei papa
Lula vai à ONU em outubro sugerir a implantação do Fome Zero mundial. Só então irá a Roma pedir ao papa para ser o Frei Betto do projeto global.

Na cama com Camus
Esse Geraldinho Carneiro não toma jeito! O poeta estreou nova cantada no Baixo Gávea: “Passa lá em casa para ouvir O Estrangeiro, do Camus.” Não tem erro! Todas acabam entregando os pontos antes do terceiro CD do recital.

Tá na cara!
A luso-petista Maria da Conceição Tavares vai acabar dando uns tapas em Antônio Palocci. É questão de tempo. Repara só! A economista deve estar só esperando o ministro tirar o gesso.

Todo mundo inventa
Com um vice-presidente como Dick Cheney, francamente, é quase impossível para um jornal americano não divulgar notícias falsas. O New York Times não precisa se envergonhar de seu reportariado.

Apagão
Não se pode dizer que Carlos Menem propriamente renunciou. A Argentina é que desistiu dele.

Elementar
As circunstâncias da prisão de Vilma Martins em Goiânia deixaram uma pergunta no ar: por que a polícia carioca não procura traficantes embaixo do sofá?

Racha do bigode
A revelação do corte dos pêlos pubianos da ex-big brother Sabrina nas páginas da Playboy provocou novo racha no PT. Olívio Dutra e Luiz Eduardo Greenhalgh disputam a primazia de ter lançado a moda desse tipo de bigode.

Time de inativos
O Edmundo a gente sabe onde está - não está jogando nada no Vasco -, mas e o Romário? Será que continua fazendo o mesmo no Qatar?

DNA positivo
Carla Perez está grávida de novo. Não sossega enquanto não tiver uma menininha loura.

Ofélia
O vice-presidente Dick Cheney, dos EUA, é igual àquela personagem da TV que só abre a boca quando tem certeza. Não à toa, de vez em quando George Bush manda escondê-lo.

Turano é inocente
Não sei se a polícia, a Universidade Estácio de Sá, o governo do estado ou a imprensa, alguém deve um pedido de desculpas ao Morro do Turano. O tiro que atingiu a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, sabe-se agora, não veio lá de cima, como foi anunciado.

Ponto para ela
A Argentina viveu uma quarta-feira de glórias: Carlos Menem renunciou e o River Plate tirou o Corinthians da Libertadores da América.

Bobagem
Lula está preocupado. Seu porta-voz André Singer está ficando careca. Repara só!

Pesquisa
Responda rápido: o anúncio do cantor Netinho incentivando o povo a pegar crédito pessoal numa tal de Zogbi é pior que a poesia de Thiago de Mello no comercial do novo Ford EcoSport?

Mais jeitoso
O PMDB recusou proposta de Lula, que queria trocar o deputado Babá por Geddel Vieira. O partido até topa liberar o Geddel, mas só se levar o Lindbergh Farias do PT.

Trangênicas
Fabricando a primeira calcinha do mundo com fio de soja, o Brasil junta, enfim, a fome com a vontade de comer.

Absurdo!
O New York Times está demitindo jornalistas que inventam o que escrevem. Sem mais nem menos! Desempregado, Jason Blair pode cobrir as próximas férias de Tutty Vasques em NoMínimo.

Aquilo grande
Presenteado com a égua Canastra da Vereda Grande, Lula deve mudar logo o nome do animal. “Vereda Grande” na terra de Ancelmo Gois quer dizer... Deixa pra lá!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:05 PM


Música triste para alegrar a vida

Venho gastando horas dos meus dias na tentativa de descobrir o que eu mais gosto na vida.

Acho que para muita gente deve ser fácil encontrar uma coisa de que realmente goste, mas, para mim, essa é uma das mais difíceis tarefas. Pode parecer esquisito, mas às vezes, eu não consigo saber do que eu gosto. É muito mais prático fazer uma lista do que eu não gosto, ou do que eu odeio. Sim, sou sempre muito exagerada e nunca digo que não gosto. Sempre digo que odeio ou detesto alguma coisa, só para dar ênfase, assim, ninguém comete a loucura de me oferecer qualquer coisa que contenha queijo, ou uma vitamina de banana, carne vermelha, uma fatia de mamão, requeijão cremoso, entre outros. Também ninguém me presentearia com um cd de Britney Spears, Sandy e Júnior ou... melhor parar por aqui. Não dá para listar tudo o que eu detesto; a lista é interminável...

Às vezes penso que eu não gosto de nada, ou que eu não sei gostar de nada. Deve haver qualquer coisa de errado comigo. Eu sempre achei que nasci no lugar errado, na época errada. Isso porque as poucas coisas das quais eu gosto, estão realmente distantes de mim. No tempo e no espaço.

O que eu queria, de verdade, era ter vivido na Inglaterra, lá pelo século XIX, e ter tido a oportunidade de assistir as encenações de algumas das peças de Oscar Wilde naqueles enormes teatros ingleses... Ou ter nascido na França, na época das boêmias literárias e ter conhecido Rimbaud, Verlaine, Baudelaire e até ter lançado um daqueles Manifestos literários, que traziam novas idéias e criavam-se novas formas de se fazer literatura.

O que eu acho é que esse mundo de hoje é uma grande chatice. Não existe mais nada de original, nada mais é autêntico. Ninguém mais acredita no que faz, ninguém concentra energia para fazer as coisas darem certo. Só consigo enxergar um monte de gente que trabalha para ter cada vez mais dinheiro e comprar um monte de coisa inútil ou gastar num fim de semana idiota, só para ter o que contar na Segunda-feira para os igualmente idiotas colegas de trabalho. Essa "vida moderna" não faz o menor sentido para mim. Acho que por isso é tão difícil encontrar alguma coisa para gostar de verdade.

O que sobra de coisas boas hoje, na maioria das vezes, são resquícios do passado. São os livros, as músicas, os exemplos, as teorias... O problema é que nada disso a gente vê na escola, na Universidade, no Shopping ou em qualquer desses lugares (inúteis).

Da vida contemporânea eu gosto mesmo é de Morrissey. Gosto das suas influências, gosto do estilo de vida, gosto da poesia, gosto das músicas, preferencialmente as mais tristes. Parece estranho, eu sei. Às vezes eu até me pergunto se isso é normal, mas eu que sinto, eu que falo, não sei dizer. O que sei, de verdade, é que música triste é o que realmente me faz feliz no mundo de hoje.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:02 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:50 PM




Um Mestre da sabedoria passava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou, ao longe, um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, mesmo com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar. Sem saneamento, casa de madeira. Os moradores; um casal e 5 filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. O Mestre aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família e perguntou:

– Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem?

E o senhor calmamente respondeu:

– Nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte produzimos queijo e coalhada para nosso consumo. Assim vamos sobrevivendo

O Mestre agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho, voltou-se para seu fiel discípulo e ordenou:

– Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do Mestre, cumpriu a ordem. Empurrou a vaquinha precipício abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada em sua memória durante anos. Atormentado pela cena, resolveu largar tudo o que estava fazendo, muitos anos depois, e voltou àquele lugar decidido a contar tudo e implorar perdão à família.

Ao se aproximar do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, carros na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Sentiu-se triste e desesperado imaginando o triste fim que tivera aquela humilde família, após o fatal "acidente" com a vaquinha. Ao chegar no portão, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há alguns anos atrás. O caseiro respondeu:

– Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o Mestre. Elogiou o local e perguntou ao homem:


Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida agora?

O senhor entusiasmado, respondeu:

– Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. A partir de então, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver novas habilidades que não sabíamos possuir, e assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para a sobrevivência e convivência com a rotina. Descubra qual a sua. Aproveite este momento e empurre sua vaquinha precipício abaixo.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:45 PM


quarta-feira, maio 14, 2003



O Rio pode virar uma Palestina sem causa

Enquanto procurarmos uma solução para o crime no Rio, não haverá solução. Não haverá solução enquanto não entendermos que somos parte do problema — nós, a polícia, a burocracia, a lei, as Forças Armadas, governos central e estadual. “Solução” é um conceito antigo e obsessivo; só um processo amplo, multidisciplinar, um processo lento, caro, difícil, poderá ir melhorando a coisa toda.

São 650 favelas, com mais de 30 mil armas pesadas (calcula-se), aumentando o número a cada dia, chegando de barco pela baía, de aviãozinho, de caminhão. Por trás de nosso atual “combate ao crime” há um velho sonho burguês de “harmonia”: riquinhos felizes em suas casas, classe média contente com sua mediocridade e pobres diabos em seu destino de empregados ou escravos, como no tempo de Machado de Assis. Nós ainda falamos dos criminosos como se fossem “desviantes” de nossa moral, como gente que se “perdeu” da virtude e caiu no “pecado”, no “mundo do mal”. Não se trata mais de crime contra a virtude. Mixou. O que surgiu foi uma nova sociedade periférica, feita de fome e funk, de rancor e desejo de consumo. E são estranhas anomalias do desenvolvimento torto e da democracia de massas — há uma terceira coisa crescendo aí fora, como um monstro “Alien” que se esconde nas brechas da cidade. Mas, mesmo assim, ainda sonhamos com um mundinho limpo, com uma utopia de Ipanema. Dançou, gente boa, never more .

Algum sucesso, algum avanço, só virá se desistirmos de defender a “normalidade” de nosso sistema, pois não há mais normalidade alguma; precisamos é de uma urgente autocrítica de nossa ineficiência.

A nossa secular irresponsabilidade está em questão. Nós é que temos de nos reformar, subverter nossas cabeças, nossas polícias, nossos poderes. A defesa pública está engarrafada numa rede de burocracia corrupta, fisiologismos, leis antigas, velhos conceitos que são facilmente superados pela eficiência leve e imaginosa do bandidos. Não adianta mais dizer “que horror!”. Todas as causas da violência sempre estiveram aí, há cem anos, como uma bomba de retardo, uma mina enterrada. Só agora ficou visível. Ficamos reclamando de quem? Quem culpar? Não sabemos. Xingamos um vago sistema policial e politico e sonhamos secretamente com extermínio de favelas, incêndios, bomba atômica contra o trafico. Queremos acabar com criminosos com mata-baratas, Detefon, detergentes. Não há detergente que lave mais branco o Rio.

A verdade é que o Brasil sempre teve a “cultura do desrespeito” à lei. Nossa sociedade foi montada na transgressão à ordem, no horror à coisa pública, aos direitos da maioria; somos uma sociedade de contraventores, de sonegadores, de pequenos psicopatas light do dia-a-dia, uma sociedade de malandros cariocas. Nossa violência difusa, herdeira do escravismo, está nos quartos de empregada, no trato com os pobres, no egoísmo endêmico dos burgueses. Tínhamos de ter dito “que horror!” há 50 anos, quando ainda dava para sanear as favelas. Agora é tarde. Isso que esta acontecendo é a realidade previsível, não é uma anomalia. Os criminosos estão expondo nossa absurdíssima incompetência, os criminosos estão nos desmascarando. A cocaína despertou nossos narizes e o morro. Nossa consciência “demorou”, mas agora “bateu”. Só que, no meio do caos carioca, os “bárbaros” operam com mais facilidade do que os “racionais”.

Os criminosos cariocas têm a mesma vantagem dos terroristas — não têm rosto e ninguém sabem de onde vêm. Eles são microempresas privadas, filiais da grande multinacional do pó. Nós somos o Estado incapaz. Eles agilizam métodos de gestão. Eles são rápidos e criativos. Nós somos lentos e burocráticos. Eles lutam em terreno próprio. Nós, em terra estranha. Eles não temem a morte. Nós morremos de medo. Eles estão no ataque. Nós, na defesa. Nós nos horrorizamos com eles. Eles riem de nós. Nós os transformamos em superstars do crime. Eles nos transformam em palhaços. A droga e as armas vêm de fora. Eles são globais. Nós somos regionais.

E não adianta nomear “garotinhos”, molequinhos, “homens de ouro”, forças-tarefas. Não há macho que resolva isso aí. Tem de haver todo um repensamento profundo para se iniciar um novo processo.

A luta contra o crime não é mais uma luta policial; não é mais a Lei contra o Pecado. Não. O crime cresceu tanto que se tornou um problema de Estado-Maior. Sim. Trata-se de uma luta política, policial-militar. Acho que tem de haver uma séria articulação das Forças Armadas com as polícias. Digo essas coisas e penso: “Quem sou eu, santo Deus, para deitar regras?”. Mas, já que ninguém apresenta um programa racional e claro, meto minha colher e acho, sim, que os militares têm de entrar na questão. E não quero dizer que os soldados e recrutas têm de subir morro como polícia, mas que coronéis e generais deviam traçar estratégias conjugando repressão e comunicação, conscientização, juntamente com sociólogos, urbanistas, numa séria e “científica” campanha de Estado-Maior, de cúpula, até com consulta a especialistas estrangeiros. Acho, na minha solidão de cidadão horrorizado, que temos de mudar a atitude de exclusão e de muros. Temos de entrar nas favelas, não para atacar e matar, mas para integrar. O programa Favela-Bairro foi das poucas coisas decentes planejadas até hoje. Como anda?

Deveria haver algo assim, com escopo saneador e de dissuasão. Demora muito? Sim. Mas, se levamos cem anos armando essa bomba, leva tempo para desativá-la. Seria, em suma, tudo que o Rio e seus governos nunca fizeram.

Será que o Rio vai conseguir se modificar? Espero que sim, senão isso vai virar uma Palestina suja, irreal, uma Cisjordânia endêmica, com um terrorismo sem causa e sem religião de um lado e impotentes “sharons” do outro.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:16 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:11 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:07 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:04 PM


RESPOSTAS À PRESSA
(André Luiz, por Chico Xavier)


Evite a impaciência. Você já viveu séculos incontáveis e está diante de milênios sem-fim.

Guarde a calma. Fuja, porém, à ociosidade, como quem reconhece o decisivo valor do minuto.

Semeie o amor. Pense no devotamento d'Aquele que nos ama desde o princípio.

Guarde o equilíbrio. Paixões e desejos desenfreados são forças de arrasamento na Criação Divina.

Cultive a confiança. O Sol reaparecerá amanhã, no horizonte, e a paisagem será diferente.

Intensifique o próprio esforço. Sua vida será o que você fizer dela.

Estime a solidariedade. Você não poderá viver sem os outros, embora na maioria dos casos possam os outros viver sem você,

Experimente a solidão, de quando em quando; Jesus esteve sozinho, nos momentos cruciais de sua passagem pela Terra.

Dê movimento construtivo, às suas horas. Não converta, no entanto, a existência numa torre de Babel.

Renda culto fiel à paz. Não se esqueça, todavia, de que você jamais viverá tranqüilo sem dar paz aos que pisam seu caminho.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:03 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:02 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:57 PM


Velha Infância
(Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Pedro Baby E Davi Moraes)

Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo

Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito

Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor

Da gente cantar
Da gente dançar
E a gente não se cansa

De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só

Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos

Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor

E a gente cantar
E a gente dançar
E a gente não se cansa

De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:57 PM




Léo
Milton Nascimento & Chico Buarque

Um pé na soleira e um pé na calçada
Um pião
Um passo na estrada e um pulo no mato
Um pedaço de pau
Um pé de sapato e um pé de moleque

Um pé de moleque e um rabo de saia
Um serão
As sombras da praia e o sonho na esteira
Uma alucinação
Uma companheira e um filho no mundo

Um filho no mundo e o mundo virado
Um irmão
Um livro, um recado, uma eterna viagem
A mala de mão
A cara, a coragem e um plano de vôo

Um plano de vôo e um segredo na boca
O ideal
Um bicho na toca e o perigo por perto
Uma pedra, um punhal
Um olho desperto e um olho vazado

Um olho vazado e um tempo de guerra
Um paiol
Um nome na serra e um nome no muro
A quebrada do sol
Um tiro no escuro e um corpo na lama

Um nome na lama e um silêncio profundo
Um pião
Um filho no mundo e uma atiradeira
Um pedaço de pau
Um pé na soleira e um pé na calçada

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:39 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:29 PM


O negão fanho.

Um negão de dois metros e 140Kg entra no ônibus e pergunta ao cobrador:
- "Fuanto fe é a fasssagem?"
O cobrador continuou contando o dinheiro do seu caixa e não disse uma palavra.
E o negão, já meio invocado:
- "Fuanto fe é a fasssagem???"
O cobrador não respondia.
- "FUANTO QUE É A FASSSAGEM, FORRA???"
O cobrador continuava calado. O negão puto da vida pegou ele pelo colarinho e gritou:
- "OLHA AQUI SEU FILHO DA FUTA, SE FONCE FÃO ME DISSER FUANTO É A FORRA DA FASSAGEM EU FOU FASSAR SEM FAGAR!!!"
E o cobrador continuava na dele, sem dar um pio. Aí o negão, injuriado, quase quebrou a roleta e desceu no primeiro ponto.
Um passageiro que presenciou toda a confusão perguntou:
- "Ô cara!!! Por que você não disse para ele quanto era a passagem?"
E o cobrador respondeu na hora:
- "Ele ia fensar fe eu tafa gozando ele..."

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:23 PM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:17 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:13 PM



Seu Manuel pensou melhor e decidiu que os ferimentos que sofreu num
acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro
carro ao tribunal.

No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Manuel:
- O Senhor não disse na hora do acidente: "Estou muito bem"?

E Manuel responde:
- Bem, vou lhe contar o que aconteceu. Eu tinha acabado de colocar minha
mula favorita na caminhonete..

- Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado - Só responda à pergunta:

- O senhor não disse na cena do acidente: "Estou muito bem"?

- Bem, eu coloquei a mula na caminhonete e estava descendo a rodovia...

O advogado interrompe novamente e diz:
- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do
acidente, este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem.
Agora,várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu
cliente,
e isso é uma fraude.

- Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta?
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu
Manuel e disse ao advogado:
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Seu Manuel agradeceu ao Juiz e prosseguiu:
- Como eu estava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e estava descendo
a rodovia quando uma pick-up atravessou o sinal vermelho e bateu na minha
caminhonete bem na lateral. Eu fui lançado fora do carro para um lado da
rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu estava muito ferido e não
podia me mover. De qualquer forma, eu podia ouvir a mula zurrando e
grunhindo e, pelo barulho, eu pude perceber que o estado dela era muito
ruim. Logo após o acidente, o patrulheiro rodoviário chegou ao local. Ele
ouviu a mula gritando e zurrando e foi até onde ela estava.Depois de dar
uma olhada nela, ele pegou a arma e atirou bem entre os olhos do animal.

Então,o policial atravessou a estrada com sua arma na mão, olhou para mim e
disse:
- "Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. Como o senhor está
se sentindo?
" O que o Sr. falaria meritíssimo ??"

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:09 PM


domingo, maio 11, 2003



O dito popular diz: " Mãe só tem uma ! "

Realmente, pode-se encarar a sentença como se o autor quisesse denotar o fato biológico ou melhor ainda, sociológico.Mas o que dizer da minha ?? A danadinha é a multiplicidade em pessoa e não é raro a comparação com a formiguinha,em alusão a seu tamanho e a capacidade para suportar pesos terrivelmente maiores que o seu. Digo mais: minha desanda a famosa fábula, pois consegue retirar (não sei de onde) energia para cantarolar o dia inteiro enquanto trabalha.

É Mãe. É Mulher. É filha. É tia. É irmã. É avó. É cunhada. É prima. É madrinha. Até sogra ela é ! Mas principalmente junto com esses laços familiares e formais É amiga !!

É carinhosa. É justa. É grata. É terna. É lúcida. É inteligente. É presente. É caridosa. Até brava ela é de vez em quando !! Mas principalmente junto com esses adjetivos É amiga !!

Não haveria espaço suficiente, nem palavras de dicionários para tentar demonstrar toda essa multiplicidade...Apenas a curiosidade: como é que cabe tanta coisa em pessoa só ??


ÃMÃE :

parabéns, não só pelo seu dia, mas por sua vida e a maneira como você a domina...te amo !!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:46 AM




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