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Deixa com o Beque !!

sexta-feira, agosto 22, 2003



CANTEIROS
Cecília Meireles



Quando penso em você, fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento.

Pode ser até amanhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza.

Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.


*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:29 PM




Vasectomia

ao acordar na mesa de operação de vasectomia, o paciente é informado pelo médico:
- Meu amigo... temos duas notícias para lhe dar...
- Já sei... uma boa e outra ruim... como em todas as piadas!
- Isso mesmo! Qual você quer primeiro?
- Posso pensar?
- Não, atenha-se ao seu script!
- Então me dê a boa!
- A sua operação foi um sucesso! Você nunca mais terá filhos!
- Ótimo! E a ruim?
- Nós nos enganamos quanto ao tipo de cirurgia... ao invés da vasectomia, nós fizemos uma mudança de sexo!
- Mudança de sexo?! Meu Deus! Quer dizer que eu nunca mais vou ter um pinto entre as pernas?
- Claro que vai... só que não será o seu!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:51 PM




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*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:40 PM





coisas que só uma mulher consegue...

01) Passar a vida inteira, lutando contra o próprio cabelo;
02) Comprar uma blusa que não combina com mais nada, só por que o preço estava irresistível;
03) Ser tratada feito idiota pelo mecânico na oficina;
04) Fingir naturalidade durante um exame ginecológico;
05) O poder de uma calça jeans para rediagramar a estrutura do corpo;
06) Ter crise conjugal, crise existencial, crise de identidade, crise de nervos!
07) Ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada, mãe do marido;
08) Assistir a um videotape de futebol, só para fazer companhia ao namorado;
09) Lavar a calcinha no chuveiro. E depois pendurá-la na torneira, para horror do sexo masculino;
10) Escutar que: mulher no volante perigo constante; homem do lado perigo dobrado;
11) Depilar a perna de 15 em 15 dias com cera!
12) Rasgar a meia de seda na entrada da festa.
13) Sentir-se pronta para conquistar o mundo, quando está usando um batom novo!
14) Chorar no banheiro, se olhando no espelho para ver qual o melhor ângulo.
15) Achar que o seu relacionamento acabou, e depois descobrir que era tudo tensão pré-menstrual.
16) Nunca saber se é para dividir a conta, ou se é para ficar meiguinha.
17) Ser chamada de TIA por uns meninos lindos no Ibirapuera.
18) Colocar uma cinta para disfarçar a barriga.
19) Ficar completamente feliz, por que ele ligou.
20) Dizer não, para ele insistir bastante, e aí dizer: -Sim!
21) Sorrir gentilmente para o cliente enquanto uma cólica louca te rasga como se fosse uma bazuca.


coisas que só as mulheres entendem...

01) Por que é bom ter cinco pares de sapatos pretos.
02) A diferença entre as cores: creme, marfim e bege claro.
03) Que chorar pode ser divertido.
04) Roupas soltas.
05) Uma salada, uma bebida diet e um sorvete de chocolate fazem um almoço equilibrado.
06) Descobrindo um vestido "de marca" em oferta pode ser considerada uma experiência de vida.
07) A inexatidão de toda balança.
08) Achar o homem ideal é difícil, mas achar um bom cabeleireiro é praticamente impossível.
09) Porque um telefonema entre duas mulheres nunca dura menos que dez minutos.


*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:24 PM





Altere a
cara dos caras à vontade...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:14 PM






Mandou o bilhete e foi dormir

Sentei-me aqui e comecei a escrever esta crônica sobre os peitinhos. Peitinhos de mocinhas. Inocentes peitinhos. Estes que elas levam para a rua debaixo de uma camiseta e sem a devida proteção de um sutiã ou, como dizem em Portugal, guarda-seios. No exato momento que ela se vestiu daquela maneira sabia tudo. Sabia que iam olhar, sabia que com uma pequena variação atmosférica, poderiam ficam um pouco mais rijos e em destaque. Sabia que os homens iriam olhar com variados tipos de observações íntimas. Sabia o que as mulheres mais velhas iriam pensar. Sabia o que o namorado, caso tivesse, iria pensar. Mesmo assim - e talvez por isso - levou os dois seios para o passeio público. Pois eu estava aqui escrevendo a crônica sobre a menina. Pensando com os meus botões o que teria ela na cabeça, pois no tronco eu sabia. E via. Até sentia. E a menina são várias por aqui onde moro e escrevo. E os seios, em dobro. Eis que, "de repente, não mais que de repente", como diria o Vinicius, o barulhinho da chegada de um e-mail. Eu não deveria ir lá olhar, tinha que ficar aqui concentrado na minha menina e seu par de seios maravilhosos. Mas fui. Era mais de meia-noite. E recebo, eletronicamente, um lacônico e bem escrito bilhete de um velho amigo dizendo que estava querendo se matar, mas só tinha uma mísera faca de cozinha em casa. E não era brincadeira. O cara estava falando sério. Ligo para a casa dele, quem atende é a secretária eletrônica, com a sua voz rouca. Pensei: foi com a velha faca de cozinha mesmo. Mando um e-mail. Ele não abre. Observo que ele mandou o seu bilhete-suicida para "undisclosed-recipient", ou seja, para várias pessoas. O aviso era geral. O caso era mais grave do que eu pensava e dos peitinhos que eu analisava. Eu em Florianópolis, ele no Rio de Janeiro ameaçando que não queria "nem choro nem vela e muito menos uma fita amarela". Esqueço a menina e seus dois seios sem faca, ligo para um amigo comum, o Fernando Morais que, por sua vez, estava no Guarujá. Uma da manhã, conto. O Fernando abre seu computador. Tava lá a mesma mensagem. Diz que vai acionar alguém no Rio de Janeiro. Acordo a minha editora no Rio que, assustada, vai ligar para outro amigo comum. Alguém tem que ir até a casa dele. Da meia-noite até umas 3 da manhã, os e-mails começaram a rodar pelos ares, os telefones a tocar. Foi o Eric quem conseguiu falar com o filho dele. O suicida estava dormindo. Mas está dormindo mesmo? Alguém cutucou? Estava. Mandou o bilhete e foi dormir. Xingamos o cara. Isso não se faz com os amigos. Queria se matar, escreveu o texto, passou o pepino pra gente e foi dormir. Resolvi ir dormir também. Mas me lembrei da menina dos peitos livres e da crônica. Voltei para o word. Mas voltei agora com dois problemas. O que faz a menina não usar o sutiã e o que faz um amigo que avisa que vai se matar e não se mata? Conclusão óbvia. Os dois querem chamar a atenção, os dois estão pedindo que olhemos para eles. Os dois estão procurando amigos. Tanto ela, como ele, querem ajuda. Os dois merecem uma crônica. Os dois não me deixaram dormir mais. Amigo é pra essas coisas. Meu amigo acaba de me ligar pedindo desculpas pela aporrinhação. Mandei ele para aquele lugar. Quanto à menina, ainda não telefonou. Nem um e-mail me enviou. Quem sabe, mais tarde, né? Quando estiver mais frio e a vida aflorar com mais firmeza na cabeça, no tronco e nos membros das minhas jovens amigas e meus velhos companheiros. E, para se suicidar, meu amigo, tem que ter muito peito!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:02 PM








REVISÃO JUSTA
(Renato Machado)

Não faz muito tempo que o nome valpolicella designava vinhos modestos, para dizer o mínimo. Os tintos de uvas nativas sempre foram uma sólida tradição numa região simples e laboriosa, sem adornos, o vasto campo do Vêneto ao redor da cidade mágica de Verona, nordeste da Itália. Junto com os brancos de Soave, formavam um binômio de má fama. De tal forma se exportaram vinhos banais da região que os nomes ficaram marcados. Muito vinho ruim se vendeu e se consumiu sob esses rótulos. Tornaram-se fator negativo. Várias revoluções ocorreram na produção e no consumo de vinhos, mas poucas se podem comparar à que aconteceu no Vêneto. Os produtores, sensíveis à importância do bom marketing, viraram as tradições pelo avesso. Modernizaram as aziende, propriedades vinícolas, compraram carvalho novo para barricas e, principalmente, diminuíram o volume de produção por hectare. Antes o importante era a quantidade. Agora, a qualidade. Na região de Soave ainda se vêem cooperativas fazendo vinho demais, de baixa qualidade. Mas mesmo lá apareceram os agentes da mudança, como Anselmi e Pieropan. Eles revelaram ao mundo o que os brancos de Soave podem ser. Da mesma forma, na denominação valpolicella as famílias mais sagazes viram que o bonde da História não passaria duas vezes. Embarcaram numa transformação que hoje produz tintos potentes capazes de competir com grandes vinhos de outras regiões. O fundamental nessa história de renovação é que os veroneses mantiveram as uvas locais. Não se deixaram levar pelos modismos. Corvina veronse, rondinella e molinara são as principais e com elas eles fazem vinhos que aliam a tipicidade à elegância. Mas a região ficou famosa pelos vinhos mais caros, os amarones, fermentados duas vezes, a segunda sobre as cascas que ficaram no tonel. O resultado é uma concentração e uma gradação alcoólica maiores, o que muitas vezes ofusca as qualidades da uva nativa. A Agrícola Masi multiplicou seus tipos de amarone a partir do Campofiorin, primeiro vinho de ripasso, nome que se dá a esse processo. Recentemente lançou tintos fora da denominação valpolicella, como o Toar e o Osar, ambos muito cotados. Outros três produtores chamam a atenção, fazendo vinhos de ambições diferentes. Marilisa Allegrini transfere boa parte de seu charme ao La Grola, um vapolicella clássico de aromas equilibrados. O La Poja, de um só terreno no alto da colina, mostra o quanto pode ser profundo e complexo o vinho da corvina veronese. Giuseppe Quintarelli faz amarones caríssimos e um valpolicella longevo, o Monte Cà Paletta, cuja safra de 94 ainda guarda longa permanência no paladar. E o produtor Dal Forno, preferido de Robert Parker, talvez ganhe de todos com seu clássico superiore de 98, untuoso, perfumado e intenso. Nada que se pareça com o valpolicella de antigamente.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:18 PM






... ninguém precisa me falar da prisão que, via de regra, crio para mim mesmo. É a mais absoluta verdade. Mas não é bem assim, como parece a quem olha de fora, de uma maneira distanciada... porque as redes que teço no entorno e que me engendro são tênues e quentes e úmidas (algo com o útero ou o coito carinhoso)... assim, me permito uma variedade de sensações exposições que diferem em muito do problema ordinário que atormenta o homem moderno. Não sou, diga-se de passagem, um homem moderno. Ao contrário. E sei disso e não me incomodo... essas teias são na verdade nascedouros de idéias e terreno fértil para viagens psicodélicas ao fundo do meu poço... dia desses estava explicando que o fundo do poço não é necessariamente essa imagem ruim, estereotipada, que se tem por aí. Não. Via de regra, o fundo do poço é um estágio melhor, maior, mais amplo e seguro, onde podemos nos deter com mais vagar em questões antes impensáveis... quando me permiti temer a manhã ou vivenciar verdadeiros terrores noturnos? quando consegui me abster do vinho para olhar de frente para mim mesmo e me reconhecer fragmentado sem ter uma crise em seguida? ... quando fui eu, assumidamente, custe o que custar, ganhe ou perca (sabendo que a possibilidade é sempre de perda)?

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:49 PM




quinta-feira, agosto 21, 2003



Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
"Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres"
Morreu antes de fazer a pontuação.

A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes.

O sobrinho fez a seguinte pontuação:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não, a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres."

A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
"Deixo meus bens à minha irmã, não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres."

O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres."

Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres."

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:04 PM




Certo dia uma mulher grávida de trigêmeos estava na fila de um bancoquando um assaltante invade o local e lhe dá três tiros na barriga acertando uma bala em cada bebê.
Como só acontece em piadas sem-graça, a mulher conseguiu sobreviver juntamente com os seus filhos.
Passados exatamente onze anos, um dos filhos da mulher vem correndo em sua direção e fala:
- Mãe, mãe! Eu estava no banheiro mijando, quando de repente uma bala saiu pelo meu pinto!
Então, a mãe lhe explicou o incidente ocorrido durante sua gravidez.
Dias depois veio o outro filho com a mesma conversa:
- Mãe, mãe! Eu estava no banheiro mijando, quando de repente uma bala saiu pelo meu pinto!
Ela também lhe explicou a história do assalto.
Logo em seguida, veio o terceiro filho, gritando todo aflito.
- Já sei! Já sei! Disse ela, você também estava mijando e de repente uma bala saiu pelo seu pinto, não é?
- Nada disso, mãe! Eu estava batendo uma punheta e matei a empregada!


P.S. Eu ri muito porque me imaginei... Quantas empregadas eu não teria matado...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:13 AM






Ironias do destino
(Veríssimo)

Ironia do destino. Os americanos apoiaram o Saddam Hussein durante anos porque o governo secular do Iraque era uma alternativa à teocracia antiamericana no poder no Irã. Saddam já era um tirano, mas um tirano “do nosso lado”. Não é delírio imaginar que uma das conseqüências finais da invasão e ocupação americana do Iraque e da liquidação do partido Baath seja uma teocracia xiita, como a iraniana, no poder em Bagdá. Dupla ironia do destino. Muitos dos responsáveis pela atual política externa dos Estados Unidos fazem parte da estranha aliança de fundamentalistas cristãos e apoiadores da extrema direita israelense que pregavam a guerra ao Iraque com mais fervor. Um dos resultados da guerra foi que os americanos ficaram moralmente obrigados a serem, ou pelo menos parecerem, mais imparciais na questão Israel/Palestina, para tentar diminuir a ira dos fundamentalistas islâmicos, e cobrarem concessões do Sharon em troca do favor de terem liquidado o Saddam. Ironia de pai para filho do destino. Dizem que as partes ainda não publicadas do relatório sobre as falhas no sistema de segurança americano que permitiram a tragédia de 11/9 foram censuradas porque tratam das relações da família Bin Laden, da qual Osama é, digamos, o filho difícil, com o grupo “Carlyle”, no qual a família Bush tem, digamos, interesses. Tratam das repetidas vezes em que agentes do FBI foram aconselhados a não investigarem estas relações e as finanças dos Bin Laden, e a não serem muito curiosos sobre as atividades de agentes da família real da Arábia Saudita, os atuais tiranos “do nosso lado”, nos Estados Unidos, antes e depois do atentado. As revelações que ainda podem surgir sobre esta meleca toda até Bush buscar a reeleição, mais a evidência de que o presidente mentiu para ir à guerra (bombardear civis estrangeiros ainda vá, mas mentir para o povo americano!), mais o atoladouro em que está se transformando o Iraque — e mais, claro, o mau estado da economia dos Estados Unidos — podem fazer o Bush filho repetir o Bush pai, que passou de herói invencível a candidato perdedor em meses. Se houver algum outro Bush na fila pensando em ser presidente, que aprenda a lição e faça a sua guerra mais perto da data da eleição. Suprema ironia do destino. A mais alta autoridade entre os envolvidos de um jeito ou de outro na guerra do Iraque a morrer até agora não foi, que se saiba, o Saddam Hussein, nem qualquer líder militar ou político americano ou inglês, mas um homem que estava lá para ajudar a organizar a paz. E do Brasil, que não teve nada a ver com a história.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:36 AM




Esponja marinha tem estrutura de fibra ótica

Cabos de fibra ótica: uma maravilhosa invenção que demonstra como o ser humano pode ser inteligente, certo? Talvez. Pesquisadores americanos relataram nesta quarta-feira ter descoberto que a natureza chegou lá primeiro.
Uma esponja marinha de águas profundas com um esqueleto feito de sílica fez primeiro e fez melhor, disseram os cientistas.
Estruturas de seu esqueleto que têm a forma de agulha assemelham-se a modernos cabos de fibra ótica e não se quebram, disse a equipe dos Laboratórios Bell e da empresa Lucent Technologies em Murray Hill, no estado de Nova Jersey.
Cabos de fibra ótica são longas tranças de vidro puro. Cada fibra costuma ter a espessura de um fio de cabelo humano. Os cabos são capazes de transportar informação digital por longas distâncias. São arrumados em conjuntos chamados cabos óticos e usados para transmitir sinais de luz.
"A tecnologia moderna não pode ainda competir com alguns dos sofisticados sistemas óticos que organismos biológicos possuem", escreveram Joanna Aizenberg e colegas em um artigo publicado na revista científica britânica "Nature". "Aqui, mostramos como estruturas em forma de agulha na "esponja de vidro" de águas profundas Euplectella tem propriedades extraordinárias de fibra ótica - exceto que são formados em condições ambientais normais e têm vantagens tecnológicas sobre as versões feitas pelo homem."
A pequena esponja, conhecida como cesta-de-Vênus, tem uma estrutura intrincada de sílica dentro da qual camarões costumam copular.
As estruturas em forma de agulha têm o tamanho e a forma de cabos de fibra ótica. São feitas do mesmo material e desviam a luz da mesma maneira. Mas enquanto os cabos de fibra ótica feitos pelo homem podem rachar e quebrar, os da esponja têm braçadeiras que reforçam a estrutura.
O estudo da esponja pode ajudar os pesquisadores a desenvolver maneiras de fabricar cabos de fibra ótica melhores.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:33 AM


quarta-feira, agosto 20, 2003








"Precisando reencontrar o governo da vida, busco não o caminho do meio (em que não acredito), mas um outro, radical, mesmo radical ao extremo onde se processe uma modificação brusca, brutal e violenta que não me reconheça eu mesmo que dirá os outros daquilo (que fui). Porque não há como explicar para ninguém (pois se não explico a mim mesmo!) o momento presente. Aliás, não há um momento presente. Há um vácuo enorme de referências, de encontros (ou desencontros), de percepção em relação às pessoas, ao que elas são, poderiam representar como (não suporte), mas complementação das relações a que chamamos vida. Não existe responsabilidade de nenhuma pessoa nesse processo (senão eu mesmo) que justifique nada. É como um mergulho num espaço desabitado, numa bolha de ar morno, num universo sem estrelas. Acho que seria mais ou menos isso: o que incomoda não é as estrelas serem independentes, o mau é não existirem estrelas quando se olha para o céu (se isso fosse uma realidade, que não é).
Porque por mais que se filosofe a respeito, não existe escapatória de que somos parte de um universo de referências, tal como todas as cadeias biológicas (até as células!)."

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:36 AM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:32 AM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:29 AM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:26 AM




terça-feira, agosto 19, 2003

COLUNA DA JOYCE - REVISTA ÉPOCA



Preta Gil é mesmo assim: ela veio para quebrar regras. Aos 29 anos, a filha do ministro da Cultura, Gilberto Gil, está fazendo tudo o que sempre quis - e de uma só tacada: virou atriz da novela das 6 da Globo, lança nesta semana o primeiro disco, fez um clipe ousado na Favela da Rocinha, dirigido pela cineasta Monique Gardenberg, e - pela primeira vez - posou nua. As fotos, feitas por Vânia Toledo, vêm no encarte do CD, no qual a capa (no detalhe) é uma espécie de amostra grátis: ela surge, pelada, só que enrolada em fitinhas do Bonfim. Inteligente, articulada e gorducha assumida, Preta sabe que vai provocar polêmica, mas se diz de bem com a vida, com seu corpo, pronta para a carreira, para o que der e vier. 'Quero causar um ruído no coração das mulheres', diz.

ÉPOCA - Por que a nudez no encarte do disco?
Preta Gil - Sempre tive vontade de posar nua, de ser cantora, eram sonhos antigos. Fiquei dez anos na loucura, desnorteada, sem aceitar tudo isso. A hora agora é de realizar meus desejos.

ÉPOCA - Você não teme as críticas?
Preta - Estou desnuda, de corpo e alma. Sou contra esse preconceito, esse padrão de que as magras podem tudo. Sou gordinha, sim, mas quero ser feliz. Já tive um filho, quilos a mais, estrias e celulite. Fiz lipo, tomei remédio, fui parar no hospital por ficar sem comer. Hoje acho meu corpo bonito, sensual. Não quero ser Gisele Bündchen.

ÉPOCA - Quantos quilos você pesa?
Preta - Já pesei 15 a mais e 10 a menos. Hoje peso 70 quilos. Quando fiz as fotos, estava com 74, para 1,60 metro de altura. Não sou obesa.

ÉPOCA - Por que você diz que quer causar ruído no coração das mulheres?
Preta - Quero que elas se identifiquem, se libertem, aceitem sua sensualidade, sua sexualidade. O padrão de beleza é o da nossa aceitação. Querer ser o que o outro é e ter o que o outro tem não dá certo.

ÉPOCA - E em relação aos homens? Você vive namorando gente como Paulo Vilhena, Marcos Mion...
Preta - Meu jeito de ser nunca atrapalhou por ser honesta comigo mesma. Falo o que penso, o que sinto. Eles se sentem atraídos. Conquisto todos que quero.

ÉPOCA - No clipe você também ousa...
Preta - Apareço como mulata tipo exportação, com Jonathan Haagensen posando de marido. Quis mostrar que na favela não existem só bandidos e traficantes.

ÉPOCA - Seu pai gostou das fotos?
Preta - Eu sou filha do Gil, agora ministro, que sempre lutou pela liberdade de expressão. Venho de uma família em que todos respeitam o direito do outro. Mas, como pai, ele não gostou. Só que em nenhum momento falou isso.


Agora fala sério: que coxa é aquela...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:14 PM



segunda-feira, agosto 18, 2003




UTOPIA DILUCULAR

– ...então eu só tomo o meu nescau se for com duas colherinhas de açúcar. E leite gelado!
– Que legal. Eu também.
– Sério?
– Sério. Não gosto de leite quente.
– Puxa, nem eu. E só tomo no meu copo. Eu tenho um copo preferido lá em casa, sabe?
– Eu também. E sempre tem alguém que quer tomar café com o meu copo.
– Ah, lá em casa também!
– Então eu tenho um lugar lá em casa, nos armários, que só eu conheço, onde eu escondo minhas coisas. Prato, talheres, meu copo...
– Eu também faço isso!
– ...e tenho o meu lugar preferido na casa, onde eu vou pra tomar meu café da manhã sozinho e ficar olhando pro tempo, pensando na vida.
– Nossa! Eu também gosto de tomar café da manhã assim. Se for ao ar livre, tanto melhor.
– É, eu também adoro tomar café ao ar livre.
– Puxa, nós temos muitas semelhanças!
– É, né?
– Muito legal isso.
– É verdade.
– Qual é seu signo?
– ...
– Heim?
– Eu sou de ofiúco. E você?
– ...
– E você?
– Qual é o seu signo, que eu não ouvi direito?
– Ofiúco.
– Ofiúco?
– É. Ofiúco.
– De que horóscopo é isso. Grego?
– Não. Do horóscopo normal, ué. Aquele que sai no jornal.
– Ofiúco?
– É.
– Fala sério.
– É sério.
– Esse signo não existe.
– Claro que existe.
– Eu nunca ouvi falar.
– Nunca ouviu falar?
– Não.
– Você é uma ignorante.
– E você é um grosso.
– Você que é apertadinha.
– Adeus.
– Já vai tarde.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 7:20 PM






"O incidente envolvendo uma galinha preta e uma declaração infeliz do ministro da Justiça trouxe à tona um dos mais sérios problemas vividos pelos homossexuais: o preconceito escondido que vem à tona no discurso cotidiano. Ao comparar a ofensa de jogar uma galinha em uma mulher a "jogar um veado em um homem", Márcio Thomaz Bastos revelou inconscientemente que considera ofensiva a "pecha" de homossexual (...)

É difícil eliminar esse preconceito do dia-a-dia. Pode parecer chato e redundante, mas usar termos como "judiar" ou "denegrir" manifesta uma visão negativa de judeus e negros. São nessas pequenas coisas que o preconceito se mantém vivo.(...)"
(André Fischer, na Revista da Folha)




Com todo respeito, André Fischer, VÁ TOMAR NO CU!

Pelo seu texto acima, tenho certeza que você não se sentiu ofendido com minha introdução, afinal, se ficasse, iria crer que pra você, o ato de TOMAR NO CU pudesse ter alguma conotação negativa. Claro que como renomado líder ativista homossexual, esse não é o caso, certo?

Da mesma forma, antes de criticar o Ministro da Justiça por inconscientemente achar o termo "VEADO" pejorativo, tenho certeza que nem você nem qualquer outro homossexual, em momento de descontrole ou raiva maior, já mandou ou mandaria alguém TOMAR NO CU, não é verdade? Imagino que nesses momentos, devam gritar bem forte BUCETA uns aos outros. Mas isso também não demonstraria um proconceito aos bissexuais ou aos heteros que... ah, esqueçe, foda-se. Opa!


SURRA DE PÃO MOLE

*Publicado por Dhuvi-Luvio 7:03 PM




Eu acho que já coloquei
este link aqui, mas vale a repetição.... Use o mouse nos instrumentos quando abrir...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:57 PM




Dessa vez o mano Caetano exagerou. Depois das músicas do Peninha (Sonhos e Sozinho) o baiano reacionário resolveu pegar pesado e corromper de vez os limites entre o que seria Brega e o que seria MPB. A gravação da música de Fernando Mendes serve de trilha sonora para o filme produzido pela esposa Paula Lavigne, até aí tudo bem, mas a intenção original não foi essa. Quem é que não gosta de vender 1 milhão de cópias ?? Esta cifra foi conseguida graças ao mega sucesso da música "Sozinho" que sozinha fez com que Caetano vendesse mais num só disco do que a soma de todos os anteriores, por anos e anos de estrada. Pois é, eu que tenho todos os vinils e todos os CDs e sempre fui fã de carteirinha, só tenho a lamentar... Não resta dúvida: a tal da Paulinha tem mesmo toque de midas...

Você não me ensinou a te esquecer
(Fernando Mendes)

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto
E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou e me atirou e me deixou aqui sozinho



*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:54 PM




Acordo cedo, meio tonto com a noite mais ou menos insone. Mas não me sinto mal, ao contrário. Sinto que estou aqui, vivo, olhando para a frente e vendo alguma possibilidades que se apresentam e descubro uma coisa importante: o que vem é bom. Porque me foi dada a oportunidade de ver, de sentir e, ainda que me descabele e grite e chore, o faço porque posso, porque fui beneficiado com a possibilidade de... Se não fosse assim, estaria seguindo o caminho, como todos seguem, mas vazio por dentro. Tenho expectativas sim. Muitas vezes maiores do que é possível realizar. Mas percebo que, apesar do desconforto em alguns momentos, sou estimulado num ponto muito maior do que a conta bancária, a casa ou o sol: no meu ser absoluto. Esses lugares são um só, compõem o meu eu único, absoluto. E se reconheço que sou uno, por que achar que só eu devo ser? Se a vida é o dia ou hora que vivemos, posso muito bem entender que hora ruim, quando passada, precede a hora boa (presente). Eu sei quem anda lá por fora, quem fica no entorno, conheço lá dentro e, conhecendo de verdade, acreditando de verdade, só posso me reconhecer um iluminado.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:35 PM





Meu amigo Clemir Eurípedes Amui me mandou um email através desta página. Fazia 18 anos que a gente não se falava. Dá para crer ?? O Reco, como ele era conhecido na répública da Visconde de Pirajá, mora hoje em Colinas do Tocantins ( onde ?? ) e como um bom "turco" se vira nos negócios. É dono de um provedor de internet
www.amui.com.br e de uma loja de computadores. Tem dois filhos (Luiz Felipe com 15 e Pedro Hugo com 13). Continua fazendo biquinho quando toma uma cervejinha. Diz ele que está careca, barrigudo e feliz por ter parado de desmatar a amazônia...Grande Ribeirim !!!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:25 PM




Clique aqui para baixar a Bíblia Católica Eletrônica. De graça, dê graças a Deus...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:13 PM




Roberto Marinho foi enterrado com telefone celular

O falecido "patriarca" das Organizações Globo teve um "último pedido um tanto quanto exótico" atendido pelos seus familiares. Ele foi enterrado com um telefone celular. O motivo desta excentricidade é que o empresário tinha
uma rara disfunção psicológica conhecida como tapefobia, ou "medo de ser enterrado vivo"

Em várias conversas informais, Roberto Marinho deixou claro para amigos e familiares que quando morresse gostaria de carregar um aparelho no caixão, só por garantia. Mesmo com a eliminação de qualquer possibilidade de um raro caso de catalepsia, ou "morte aparente", a família resolveu atender o seu pedido.

"Pediram que comprássemos um aparelho novo, um cartão com créditos pré-pagos e mais uma bateria extra de longa duração. Mesmo achando estranho, atendi a requisição da família e coloquei tudo no bolso interno de seu paletó", disse um agente funerário que preferiu não se identificar. "Na correria, nem perguntei a operadora de preferência da família. Acabei comprando um celular da Vivo. Só depois percebi a ironia...", lamentou.

O número do aparelho também não foi revelado, mas o agente funerário garantiu que tudo estava funcionando perfeitamente. "A família pediu que eu testasse, para ver se o telefone estava dentro da área da cobertura. Quinze minutos após o sepultamento fiz a ligação. Tudo correu normalmente e após alguns toques sem ser atendido fui direcionado para a caixa postal".


*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:08 PM




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