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Deixa com o Beque !!

quinta-feira, setembro 18, 2003



A Palm vai me pagar pela propaganda ??

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:23 PM




Notícia de seqüestro - No mínimo

No final da tarde de segunda-feira, a Verisign tomou posse de todos os terrenos baldios da Internet com término em .com ou .net.
Explica-se. Verisign: a empresa norte-americana com concessão outorgada pelo governo norte-americano para conduzir o registro dos endereços .com e .net da grande rede.
Como são eles que registram e conduzem usuários do mundo todo que procuram endereços com estas características, têm poder de fazer o que quiser com eles. (Poder é uma coisa, direito é outra, mais complicada.)
Desde segunda, então, quem errar ao digitar um endereço ou mesmo digitar um que não exista, vai parar numa página de busca no site da Verisign. Lá, um banner publicitário faz uns trocados a mais para eles. Como .com e .net engloba pelo menos metade dos sites na Internet, o trocado é um bocado de shekelim.
Antes, um endereço errado dava numa página de erro. Este site não existe, etc.
A decisão da Verisign criou pelo menos um grande problema para os bons provedores de acesso. Os sistemas anti-spam que estes usam fazem com cada email uma série de testes. Um dos mais básicos é checar se o domínio do remetente existe. Como todos os domínios passaram a ter por referência uma página da empresa, todos passaram a "existir".
Em meio aos protestos que seguiram à decisão, entre terça e quarta-feira, as listas técnicas e sites dedicados a administradores de rede começaram a debater soluções para driblar a trapaça da Verisign.
A melhor solução deve sair nos próximos dias pelas mãos do Internet Software Consortium, uma espécie de ong que produz o BIND, programa que roda 80% dos servidores de nome de domínio, os DNSs da rede.
Quando alguém digita em seu browser um endereço, manda uma pergunta a seu provedor de acesso: qual máquina corresponde a esta sopa de letrinhas? O provedor remete a pergunta a um destes DNSs, no fim das contas uma tabela com a lista de todos os domínios e os endereços numéricos correspondentes. O que faz o DNS funcionar é o BIND.
A ong que produz este programa vai colocar à disposição dos provedores um patch, emenda que fará tudo voltar a funcionar como dantes. Os meandros de como isto funcionará ainda não estão claros.
História complicada? Não deixa de ser. Resume-se da seguinte forma: desde segunda-feira, a Internet ganhou um vilão maior do que a Microsoft.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:14 PM




Pacientes detestaram maconha vendida pelo Canadá

Alguns dos pacientes que começaram a fumar a maconha vendida pelo Departamento de Saúde Pública do Canadá consideram o produto "repugnante" e exigiram que lhes devolvam o dinheiro.
O Departamento de Saúde Pública de Canadá começou a vender a maconha em julho para reduzir a dor de doentes de Aids, câncer e outras doenças. A ação foi adotada logo que um tribunal determinou que não se pode obrigar pacientes a comprar maconha de narcotraficantes. No entanto, os que compraram maconha do governo disseram que a droga é deplorável.

"É totalmente inapropiada para o consumo humano", disse Jim Wakeford, de 58 anos, enfermo de Aids, quem vive em Columbia Britânica.

Wakeford e Barrie Dalley, um homem de 52 anos residente em Toronto que usa maconha para combater as náuseas que provocam os medicamentos contra a Aids, decidiram voltar aos vendedores de rua. Dalley exige que o governo lhe devolva seus US$ 110. Wakeford também deu queixa sobre o dinheiro gasto.

A maconha é cultivada nas profundidades de uma mina desocupada em Flin Flon, no Estado de Manitoba, pela empresa Prairie Plant Systems, que assinou um contrato de US$ 4,2 milhões com o governo.



*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:01 PM




Mulher fazendo o número dois... Use o mouse para escolher o prato que ela comeu !

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:54 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:45 PM




EU ODEIO O 0300!

Será que ninguém do governo do PT vai ter peito e coragem para acabar com essa pouca-vergonha indecente que é o sistema de atendimento por telefone pago, o famigerado 0300 ??
A tarifação deveria ser cobrada a partir do momento que você começa a falar com o operador. Cobrar enquanto você espera atendimento é uma puta sacanagem, eu diria que um assalto oficializado. E o pior é que os caras não investem para não haver espera, não há interesse. A pessoa paga para ouvir uma musiquinha ridícula e paga para ouvir a propaganda do produto do cara !!!! Onde já se viu um absurdo desses ??
Tente assinar um provedor de internet qualquer, GLOBO, UOL, TERRA, etc... É facílimo, a pessoa é super bem atendida, tudo muito rápido e prático. Agora tente cancelar a assinatura... É SÓ VIA 0300 !!! Você fica um tempão esperando para ser atendido, quando não cai a ligação após alguns minutos (de 5 a 20 no meu caso), uma pessoa lhe atende dizendo que o cancelamento é com outro setor e toma musiquinha e propaganda novamente !!
Não é possível que o povo brasileiro seja tão omisso e submisso. Eu tentei ligar para a Anatel e ela disse que não é responsável pelo setor. Atende reclamações apenas de operadoras de telefonia. E o pior: o atendente não sabia me dizer a quem eu posso reclamar !!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:38 PM





Enfim o sol aparece em Curita...

Here Comes The Sun
(George Harrison)

Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Little darlin' it's been a long cold lonely winter
Little darlin' it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Little darlin' the smiles returning to their faces
Little darlin' it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Sun, sun, sun, here it comes
Sun, sun, sun, here it comes
Sun, sun, sun, here it comes
Sun, sun, sun, here it comes
Sun, sun, sun, here it comes
Little darlin' I feel the ice is slowly meltin'
Little darlin' it seems like years since it's been clear
Here come the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Here come the sun, here comes the sun
It's all right, it's all right


*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:02 PM




*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:25 PM





Manoel foi ao médico que o receitou uns remédios.
Chegando em casa, ele percebeu que os tais remédios chamados supositórios não diziam como deveriam ser utilizados.
Perguntou a Maria, que o aconselhou a voltar ao médico para saber.
Chegando lá, o médico o explicou que deveria ser aplicado no reto. Com vergonha de perguntar, voltou para casa, achando que Maria saberia do que se tratava.
E Maria disse:
-- Sei não, Manoel, volta lá e pergunta de novo ao médico.
No consultório o doutor disse:
Coloca no ânus, seu Manoel. Voltando para casa, desconsolado, por não ter entendido,achando que agora Maria haveria de saber o que era esse raios de ânus.
-- Sei não Manoel, volta no doutor de novo.
-- Tá maluca Maria, se eu voltar lá de novo o doutor vai acabar mandando eu enfiar essa porra no cu...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:15 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:49 AM





40 a 50 grs de funghi fresco ou seco
1 pires de champignon picado
1 copo (250 grs) de arroz arbóreo ou agulha
1 copo de vinho branco
2 copos de caldo de verduras
1 cebola pequena picada
sal e pimenta à gosto
1 cx de creme de leite (opcional)
2 colheres sopa de manteiga

Coloque o funghi (se for seco) de molho em água morna por 10m para hidratar ou apenas pique-o grosseiramente e refoque junto com a cebola em uma colher de manteiga. Acrescente o arroz, abaixe o fogo, coloque o vinho e vá acrescentando o caldo de verduras aos poucos, mexendo sempre para não grudar no fundo da panela. Quando o arroz estiver cozido, mas ainda não totalmente seco, desligue o fogo e acrescente o champignon, o creme de leite e, por último, uma colher de manteiga. Sirva quente com salada verde. E bom apetite! [dá 3 porções]

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:41 AM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:40 AM







*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:04 AM



terça-feira, setembro 16, 2003



Bráulio Pinto quer ser presidente da OAB gaúcha...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:12 PM





VOCÊ SABIA?

Que o estado do Acre até o início do século XX, pertencia à Bolívia?
Desde as primeiras décadas do século XIX, no entanto, a maioria de sua população é formada por brasileiros que exploram os seringais e não obedecem à autoridade boliviana. Os brasileiros criam na prática um território independente e exigem sua anexação ao Brasil. Em 1899, os bolivianos começam a recolher impostos e fundam Puerto Alonso (hoje Porto Acre) na tentativa de assegurar o domínio da área.

Os brasileiros se revoltam, e os conflitos só terminam com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17/11/1903. Pelo tratado, o Brasil recebe a posse definitiva da região em troca de áreas no Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré. Integrado ao Brasil como território, o Acre é subdividido em três departamentos: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, este último desmembrado em 1912 para formar o Alto Tarauacá. Unificado em 1920, elege representantes para o Congresso Nacional, a partir de 1934. Em 15/06/1962, o presidente João Goulart sanciona lei que eleva o território à categoria de Estado.

Fonte: Sinaleiro Amarelo

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:00 PM







Cu não tem acento

- Ora me perdoe nobre deputado, mas vejo um equívoco em sua afirmação de que cu não tem acento...
- Como assim nobre colega? Oxítona terminada em u não tem acento. É a regra....
- Eu sei, eu sei...mas as regras foram feitas para serem quebradas....
- Regras gramaticais também?
- Claro, essas regras também. Me diga uma coisa: alguém respeita regra e ainda gramatical?
- Bem, é que o povo não tem muita cultura...
- Outro engano deputado. O povo é que faz a cultura. Na verdade a gente apenas reproduz no teatro, cinema porque intelectual gosta dessas coisas, entende? E depois isso se agrega ao folclore...
- Mas voltemos a sua teoria do cu...
- Um assunto emblemático, auspicioso, vejo que o deputado está cu-rioso, sem qualquer tipo de trocadilho de minha parte...
- Um momento...estão votando o que?
- Alguma bobagem ...deixe pra lá...
- Mas veja o nobre colega que sempre encontrei uma grafia errada do cu. Me parece que existe uma forte tendência das pessoas enfatizarem o u do cu e colocam o acento. Veja por exemplo os banheiros públicos. Um absurdo cheio de erros.
- Como venho dizendo caro colega deputado é preciso haver uma melhor interpretação desse anseio popular em colocar acento no cu. Se vossa excelência prestar atenção vai perceber que um cu sem assento fica parecendo um cu frouxo, um cu sem convicção, digamos. Perceba a sabedoria popular.
- Sob esse aspecto vejo sentido em sua colocação. A mesa está chamando para votarmos. É para ser a favor ou contra?
- Ninguém vai notar a diferença. Faz o seguinte: eu voto a favor e você contra, assim poderemos ficar tranquilos.
- Eu contra? Mas o nosso partido está com o governo!
- Eu sei, mas um voto a mais outro a menos. A liderança está confusa, não se acertou. Façamos isso, fique tranquilo...
- Está bem...já foi o meu...- Naquela questão que lhe coloquei dos banheiros públicos, poderíamos criar um projeto de Lei obrigando as pessoas a não colocarem acento no cu.
- Seria uma matéria polêmica, nobre colega, muito polêmica.
- Com certeza daria até Jornal Nacional, mas vossa excelência ainda não me explicou sua teoria.
- Na verdade é muito simplista, igual as coisas do nosso povo lá fora. Veja: o cu fica anatomicamente na bunda. A bunda, nádegas, glúteo, como queira chamar, não serve para o ser humano sentar? Então, me diga se cu não tem acento....
- Me permita o aparte. Mas os a bunda faz assento claramente com dois esses e o acento que me refiro é com cê.
- É o que eu lhe dizia desde o início de nosso debate. Você acredita que o povo está ligando se é com dois esses ou um cê? O que vale primeiro é a fonética e depois, como bem colocado por vossa excelência, a manifesta vontade de ser enfático. É assim desde o descobrimento, não vai querer vossa excelência mudar isso agora!
- Ora deputado, com todo o respeito, vá tomar no cu!
- Claro, mas quebrando as regras e com acento!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:35 PM


segunda-feira, setembro 15, 2003




Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do -bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.


Carlos Drummond de Andrade
De Alguma poesia (1930)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:19 PM




Quanto eu estou ganhando por isso ??

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:05 PM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:41 PM




Batata Suíça

Ingredientes:
250 g de batatas
Manteiga para untar a frigideira
Vasilha com água e sal para umedecer os dedos

Sugestões de recheio:
Queijo cremoso, mussarela, abobrinha crua fatiada em rodelas finas
Queijo cremoso, mussarela, carne seca
Queijo cremoso, mussarela, frango desfiado com milho verde ou frango com tomate seco e cogumelo
Queijo cremoso, mussarela, estrogonofe grosso
Queijo cremoso, mussarela, camarão

Modo de Preparo:
Leve as batatas para cozinhar numa panela com água.
Quando começar a ferver, deixe por 7 minutos, escorra a água e deixe esfriar.
Leve para geladeira e deixe de um dia para o outro.
Retire da geladeira e passe no ralo grosso. Unte uma frigideira de 16 cm de diâmetro com manteiga.
Coloque a batata ralada, o suficiente para cobrir o fundo da frigideira, sempre umedecendo as mãos na água com sal (facilita o manuseio da batata e já vai salgando ao mesmo tempo).
Ponha também uma camada do recheio desejado, quantidade para cobrir a batata, deixando as bordas livres.
Depois, coloque mais uma camada de batata, deixe fritar deste lado por mais ou menos 3 minutos. Pegue outra frigideira também untada, vire e deixe mais 3 minutos deste lado.
Repita o processo mais duas vezes ou até dourar a batata.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:42 PM




Sete coisas...
...que me causam aflições bizarras

assimetria
Sabe quando você está comendo um sanduíche ou um picolé, oferece um pedaço e alguém dá uma mordida num local que deixa o alimento esteticamente desequilibrado? Isso me dá aflição.

campos em branco
Você mora numa casa. Está preenchendo um formulário que contém o campo "apartamento" e você simplesmente não pode preencher aquele campo porque não mora em apartamento. Isso me dá aflição. O mesmo acontece quando o formulário tem campos de preenchimento facultativo. Preencho logo todos!

coleções incompletas
Outro dia estava revendo minhas coleções de revistas eletrônicas e descobri que numa delas, que ia do número 01 ao 145, faltava a edição de número 65. Não tive dúvidas: como isso me dá aflição, mandei pro lixo as edições de 66 em diante.

cd sem capa
Até pouco tempo atrás todo mundo adorava ganhar CD-R de mim porque sabia que ele viria com capinha personalizada. Atualmente, graças à enorme fila de CDs sem capa na minha própria coleção, eles vão no máximo com o título escrito no próprio disco. A aflição desses discos sem capa na minha prateleira é tanta que eu mal consigo considerá-los meus.

etiquetas vagabundas
Odeio quando vou tentar abrir um envelope lacrado com etiqueta adesiva e ela deixa aquela gosma de cola que não sai de jeito nenhum. Principalmente se o envelope for bonito. Se escreverem nele com uma letra feia então, quero morrer de tanta aflição.

bolhas no contact
Quando eu estava na oitava série passei o ano todo me sentindo um loser porque fiz uma capa incrível com colagens para o meu caderno de 80 matérias e na hora de plastificar deixei formarem bolhas e vincos grotescos que todo o tempo olhavam pra mim e riam!!! E eu ainda era obrigado a carregá-lo e sentir aquelas rugas nos meus dedos, ai que ódio!

sandálias havaianas
Elas não deformam, não soltam as tiras e me dão uma terrível aflição.

Agora é só torcer pra que nenhum psiquiatra leia esse post...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:39 PM






domingo, setembro 14, 2003

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:40 PM




Todo escritor mente. Não se trata de desvio moral, mas de exigência profissional: quem escreve falsifica sua identidade, criando uma persona de papel. José Costa, o narrador de Budapeste (Companhia das Letras; 176 páginas; 29,50 reais), vive de explorar ao extremo essa mentira. É um escritor anônimo, pago para produzir artigos de jornal, discursos, cartas de amor e monografias que serão assinados por outros. Com esse personagem, Chico Buarque construiu uma intrigante e por vezes engraçada especulação sobre identidade e autoria. Budapeste chega às livrarias com tiragem inicial de 50.000 exemplares, número respeitável para os padrões brasileiros. É o terceiro romance do compositor e cantor. Estorvo vendeu 165.000 cópias. Benjamin ficou em 60.000. Budapeste ironiza os sucessos de venda, no episódio em que José Costa se torna autor de um involuntário best-seller: O Ginógrafo, livro de memórias assinado pelo alemão Kaspar Krabbe (em tempo: o "ginógrafo" do título é um homem que tem a tara de escrever no corpo das mulheres). Apesar das iniciais kafkianas do personagem, não se repete aqui a atmosfera de pesadelo dos romances anteriores. Em seus melhores momentos, Budapeste é uma peça de humor quase carnavalesco, ainda que travestida com o figurino cinzento do Leste Europeu. A caminho de um congresso de escritores anônimos em Istambul, José Costa faz uma escala forçada na Hungria e fica fascinado pela língua magiar. Ele retorna à capital húngara para aprender o idioma e se torna amante de Kriska, sua professora. A partir daí, a narrativa desenvolve-se num contrastante vaivém entre Rio de Janeiro e Budapeste.
A cidade que dá título ao livro é retratada em detalhes que vão da cor do Rio Danúbio (não azul, mas verde-musgo) à afetação dos círculos literários. Chico, no entanto, jamais pisou em Budapeste (para finalizar a obra, preferiu trancar-se em seu apartamento em Paris). De qualquer forma, a Hungria, para José Costa, é antes de tudo seu quase impenetrável idioma, que a muito custo ele tenta dominar. Algumas das melhores páginas do livro são dedicadas a essa imersão em uma nova língua, que para o personagem representa também uma outra identidade – de José Costa a Zsoze Kósta. A narrativa fica menos interessante quando se desvia do tema literário. Os flagrantes de opressão urbana – como a cena em que José Costa é assediado por um casal de golpistas romenos – parecem um tanto deslocados.
Nos últimos anos, Chico quase não fez shows. E, por enquanto, não planeja lançar disco. Suas últimas composições datam de 2001 – algumas canções para o musical Cambaio, em parceria com Edu Lobo. "Quando está escrevendo, ele não quer nem saber de música", diz sua irmã, a cantora Miúcha. Budapeste parece mesmo ter consumido toda a energia criativa de Chico, que até o final da redação fez mudanças radicais na estrutura do romance. Quando começou a escrevê-lo, em 2001, José Costa não era um ghost-writer, mas um arquiteto. O argumento de Budapeste seria inviável dessa forma. Afinal de contas, a arquitetura ainda é uma ocupação sincera.


Veja-Abril

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:37 PM





O perigo dos "6 Sigma"
Stephen Kanitz - administrador por Harvard

Sempre haverá pessoas malucas no mundo. E para cada 1.000 pessoas malucas haverá uma pessoa supermaluca, um "5 Sigma"*. E entre cada 1.000 dessas haverá uma mais maluca ainda, gente a quem vou chamar de "6 Sigma". Pessoas inteligentíssimas e competentes, mas que estão longe do padrão normal.
Na Idade Média, um desses malucos, de mal com a vida e o mundo, poderia sair matando uns vinte inocentes no mercado principal, até que os cavaleiros do rei lhe cortassem a cabeça. Nos anos 80, um terrorista matava 200 com uma bomba numa estação de trem.
Hoje, graças ao avanço da tecnologia, um maluco pode seqüestrar um avião e matar 2.000 pessoas. Daqui a alguns anos, correremos o enorme risco de um "6 Sigma" modificar um vírus da gripe e misturá-lo com o vírus da Aids, e então veremos 80% da população mundial e brasileira ser dizimada, se não percebermos esse novo problema que nos assola. A luta contra esse terror não é exclusivamente americana, como muitos estão comodamente achando. Um vírus aéreo da Aids lançado em Nova York em dois meses estaria sendo respirado em Brasília.
Como identificar um "6 Sigma" antes que ele faça um estrago grave é um problema sério que o mundo poderá enfrentar nos próximos cinqüenta anos. É um problema policial-sociológico-jurídico-político absolutamente novo e exigirá soluções muito impopulares.
Por exemplo, como identificar essa gente maluca com nossos valores de privacidade, sigilo e liberdade? Como identificar os "6 Sigma" sem impor um Estado policial, numa cultura que abomina o "dedo-duro"? Como prendê-los sem muitas provas de suas malucas futuras intenções? Como condená-los à prisão se ainda não cometeram o monstruoso crime?
Depois do 11 de setembro, esse perigo ficou mais claro para o mundo, mas o governo americano mudou de enfoque e demarcou países como o Iraque e a Coréia como perigosos, e não os futuros "6 Sigma" espalhados por aí. Em minha modesta opinião, isso é um erro. Saddam e seus filhos queriam poder e dinheiro. Quem quer dinheiro e poder avalia seus limites. Bin Laden e seus suicidas queriam vingança, e isso sim é um perigo assustador. Vingança a qualquer preço, para si e para os outros, e quem está disposto ao suicídio já ultrapassou qualquer limite de razoabilidade.
Como também queria vingança o criador do vírus Sobig.F, que chegou a contaminar um em cada dezesseis e-mails, e preparava um enorme ataque ao site da Microsoft, destruindo e-mails de médicos a seus pacientes, pedidos de remédios e chats de apoio psicológico, entre outras coisas.
Um segundo erro da doutrina Bush é que ela quer implantar democracias liberais no resto do mundo como solução. Mas democracias liberais são justamente aquelas que não acreditam em um Estado que controle a população, e sim numa população que controle um Estado. Justamente o contrário do que precisamos para proteger a nação de um "6 Sigma".
Os Estados Unidos já implantaram redes neurais que supervisionam movimentos de pessoas, de cheques e sinais estranhos na população. Mas quem vai supervisionar o mundo? Os americanos, a ONU, cada país por si ou a polícia montada canadense? É uma bela encrenca a ser resolvida.
No fundo, o que ocorre é que o mundo está avançando em termos de tecnologia muito mais rapidamente do que em termos de psicologia, sociologia e política. Um único indivíduo instruído com um bom laboratório nos fins de semana tem acesso a tecnologia de destruição capaz de dizimar o mundo. Talvez o risco dos "6 Sigma" não seja tão grande quanto estou supondo, e vão me criticar por alarmismo. Eu também prefiro achar que não vai acontecer nada, mas e se der zebra e não estivermos preparados?
Vão dizer que o ser humano no fundo é bonzinho e não faria mal a ninguém. Esquecem que todo dia hospitais, indústrias de remédios, médicos e dentistas perdem arquivos valiosos por causa de 7.000 vírus que andam rodando por aí, plantados no sistema por alguém, sem alvo definido, sem medir conseqüências. Eu sinceramente preferiria discutir um pouco mais essa questão em vez de ignorá-la como estamos fazendo.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:27 PM





Dicionário do I


Idiota -- membro de uma grande e poderosa tribo de preponderante influência nos assuntos humanos. A atividade do idiota não se restringe a uma área específica do pensamento ou da ação, ela está em tudo. O idiota detém a última palavra em tudo, sua decisão é inapelável. Ele dita as modas, os gostos, as opiniões e estabelece os limites do discurso e do comportamento.

Ignorante -- pessoa que desconhece coisas que já sabemos e que sabe de outras que desconhecemos.

Imbecilidade -- espécie de inspiração divina que acomete os críticos severos deste dicionário.

Imigrante -- pessoa não esclarecida que acha que um país é melhor do que outro.

Imodesto -- pessoa dotada de forte concepção de seus próprios méritos e de uma frágil noção do valor dos outros.

Imoral -- inconveniente. Tudo aquilo que o ser humano acha inconveniente a determinados propósitos é rotulado de errado, doentio e imoral.

Impaciência -- esperar com pressa.

Imparcial -- incapaz de perceber uma vantagem pessoal na adoção de um dos lados de uma controvérsia ou de adotar uma de duas opiniões conflitantes.

Impiedade -- a sua irreverência à minha divindade.

Imposição -- ato de abençoar ou consagrar por meio da colocação das mãos. Cerimônia comum em muitos sistemas eclesiásticos, porém realizada com mais sinceridade por uma seita conhecida como os Ladrões.

Imposto -- preço que pagamos para poder criticar o governo.

Impostor -- aspirante rival às honras públicas.

Improvidência -- prover as necessidades de hoje com os rendimentos de amanhã.

Imprudente -- insensível ao valor de nossos conselhos.

Impunidade -- riqueza.

Incompatibilidade -- no casamento, diz-se da semelhança de desejos, particularmente o desejo de mandar.

Incorruptível -- diz-se daquele que cobra um preço alto demais.

Influência -- na política, um visionário quo que é dado em troca de um substancial quid.

Intelectual -- indivíduo capaz de pensar por mais de duas horas em algo que não seja sexo.

Intérprete -- alguém que possibilita que dois indivíduos de línguas diferentes se comuniquem mediante a repetição a cada um daquilo que o intérprete julga conveniente que seja dito de um para o outro.

Intimidade -- relação para a qual dois idiotas são arrastados para se autodestruírem.

Inventor -- sujeito que cria uma combinação de rodas, alavancas e molas e chama a isso de civilização.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:18 PM





Fico em dúvida se estou agindo certo... acho que perdi um pouco desses conceitos de certo e errado... quer dizer, na verdade não tem essa, a gente não tem que ficar muito preocupado com isso, tem que viver cada hora porque depois é apenas depois... mas não quero deixar de anotar as coisas que vão acontecendo, as coisas que me deixam triste e alegre. são coisas tão pequenas, tão facéis... alegria tem que vir a galope... alegria é saber que ali tem outra pessoa e que o mundo é cheio desses acasos, dessas possibilidades, desse caldeirão louco, borbulhante, essa sopa de idéias e ideais, coisas que a gente pensa e quer e o outro não e vice & versa. Como não gostar de todas essas coisas? Como não ver a atenção, o socorro na hora certa, o olhar profundo, a menina linda? não, isso tudo tem que ser levado em consideração antes de tudo ou apesar de tudo.... não podemos deixar as coisas passarem apenas porque uma ou outra coisa não surtiu o efeito ou a expectativa ficou aquém num determinado dia... acho que já posso me dar ao luxo de falar dessas coisas... são observações que só a tempo me permite fazer, porque eu sei do afeto e sei que o mundo gira...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:57 PM




Nome : Dhuvi-Lúvio
Local: Batel-Pr
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