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Deixa com o Beque !!

sábado, outubro 04, 2003



Toyota - CS&S

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:22 PM




Jan Saudek- Czech Photographer

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:18 PM




Vai comer ou quer que
embrulhe ??

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:16 PM






*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:07 AM


sexta-feira, outubro 03, 2003

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:35 PM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:25 PM




"Curso de Mendigo" faz sucesso no Rio

Se você é uma dessas pessoas que vivem fazendo vários cursos para reforçar o seu currículo e mesmo assim ainda não conseguiu arrumar um emprego, um especialista em marketing promete uma solução definitiva para suas dificuldades. Ricardo Sarkis, que trabalha dando palestras e cursos voltados para o mercado de trabalho há mais de sete anos, está oferecendo o primeiro “curso preparatório para mendigo do Brasil”, quiçá do mundo.

“Não adianta ter uma formação excelente se o mercado não abre vagas. Pensei então em aplicar os meus conhecimentos de marketing e vendas para desenvolver um pacote com soluções emergenciais para as pessoas que estão precisando urgentemente de uma renda”, diz Ricardo. O curso tem duração de duas semanas e promete dar um leque de dicas que vão desde oratória até estudo da rentabilidade de um “ponto de esmolas”. “Sabendo se comunicar bem e escolhendo o local certo, um pedinte pode faturar até R$200 em um dia”, completa o professor.

O investimento de R$350 nas aulas e apostilas promete “se pagar” rápido. “Um iniciante consegue este valor em menos de uma semana”, garante Ricardo. Para mostrar que não está vendendo ilusões, ele faz questão de demonstrar ao vivo as suas técnicas para grupos de interessados. Na manhã que esta reportagem acompanhou a demonstração, ele conseguiu arrecadar R$35, 6 vale-transporte e 3 vale-refeição em pouco menos de uma hora de mendicância pelas ruas da Tijuca, bairro na zona norte do Rio de Janeiro. “Só não ganho a vida pedindo nas ruas porque não me sobra mais tempo. Já tenho 3 turmas diferentes, nos turnos manhã, tarde e noite. E não há vagas para o próximo mês...”, conclui.

MrManson - Cocadaboa

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:49 AM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:24 AM






Seis dicas para os principiantes

Primeiro: não seja impaciente. A impaciência é uma das faces da estupidez. O caminho é longo, perseverante, difícil. A impaciência acaba com qualquer carreira.

Segundo: se você não pode fazer um amigo, não faça um inimigo. O inimigo guarda o ódio na geladeira. O inimigo amanhece dizendo que sua mãe não é honesta.

Terceiro: não diga palavras irreparáveis, irretratáveis. Como dizia Perón a Isabelita: "Minha filha, fale muito sobre coisas, pouco sobre pessoas e nunca sobre você".

Quarto: você nunca deve estar tão próximo que amanhã não possa ser adversário ou inimigo. E nem tão distante que amanhã fique em dificuldade por ter que virar amigo de uma pessoa. A vida dá voltas, e o pior inimigo de amanhã pode ser seu irmão de hoje, ou vice-versa.

Quinto: a grande arma de qualquer pessoa é o trabalho. Todos temos uma estrela. Está certo que podemos ser muito ajudados pelos amigos e pelos acontecimentos, mas precisamos dar brilho na nossa estrela: e isso significa muito trabalho duro.

Sexto: é preciso saber a arte de escutar. Escutar dá até infarto, dá úlcera. O rei Faiçal, da Arábia Saudita, dizia que Deus deu ao homem dois ouvidos e uma só boca para ouvir o dobro e falar a metade.

Adaptação de "As seis mezinhas para um noviço em política", de Ulysses Guimarães, em entrevista a Fernando Morais para a Playboy, em 1982. Circulando.com

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:36 AM





Você pode enjoar de sexo....
por Carlos Vidigal

"Será? Será que o homem consegue enjoar de sexo? Bicho homem... não masculino. Por que, às vezes, pensamos que vivemos para sexo e não para outras coisas? Vamos por fases.
A adolescência é o período em que procuramos sexo por excelência. Fase experimental. Acho que ninguém discorda. A fase adulta é a prática, seja com vários ou com apenas um parceiro(a). A velhice é quando podemos exteriorizar nossas fantasias sem que ninguém reclame. Porque somos experientes (ou pelo menos deveríamos ser).
Será que existe alguém que enjoa de sexo? Alguém que diga: Eu não quero mais sexo.
Pode ser que sim. Uma pessoa que sofreu alguma trauma recentemente, pode não pensar em sexo por um bom tempo de sua vida. Mas vamos pensar que seja em condições naturais, ou felicidade eminente, ou sei lá, uma situação feliz.
Você pode fazer sexo e se sentir cansado pelo esforço, dependendo das mirabolantes fantasias sexuais que os seres humanos são capazes de criar. E num momento de falta de fôlego e condições físicas para a prática, você pode dizer: “Eu não agüento mais...”. Mas aí não é consciente. Não foi a razão que mandou parar, foi o corpo. Quando a decisão é consciente a coisa muda de figura.
Somos bombardeados com mensagens sexuais o tempo todo. Na televisão e cinema, na propaganda de rua. No emprego nos surpreendemos olhando para as pernas da secretária do patrão. Na música, na pintura, nos sites, eventos e festas.
Sem falar que normalmente nos reservamos um tempo para falar de sexo e fazer sexo. Além disso sonhamos com sexo freqüentemente.
Não podemos esquecer das doenças que proíbem a prática do sexo também. E nem dos padres e freiras que abdicam dessa parte em prol da espiritualidade.
A freqüência sexual das pessoas é uma coisa que me faz enxergar mais o aspecto animal do ser humano. Tem gente que presa pela quantidade e periodicidade. Para uns, isso torna as coisas banais e sexo deve ser praticado com traços marcantes na memória. Os que praticam sempre têm satisfação por mais tempo, mas são incapazes de lembrar de todas as vezes que fizeram sexo, com detalhes.
Dá pra desistir e mandar o sexo às favas? Desafio o homem ou a mulher que diga realmente que enjoou ou desistiu de sexo conscientemente."

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:24 AM


quinta-feira, outubro 02, 2003



Brasil é eleito povo mais sexy do planeta

Que futebol, que nada! É no quesito sensualidade que os brasileiros são lembrados nos quatro cantos do mundo. Apesar de não ter participado da pesquisa sobre comportamento sexual, realizada todo ano por uma das maiores fabricantes de camisinha do mundo, a empresa britânica Durex, o Brasil foi eleito o povo mais sexy do planeta. Teve 10% dos 150 mil votos de pessoas entre 16 e 34 anos.

Em segundo lugar estão os americanos, com 9% dos votos. Sem nenhum, Chipre, Israel, Líbano, Lituânia, Montenegro e Turquia disputam a "lanterninha" dos menos atraentes.

Realizada há sete anos, a versão completa da edição 2003 do Global Sex Survey deve ser lançada no Dia Mundial da Luta contra a Aids (1º de dezembro), mas a prévia dos resultados aponta as tendências e os comportamentos sexuais de cada um dos 36 países que participaram da pesquisa.

A média de relações sexuais por habitante no mundo, em relação à pesquisa do ano passado --feita com 50 mil pessoas--, caiu de 139 para 127 por ano. Em 2001, a média era mais baixa: 97.

Quem lidera 2003 em número de relações sexuais são os húngaros, com 152 relações anuais. Para o francês, 2002 foi um "excelente" ano, com 167 relações per capita --neste ano, ele despencou para o sétimo lugar. E amargando a "sofrível" última posição, Cingapura, com 97 relações sexuais por ano.

A pesquisa faz uma revelação séria a respeito dos australianos: quase a metade deles (47%) já fingiu um orgasmo. Nesse quesito, os chineses são os mais sinceros (12%) e também um dos povos mais satisfeitos com a vida sexual que levam. Eles só perdem para a Tailândia (92%) e para o Vietnã (90%).

Já Rússia e Finlândia empatam no quesito insatisfação, com percentual de 41% de infelicidade.

Liderando o ranking da celebridade mais sexy do mundo está o jogador de futebol David Beckham, da Inglaterra, com 20% dos votos --no ano passado, tinha 14%.

E, mais uma vez, em primeiro lugar está a "caliente" atriz e cantora americana Jennifer Lopez --ela teve o voto de 16% dos participantes.
Uma das novidades da pesquisa deste ano foi a pergunta sobre a profissão mais sexy. Obviamente os modelos foram os vencedores, seguidos pelo clássico fetiche por enfermeiras (10%). A profissão menos desejada é a de professor, com míseros 2% de votos.

Confira o ranking

- Húngaros: lideram o pódio em relações sexuais (152), búlgaros vêm em segundo (151), e russos ficam em terceiro (150).

- Cingapura: tem as pessoas menos chegadas em sexo, com 97 relações anuais; em seguida, vem o Vietnã (102).

- Tailândia: tem os mais satisfeitos sexualmente (92%); a Rússia e a Finlândia empatam em insatisfação (41%).

- Cavalgar: é a posição preferida (29%). A preterida é de pé: 2%.

- Fingir orgasmo: os australianos são campeões (47%); os chineses são mais autênticos (12%).

- Modelo: é a profissão que mexe com a maioria (26%), professor é a menos sexy (2%).

*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:16 PM





*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:51 AM




Frases de Baudelaire


- Deus é o único ser que, para reinar, não precisa sequer existir.

- A qualquer pessoa, desde que saiba entreter os outros, é dado o direito de falar de si.

- Gostar de mulheres inteligentes é um prazer de pederasta.

- O que me entedia na França é que todo mundo se parece com Voltaire.

- Não podendo suprimir o amor, a Igreja quis pelo menos desinfetá-lo -- por isso inventou o casamento.

- Quanto mais um indivíduo cultiva as artes, menos trepa.

- A fila de pequenos literatos que se pode ver nos enterros, distribuindo cumprimentos a torto e a direito e procurando fazer-se lembrados dos fazedores de jornais.

- O homem de espírito, aquele que nunca estará de acordo com os outros, deve esforçar-se em apreciar a conversa dos imbecis ou a leitura de livros ruins. Disso extrairá amargas alegrias que compensarão sua fadiga.

- É por não ser ambicioso que não tenho convicções, como as entendem as pessoas do meu século.

- Quando Jesus Cristo disse "Bem-aventurados os que têm fome porque eles serão saciados", limitava-se a fazer um cálculo de probabilidades.

- O amor pode provir de um sentimento generoso -- o gosto de prostituir-se -- mas é logo corrompido pelo gosto da propriedade.

- Para uma natureza tímida, a portaria de um teatro assemelha-se um pouco ao Juízo Final.

- O que há de atraente no mau gosto é o prazer aristocrático que sentimos em chocar os outros.

- A glória pessoal não é mais do que o resultado da acomodação de um espírito à imbecilidade de um povo.

- Cultivei minha histeria com prazer e terror. Ainda continuo a sentir a vertigem e hoje, 23 de janeiro de 1862, tive um estranho pressentimento: senti a fria asa da imbecilidade passar sobre mim.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:45 AM






A foto acima é de
Edward Weston. Será que ele se inspirou no Abaporu da Tarcila do Amaral aí de baixo ??

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:24 AM






Em 1862, o químico Albert Niemann produziu, em laboratório, um pó branco a partir da folha de coca que foi denominado cloridrato de cocaína. Esse produto passou a ser usado amplamente na sintetização de remédios utilizados no fim do século XIX como tônicos, supositórios e pastilhas expectorantes. O cloridrato de cocaína chegou a ser utilizado até na produção de vinhos.

No início do século XX, a cocaína era livremente comercializada como um remédio comum, mas logo apareceram as primeiras mortes por causa do abuso do consumo da droga. Por conta das mortes, ela foi gradativamente sendo proibida em quase todo o mundo. Por ser uma droga cara chegou a ser chamada de ¿caviar das drogas¿ e, na década de 80, difundiu-se muito na elite social americana, os yuppies. Em meados da década de 90, o número de usuários alcançou a marca de 14 milhões de pessoas, que consumiam quase 500 toneladas da droga a cada ano.

Um dos grandes problemas da cocaína é a adulteração pela qual o produto puro passa. Como é comercializada por peso, diversas substâncias são acrescidas ao produto inicial e, normalmente, chegam ao consumidor final com apenas 30% de pureza. Os mais variados produtos são misturados, como soda cáustica, solução de bateria de carro, água sanitária, cimento, pó de vidro, hormônio para engorda de gado e talco.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:06 AM





PULSO ÚNICO

No joguinho
HEXIC, você tem como objetivo remover o maior número possível de peças em um tabuleiro, rotacionando-as até que seja formado um grupo de três ou mais pedras de uma mesma cor. Duas modalidades diferentes estão disponíveis: Normal, onde não há limite de tempo e a partida termina quando não houver mais combinações possíveis; e Timed, onde rapidez e habilidade no controle do mouse são os requerimentos mínimos para continuar na partida.

Posicione o mouse no grupo de peças que você deseja rotacionar e clique, com o botão esquerdo, somente uma vez. As peças darão uma volta completa até que um grupo seja formado e as suas respectivas peças sejam removidas. Para alterar a direção de rotação, clique em um dos dois botões, localizados no canto inferior esquerdo da tela.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:52 AM




Perito diz ter provas da existência do Pé Grande

Um perito forense americano afirma que acredita ter encontrado fortes evidências da existência da lendária criatura que ficou conhecida como Pé Grande. Diversas pessoas já afirmaram ter visto criaturas deste tipo, mas os relatos sempre foram recebidos de maneira cética por cientistas, que contestam a existência do Pé Grande. O investigador Jimmy Chilcutt, do Departamento de Polícia de Conroe, no Texas, especialista na análise de marcas de pegadas e impressões digitais, diz acreditar que seis pegadas atribuídas à criatura são genuínas. Chilcutt afirma que ficou convencido da existência do Pé Grande depois de estudar as características de uma pegada de 42 centímetros encontrada em Washington, em 1987.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:35 AM


terça-feira, setembro 30, 2003





Macaco Simão volta das férias:

Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! O braço armado da gandaia nacional. Direto da República da Língua Plesa! Voltei! Cansei de descansar. E a marginal do Tietê continua linda! E hoje eu vou tratar de dois assuntos: um policial e um social. O Gugu e o casamento da Marta! E diz que o Gugu vai acabar sendo líder de audiência... no Fórum! Rarará! Aliás, o Gugu devia ir pra CPI da Pirataria: falsificar bandido! E no programa do Gugu não é só bandido que é falsificado, os convidados também: a Kelly Key é uma falsa Britney Spears, o Mario Velloso é um falso Bon Jovi, e o Vavá é um falso Daniel. E deviam encapuzar o Gugu! E o tal do Barney merecia um Troféu Imprensa: porque é muito mais difícil achar bandido falso do que bandido verdadeiro. E em tudo eles botam a responsabilidade no Barney. Ele é tão poderoso assim? Ele deve ser dono do SBT: Sociedade Barney de Televisão! E domingo, na estréia do "Pânico", na RedeTV!, eles lançaram uma nova dupla sertaneja encapuzada: Alfa e Beta. Cantando o grande hit "O Gugu Chorou na Hebe". Rarará! E adorei a manchete "Gugu agradece apoio e audiência despenca". Ou seja, quem interessava apoiar não apoiou: o Ibope! É mole? É mole, mas sobe!
E o casamento da Marta? Sensacional! Adorei a cartola vermelha da dona Marisa. Ela parecia aquele bonequinho do saleiro Cisne! Rarará! E a Marta estava super hollywoodiana, mas o chapéu parecia uma embalagem de pizza adormecida. E diz que ela casou no interior porque as taxas da papelada eram mais baratas do que na capital! E adorei a declaração de amor do Favre Gardelón na "Caras": "Casar com a Marta é como atingir o topo do Everest". Ou seja, entrar numa gelada! E ainda por cima falta ar! E uma amiga me disse que casamento com aquele monte de convidado coroa não pode ser às 11h. A maquiagem não segura. E uma outra amiga se encontrou com a Marta, depois do casamento, e disse que ela está uma menina, saltitante, pulando amarelinha! Uma gazela. Uma gazela loira. E eu nunca vi tanto botox como naquele pessoal do PT. Eles não optaram, eles botocaram. E adorei o cardápio: leitão à pururuca. Sendo que o noivo é judeu, e judeu não come porco. Começou a tirania! Rarará! Leitão à pururuca? Então era o Lula! Rarará! E eu acho que ela queria matar o rabino de fome!
E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Martírio": ir pro casamento da Marta! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! UFA!!!! Cansei! Acho que vou tirar férias de novo!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:38 PM





Sexo no escritório: atencão esse link leva a imagens de sexo explícito !!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:30 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:21 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:19 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:17 PM






Nossos dias melhores nunca virão?

Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.
As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.
Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".
Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.
Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.
Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.
Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também. Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios. Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.
E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:06 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:03 PM




Dicionário J/ K/ L


Julgamento -- inquérito formal criado para provar e registrar a inocência de juízes, advogados e jurados.

Justiça -- uma decisão a nosso favor.

Kilt -- saiote que os escoceses usam na América e os americanos usam na Escócia.

Ladrão -- político.

Legado -- presente de alguém que está deixando este vale de lágrimas.

Lexicógrafo -- sujeito pernicioso que, com a justificativa de estar registrando determinado estágio do desenvolvimento de uma língua, faz o possível para interromper o seu crescimento, emperrar a sua flexibilidade e mecanizar os seus métodos.

Liberdade -- um dos bens mais preciosos da imaginação.

Lícito -- compatível com a vontade do juiz.

Língua -- órgão sexual que alguns degenerados usam para falar.

Linguagem -- música com a qual encantamos as serpentes que guardam o tesouro alheio.

Litigante -- pessoa que abre mão da própria pele na esperança de conservar os ossos.

Litígio -- máquina na qual entramos como porco e saímos como salsicha.

Lógica -- arte de pensar e deduzir rigorosamente de acordo com os limites e incapacidades do entendimento humano.

Longevidade -- medo da morte de duração incomum.

Loquacidade -- distúrbio que acomete um indivíduo tornando-o incapaz de refrear a própria língua sempre que nós queremos falar.

Lord -- na sociedade americana, diz-se de todo turista inglês com status superior a um verdureiro. Já os ingleses de nível inferior são chamados de "Sir".

Louco -- pessoa dotada de um alto grau de independência intelectual.

Luminar -- diz-se daquele que lança luz sobre algum tema sobre o qual um editor não quis escrever.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:02 PM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:55 PM





INTERIORES

Sinto muita dificuldade nesse processo de melhora da crise passada. Porque durante a crise tudo é tão terrível, tão assombroso, o sofrimento é tamanho que chega uma hora em que você nem pensa mais direito. Nem pensa mais. Toma os remédios que vão receitando já sabendo que virão efeitos colaterais e que a melhora será insuportavelmente lenta. No estágio pós crise a coisa muda de figura. O seu entorno cobra de você uma atitude completamente normal e tranqüila, já que o pesadelo acabou. Nesse entorno incluí-se o seu terapeuta. Todos ficam contentes por você ter melhorado, mas sentem também um alívio por não terem mais que conviver com aquilo sem poder reclamar, afinal você está doente. Um belo dia, você começa a levantar da cama com mais facilidade, começa a sair mais, o semblante melhora, você sorri, ri, gargalha. A festa é generalizada. A crise passou ? Pensam e dizem. Agora nossa paz voltou, pensam. E aí, meu caro, babau, você fica num mato sem cachorro. Continua sentindo momentos de tristeza profunda (um pouco diferente do surto da depressão, uma ansiedade chata, que te impede de fazer as coisas, insônia, falta de concentração). Libido? O que é isso? Aí você acorda ansioso, não consegue fazer as coisas direito. Toma ansiolítico, espera um tempo e... nada. Não passa. Você espera mais um pouco pra ver o que acontece... nada. Bom, você toma mais ansiolítico, claro e aí fica mole, meio dopado, com sono. Antidepressivo diminuído,, a depressão volta a dar as caras, mas de forma muito branda... E aí começa: você está superconsciente, a crise já passou, era para estar tudo ótimo, mas não está. O médico é irredutível: tem que diminuir o antidepressivo senão fica eufórico, maníaco. Tem que segurar a onda, se esforçar um pouco. E toma de você se esforçar aqui, ali, acolá, hoje, ontem, amanhã... ninguém mais toca no assunto porque você está bem. Qual é? Não quer ficar bom? Quer ter peninha de si próprio a vida inteira?). Caraca! Você não pode admitir nada disso, tem que fingir que está, que é normal. E eu sei o que está acontecendo e estou contente sim por a crise ter passado, mas não estou bem, é um meio termo sei lá eu o nome... é estar mais ou menos... durante duas horas se sente de uma maneira e nas duas horas seguintes fica diferente! Não é por querer, claro que seria melhor estar tudo bem, definitivamente... Ninguém aceita essa doença. Quando aceita, entende... bom, aí não entende como é o processo de cura, de melhora...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:45 PM



segunda-feira, setembro 29, 2003




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