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Deixa com o Beque !!

sábado, novembro 15, 2003



A verdade corrigirá todos os erros na minha mente

O que pode corrigir ilusões senão a verdade? E o que são os erros senão ilusões que permanecem sem ser reconhecidas pelos que são? Onde entra a verdade, desaparecem os erros. Eles simplesmente se desvanecem, sem deixar qualquer traço pelo qual possam ser lembrados. Eles se vão porque, sem crença, não têm vida. Assim, desaparecem no nada, voltando ao lugar de onde vieram. Vão e vêm do pó para o pó, pois só a verdade permanece.

Podes imaginar o que é um estado mental sem ilusões? Qual seria o sentimento? Tenta lembrar-te daquele tempo, --talvez um minuto, talvez menos-- em que nada vinha interromper a tua paz, quando estavas certo de ser amado e de estar em segurança. Depois, tenta fazer um retrato em tua mente de como seria se esse momento fosse estendido até o final dos tempos e até a eternidade. E, então, deixa que a sensação de quietude que sentiste seja cem vezes multiplicada e em seguida multiplicada cem vezes mais.

Agora, tens uma idéia, nada mais do que um breve indício do estado em que a tua mente descansará quando a verdade vier. Sem ilusões, não poderia haver nem medo, nem dúvida, nem ataque. Quando a verdade vem, toda a dor acaba, pois não há espaço para que pensamentos transitórios e idéias mortas se detenham na tua mente. A verdade ocupa a tua mente por completo, liberando-te de todas as crenças no efêmero. Essas não têm lugar porque, com a vinda da verdade, elas não estão em lugar algum. Não podem ser achadas, porque agora a verdade está em todo o lugar para sempre.

(...)

É ao teu Ser que estás pedindo para ir contigo e como poderia Ele estar ausente de onde estás?

A verdade corrigirá todos os erros na tua mente que te dizem que poderias estar à parte Dele. Hoje, falas com Ele e fazes a promessa de deixar que a Sua função seja cumprida através de ti. Compartilhar a Sua função é compartilhar a Sua alegria. A Sua confiança vai contigo enquanto dizes:

A verdade corrigirá todos os erros na minha mente,
E eu descansarei Naquele Que É o meu Ser.

Deixa então que Ele te conduza gentilmente à verdade, que te envolverá e te dará uma paz tão profunda e tranqüila que terás relutância em voltar ao mundo que te é familiar.

E, no entanto, ficarás contente em olhar para esse mundo novamente. A razão disso é que trarás contigo a promessa das mudanças que a verdade que vai contigo levará para o mundo.

(...)


(Trechos do "livro de exercícios" de Um Curso em Milagres)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:01 AM




O menino que carregava água na peneira

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira

Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos


(Manoel de Barros)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:52 AM


quarta-feira, novembro 12, 2003

*Publicado por Dhuvi-Luvio 7:34 PM







Maconheiros são os outros

Uma a uma, todas as minhas convicções sobre o caráter indefensável de determinadas personalidades vão sendo derrubadas inapelavelmente pelo Ministério Público. Foi assim com Gerald Thomas naquele memorável episódio que me custou o mico de sair em defesa do artista, coisa que não imaginava pudesse se repetir tão cedo, ainda mais numa operação de socorro a Luana Piovani.

Ainda que preferisse mil vezes vê-la incriminada por mostrar o traseiro e ele em cana por fumar maconha, não consigo entender a importância descabida que a Justiça dispensa às besteiras cometidas por um e outro contra a própria reputação. Bobagem imaginar que, depois de Gerald e Luana, a garotada vai sair por aí arriando as calças e consumindo maconha ? não necessariamente nessa ordem - para se mostrar.

Pelo contrário, consta que, após o incidente com o diretor no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a UNE vetou a prática da exposição de bundas em manifestações estudantis até segunda ordem. Conheço meia dúzia de maconheiros que largaram o vício ao saber que Luana Piovani dá uns tapas ?para relaxar?.

Luana é a Soninha da vez, ou seja, pegaram a maconheira errada de novo. Tratar uma e outra como protótipos de drogadas, isso sim é estimular a juventude ao consumo de maconha. Pode-se até ter restrições à atriz e à apresentadora isoladamente, mas quem não gostaria de ter a cabeça da Soninha e o corpo da Luana?

A seu tempo, Soninha sofreu na pele o que Luana Piovani ainda vai experimentar: chateações jurídicas, constrangimentos no Fórum, ameaças de desemprego, julgamentos de botequim, tudo por causa de uma entrevista informalíssima ao jornal universitário O Tempo. Entre o drama de Soninha e a abertura de inquérito contra Luana, Gerald Thomas vive o auge de uma crise estúpida. É duro para quem pensava ir em cana pelas idéias que concebe correr esse risco por causa de sua bunda.

Confesso que tenho vontade de mandar prender Luana Piovani quando a vejo sugando a língua do namorado Ricardinho Mansur em Caras, mas não posso deixar de lhe dar o braço nesse momento em que a escolheram para Soninha. Celebridade que admite publicamente fumar maconha está condenado à rejeição de seus fãs, não precisa ser punido pela Justiça. O mesmo se aplica a gestos obscenos desnecessários.

Ou não! Se é para meter em cana todo artista que tem ou faz uma parada estranha na vida, melhor transformar o Projac em presídio de segurança máxima. O Brasil não pode levar adiante essa hipocrisia de aplaudir a saída de Fernando Gabeira do PT, premiar a música de Marcelo D2 e acusar Luana Piovani por apologia da maconha. Estou com ela para o que der e vier. Topo, inclusive, visitas íntimas na cadeia, se esse for futuramente seu desejo.


*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:16 PM




Helena do BBB nua - minha amiguinha de Maringá

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:57 AM




Cientistas britânicos pesquisarão pessoas que "saíram do corpo"

Você já acordou, olhou para baixo e viu você mesmo, dormindo? Provavelmente não, mas talvez já tenha ouvido algo parecido antes.
Como você, cientistas britânicos já ouviram essa história. A diferença é que eles resolveram investigar se era lorota ou não. Como tem muita gente que já teve esse tipo de experiência, os pesquisadores resolveram estudar "apenas" um segmento desse povo todo: os que saíram do corpo quando estavam bem próximos da morte. O estudo proposto pelos britânicos inclui entrevista com pessoas que sobreviveram a paradas cardíacas para saber se elas experimentaram "viagens" para fora do corpo no momento em que estavam na mesa de operações.
O neuropsiquiatra Peter Fenwick, especializado em pesquisas sobre o limiar da morte, afirmou haver muitos relatos sobre a saída do corpo, mas poucos dados concretos a respeito.
"Essas pessoas (que dizem sair do corpo) parecem ter conseguido ver as coisas. As pessoas falam sobre uma 'visão mental'", afirma. Mas o cientista reconhece que, se ninguém notar os objetos colocados nas salas de operação, isso provaria que os relatos não passam de uma ilusão.


Só quem já teve mesmo algumas projeções consciente sabe o quanto isso é, ao mesmo tempo, instigante e assustador. A pessoa experiente no assunto consegue dominar o medo e a ansiedade para realizar feitos inimagináveis, tais como voar, atravessar paredes, conhecer lugares longinquos, falar com entidades, etc...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:52 AM




As crianças de hoje nem sabem
o que é isso ??

O Canadá é campeão mundial. Caraca, quer dizer que tem mesmo um campeonato disso ??

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:50 AM





Este anúncio do Playstation 2 foi filmado no centro do Rio de Janeiro. Demora para carregar, se você tem banda ou bunda larga, mande ver que é bem legal...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:35 AM



terça-feira, novembro 11, 2003



Aprenda a usar o preservativo masculino

A eficácia da camisinha como forma de prevenção contra doenças depende da forma como ela é usada, da motivação do casal, do tempo de experiência e da qualidade do produto.

O uso correto: coloque o preservativo com o pênis ereto. Isso deve acontecer desde o início do ato sexual, uma vez que existe a eliminação de um fluido pré-ejaculatório com quantidades suficientes de espermatozóides para que ocorra a contaminação ou a fecundação. Portanto, mesmo sem ejacular, só com o líquido que deixa o pênis "molhado", já pode ocorrer gravidez em uma relação heterossexual ou a contaminação pelo vírus HIV.

Veja como colocar - Cuidados importantes:

- O preservativo deve estar sempre disponível;
- Use preferencialmente as camisinhas lubrificadas, que vêm embaladas em pacotinhos quadrados à prova de luz;
- Armazene em lugar fresco e escuro (calor, luz e umidade danificam).
- Evite carregar em carteira de dinheiro ou sentar em cima (o peso pode danificar). Tem gente que guarda no bolso traseiro da calça e acaba sentando em cima o dia inteiro;
- Manuseie com cuidado. Unhas, dentes e anéis podem rasgar; não desenrole antes de usar;

Os cinco erros mais freqüentes

1) Colocar a camisinha só na hora da penetração
A camisinha deve ser colocada quando começa a haver algum tipo de contato entre o pênis e a vagina. Assim, além de prevenir as doenças que se propagam por contato (como o HPV), previne-se a possibilidade de qualquer sêmen que exista já em torno do pênis (mesmo no começo da relação) chegar perto da vagina.

2) Deixar o pênis amolecer dentro da vagina, e só então tirar a camisinha
Este erro é grave, pois o sêmem pode vazar. A camisinha deve ser retirada com o pênis ainda duro, logo depois da ejaculação.

3) Colocar a camisinha do avesso
Este descuido pode facilitar o rompimento da camisinha. É preciso seguir atentamente as instrucoes do fabricante.

4) Esquecer de tirar o ar do reservatório antes de vestir a camisinha
Se o reservatório destinado ao sêmem estiver cheio de ar, a camisinha pode estourar. Por isso, é importante apertar a ponta do preservativo enquanto ele é desenrolado.

5) Só colocar o preservativo na hora da ejaculação
Além de arriscado como método anticoncepcional, fazer isto simplesmente não protege contra doencas.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 6:50 PM





Dizem que Picasso nunca tinha dinheiro no bolso. Quando ele terminava de jantar num restaurante, o dono aproximava-se da mesa com a nota, esperançoso, e perguntava se ele ia pagar ou assinar. Picasso fazia uma mímica de procurar dinheiro nos bolsos, mas sempre acabava assinando a nota, que o dono do restaurante mandava emoldurar e depois vendia como um Picasso autêntico, por muito mais, é claro, do que o valor do jantar.

Se a comida estivesse especialmente boa ou se o seu grupo fosse muito grande, Picasso não assinava apenas a nota. Fazia um rápido desenho na toalha, que, depois, mesmo com as manchas de comida, passava a valer uma pequena fortuna. Ou então fazia uma rápida escultura com miolo de pão e palitos. Quando precisava mandar buscar alguma coisa no armazém, Picasso rabiscava uma pomba ou uma odalisca num papel e dava para a empregada pagar a conta.

Certa vez, a empregada saiu para fazer o rancho levando um bico-de-pena razoavelmente bem acabado - a conta seria grande - e voltou com as compras e mais um horrível desenho feito em papel embrulho e assinado embaixo pelo dono do armazém, Monsieur Pinot.

- O que é isso? - quis saber Picasso, segurando o papel com a ponta dos dedos.

- É o troco - explicou a empregada.

Desse dia em diante, dizem, Picasso olhava com respeito, cada vez que passava pelo armazém de Monsieur Pinot. Tinha encontrado um ego maior que o seu.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:40 AM





CUECAS X CALCINHAS

APELIDOS - Se Adriana, Simone, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Si, Dé e Lú. Se Paulo, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente se referirão uns aos outros como Gordinho, Cabeção, Godzilla e Peidorréia.

COMENDO FORA - Quando a conta chega, Paulo,Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$32,50. Nenhum deles terá nada trocado, e nenhum vai ao menos admitir que quer troco. Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e a procura pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.

BANHEIROS - Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel. A quantidade média de itens em um banheiro tipicamente feminino é 756. Um homem não consegue identificar a maioria deles.

SEXO - Uma mulher usa o sexo para conseguir amor. Um homem usa o amor para conseguir sexo.

SUCESSO - Um homem bem-sucedido é aquele que consegue ganhar mais dinheiro do que a sua mulher pode gastar. Uma mulher bem-sucedida é aquela que acha esse homem.

MUDANÇAS - Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda. Um homem casa- se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.

DIVIDINDO - Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um completo estranho que lhe dê atenção. Um homem dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos apenas quando questionado por um advogado artimanhoso, sob juramento - e mesmo assim apenas quando isso puder diminuir a sua sentença.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:25 AM


segunda-feira, novembro 10, 2003



No mar, o segredo da longa vida

O nome não ajuda e a aparência definitivamente está longe de ser agradável. Mas o ouriço do mar vermelho, o animal que mais parece uma planta, mostrado na foto ao lado, tem lá seu charme. A natureza deu a esse invertebrado marinho o dom da longa vida e da juventude eterna. Cientistas da Universidade do Oregon e do Lawrence Livermore National Laboratory, ambos nos EUA, descobriram que se trata de um dos animais com maior longevidade conhecida — com certeza, mais do que qualquer animal terrestre e provavelmente, a maior também nos oceanos. Esses ouriços chegam aos 200 anos de idade e sempre com um corpinho de adolescente. Na verdade, eles não dão qualquer sinal de envelhecimento e jamais param de crescer. Apenas, quando passam da adolescência, o que ocorre por volta dos 10 anos de vida do ouriço, começam a crescer a taxas incrivelmente baixas. Os ouriços do mar vermelhos também não sofrem de doenças associadas ao envelhecimento. Morrem vítimas de predadores, infecções ou apanhados por pescadores, pois há quem os considere uma delícia. Gostosos ou não, eles já se tornaram alvo para o estudo da longevidade. Cientistas querem descobrir que segredos bioquímicos estão por trás de tamanha resistência.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:53 PM





Deixa solto, doutor
(Joaquim Ferreira dos Santos)

Desculpem, senhores editores das revistas masculinas, mas não quero saber de conselhos para se alcançar um corpo malhadão. A barriga tábua-de-tanque é dom de quem tem, não insistam em torná-la item obrigatório para ser homem nestes tempos. Não capitularemos ao ridículo. Muito menos peçam, como vi numa revista esta semana, para se perder a vergonha de tratar com os amigos sobre os cremes que estamos carregando escondidos na maleta, como se eu e o Dapieve admitíssemos carregar outra coisa conosco que não um volume qualquer do Bukowski, um canivete suíço e o par de joelheiras para um time-contra no Aterro. Mudamos, nem sempre por iniciativa própria, mas vamos com calma. Temos um Zé do Boné a zelar. Ainda não será desta vez que receberemos de vocês, Moisés dos aquários, a tábua com as dez melhores cantadas a se dar numa mulher ou como abrir com estilo contemporâneo a porta de um single bar. Temos nossas próprias manhas. Relaxem.

São muitas revistas dizendo que tipo de flor entregar, o que cozinhar para ela no primeiro encontro (esqueça o amendoim, deixa cascas nos dentes). Dos conselhos de homem que tenho ouvido, prefiro seguir exclusivamente a sabedoria do flanelinha — “Deixa solto, doutor”. É o que tenho feito. Se o mocassim colorido combina com jeans customizado? Por favor, senhores.

Eu sou do tempo em que o exercício da masculinidade plena era atividade simples, algo que precisava como apêndice estético apenas do apoio de um bom pente Flamengo e, pronto — deixa a vida me levar. Milhões de homens passaram felizes suas existências balizados por uma única filosofia: “Dura lex, sed lex, no cabelo só Gumex”. Infelizmente, já era. Complicou. Tenho visto cada vez mais revistas especializadas em dizer como o homem, se gordo, deve se vestir de preto para anular as adiposidades ao redor da barriga, e, se de cabelos finos, como torná-los mais cheios com o xampu de ovo transgênico.

Ora, senhores editores dessa nova tendência das bancas, me poupem os poros. Acabei de limpá-los com o Clay Mask da Zirh. É uma loção relaxante, mas não o suficiente para me obnubilar a razão.

Seria reduzir demais o espectro de uma revista masculina deixá-la em eterno rodízio pelo corpo das deusas nuas e piadas de loura. Nada contra ampliar a pauta. Mas eis que se volta contra o macho, este que ainda há pouco ria da “Nova” e da “Cláudia” por estabelecerem para suas leitoras a obrigatoriedade de a cada estação do ano trocarem o tamanho dos seios — eis que se volta contra o macho a mesma ditadura. Ei, garotos, agora depilem os pêlos do peito.

Leio nessas revistas que ficou absolutamente impossível continuar homem no século XXI sem ter feito, por exemplo, um curso de vinho e saber a temperatura ideal de servi-lo. Não tenho a mínima idéia de que uva é feito o branco — e não arvoro aqui qualquer orgulho especial pela ignorância. Só quero ser dispensado, como até ontem, da súbita obrigatoriedade de freqüentar esse vestibular cafona para ganhar inclusão sexual.

(Repara só: como são de safra triste os senhores que, treinados a dispensar com elegância o cangote da moças, tentam seduzir cheirando a rolha.)

As revistas masculinas, quase todas editadas por mulheres, estão ensinando o homem a aplacar a testosterona, suavizar o instinto e trabalhar a pegada de jeito menos extravagante. Querem-no sensível e ouvinte do que elas têm a dizer. Sejam românticos, rapazes, liguem no dia seguinte. É o contrário das mensais femininas, que obrigaram a mulherada a um papel mais agressivo. Recuperem o tempo perdido, tigresas, caiam matando, guerreiras. Querem-nas turbinadas e assumindo o controle da situação. Como são infelizes homens e mulheres que pautam suas vidas pelas pautas dos editores.

Gerações inteiras de fortões achavam que bastava apertar um punho contra o outro, o método Atlas da Força Aérea Canadense, e elas se renderiam. Podia até ser, mas só até anteontem. Acabei de ler numa dessas revistas, R$ 6,50 nas bancas: excesso de músculos cheira a falta de masculinidade. Elas detestam marombados. Pior: mulheres gostariam que seus amigos gays fossem héteros, pois estão num momento em que cultuam machos sensíveis. Não aconselho meus pares a correrem atrás. Quando você, para entrar no perfil da moda, estiver acabando de ler toda a poesia de Bandeira, é bem provável que elas já tenham sido convocadas pela “Nova” e a “Cláudia” a preferirem o Alexandre Frota.

Já soubemos de tudo, hoje somos convencidos pelos sabichões da press que não passamos de uns pobres coitados ignorantes das coisas da vida, compradores de revistas em busca de dicas espertas. Que roupa se deve usar para agradar a uma mulher no primeiro encontro? Cuidado para não estar mais perfumado do que ela. Uma dessas publicações, que tenta ensinar o homem a se comportar segundo os novos valores, aponta esta semana 50 (!) coisas sobre elas que ele, o papai sabe-tudo na televisão de outrora, não sabe mais. Aqueles beijos que levavam nas orelhas e pareciam se derreter todas? Pois então. Depois de anos conformadas em se deixarem lambuzar, elas tomaram coragem para dizer. De-tes-tam. Inventem outra, rapazes.

Conheci mulheres, vítimas da opressão editorial, que começaram a semana com as unhas azuis e sexta-feira, quando saiu nova safra de revistas, precisaram trocar para o misturinha. Outras, sexualmente tímidas, foram convencidas de que estavam fora de seu tempo e convocadas a colocar fogo no colchão, ou, quem sabe, na própria mesa do chefe. Os homens são as novas vítimas. Flagrados no contrapé, no momento em que boa parte deles ainda emula o Brucutu e puxa a Hula pelo cabelo nas boates, eles piscam inseguros diante das novas ordens. Revelem suas emoções, rapazes, mas em seguida corram ao dermatologista e providenciem um botox básico para aliviar as marcas de tanta expressão de carinho, amor e compreensão.

Caçar javali — Santo Asterix, socorrei! — era bem mais fácil.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:52 PM





Matrix, revoluções e pressa
(Carlos Alberto Teixeira - O Globo)

Quem mais gostou do recém-lançado filme Matrix Revolutions deve ter sido o barulhento Larry Ellison, dono da Oracle, o mais famoso fabricante de software de banco de dados. Ganhou valiosa propaganda de graça, pois o que mais se menciona no filme é o tal do Oráculo (em inglês Oracle). É Oráculo pra todo lado, uma chatice ímpar. Aliás, o filme todo é absolutamente sacal, um falatório infindável metido a filosófico e metafísico, sem pé nem cabeça. Até as cenas de ação são repetitivas, sem graça, quase enjoadas, além de absolutamente inverossímeis no ponto de vista da física, deitando por terra tudo que se aprendeu em mecânica — estática, dinâmica e cinemática.

Deixo como gancho aqui para o leitor apenas uma cena do filme, em que o herói, no meio duma batalha feia, sugere à sua amada que pilota a nave: “Vamos fugir para o céu.” E lá vão os dois, furando uma espessa camada de nuvens escuras e elétricas, indo dar num belo céu aberto, apenas por um breve momento. A moça se maravilha ante a visão e logo descem eles novamente para baixo das nuvens, dando continuidade à frenética ação.

Estamos mergulhados numa guerra parecida, envoltos numa densa nuvem de tecnologia, onipresentes gadgets e sufocados pelo excesso de informações. Na terça-feira da semana passada deu aqui no GLOBO uma ótima matéria relatando que o volume de informação no planeta dobrou em apenas três anos. De que adiantou esse crescimento tão assombroso? Sua vida melhorou tanto assim nesse mesmo período?

Quem dá seus primeiros passos nas trilhas da conectividade e dos computadores pessoais só enxerga maravilhosas e amplas possibilidades quando se vê diante de sua máquina, passeando pela internet. Mas mesmo em termos de crescimento e desenvolvimento pessoal, se você se der ao trabalho de sair perguntando à turma que já está a, digamos, dez anos ou mais nessa roda-viva, certamente terá surpresas. A primeira delas tem a ver com aritmética básica, ou melhor, com a capacidade de fazer contas. O uso das calculadoras e das planilhas está emburrecendo o pessoal. O que mais tem por aí é gente que lida com máquina há anos e cuja mente foi se atrofiando para o cálculo mental. Às vezes nem mesmo pegando lápis e papel o camarada consegue fazer uma divisão ou uma multiplicação. Ele se lembra do velho “arme e efetue” dos tempos de colégio, e talvez da tabuada, mas seu cérebro não treinou mais e se estagnou. O mesmo se dá com alguns no que tange ao poder de memorização. Junte-se a falta de prática à eterna correria dos dias atuais e veremos que são poucos os que têm oportunidades e aptidão para capturar e reter informações na memória. Agendinhas eletrônicas, celulares com centenas de números armazenados, bancos de dados, tudo isso fomenta um engessamento da nossa faculdade de lembrar. Até para discar um simples número de telefone a partir de uma anotação em papel, há casos graves de pessoas que não conseguem fazer a decorebinha instantânea dos oito algarismos duma vez só e, para digitar o número, precisam lê-lo em duas partes discando quatro dígitos de cada vez. Se a querida leitora se encontra nesse estágio, é hora de tomar urgentes providências. Faça palavras-cruzadas, brinque com jogo da memória, promova disputas com os colegas de trabalho de quem faz uma conta de dividir cabeluda em menos tempo, sei lá, invente. Mas não deixe seus miolos perderem o pique.

Outra coisinha que incomoda é escrever à mão. Quem se acostumou ao teclado do computador acabou se viciando. Depois que a gente passa da fase de catar milho e continua praticando, começa a desenvolver tal velocidade que vira um pesadelo pegar a caneta e escrever qualquer coisa. Com o passar do tempo, a letra se transforma em garrancho, o braço e a mão se cansam facilmente e acabamos voltando para o rápido teclado. Muitas vezes nem nós mesmos conseguimos ler uma anotação nossa a caneta depois de algum tempo, do tanto de horrenda que ficou a letra. A gente sai rabiscando as palavrinhas, mas a mente anda mais rápido que a mão, ó lerdeza, e nos desesperamos. E se realmente precisamos reler depois o que foi escrito, muitas vezes apelamos para abreviações e símbolos, o que é mais um fator de empobrecimento do texto manuscrito, tanto na forma quanto no conteúdo. Para tudo isso, do mesmo modo, a cura é a prática. Se você se vê nessa situação e ela lhe causa incômodo, trate então de se disciplinar. Escreva à mão cartinhas curtas para amigos e conhecidos. Talvez poemas. E depois vá tornando-os mais longos. Ou senão habitue-se a escrever um conciso diário, caneta no papel, como nos velhos tempos.

O próprio texto digital que produzimos está se corroendo, apodrecendo. A overdose de emails nos impede de ler tudo que chega, quanto mais responder. Quando se tem tempo para escrever um reply ou uma nova mensagem, já surgem de assalto outros temas velozes e novas pressões de tempo, fazendo com que não nos esmeremos devidamente na apresentação de nossas idéias e opiniões. O texto sai rápido, mas fica ralo. Nas salinhas de chat, o fenômeno é dez vezes mais grave. Nelas, a comunicação escrita virou um código truncado, limitado, imediatista e vazio.

Nossa própria capacidade de surfar na web nos transforma em mosquitos d’água, aqueles bem levinhos que conseguem pousar na superfície dum lago sem afundar e saem aos pulos, cruzando rapidamente a lâmina molhada. Quanto nos permitimos aprofundar num site? Nada, quase não nos damos esta oportunidade. Queremos a próxima página, o próximo link, rápido, vai, vai, senão não dá tempo. É tudo corrido, superficial, urgente, curto e compactado.

Cuidado, cara-pálida. Isso não vai acabar bem. Massificando-se esse comportamento, chegará uma hora que não teremos mais volta.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:29 PM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:47 AM




- sombrancelha estranha essa do Mainardi
- ainda dá tempo de ser fotógrafo ?
- depois de 13:30 o preço do peso diminui
- finalmente o sol esquenta o ambiente
- como fiquei tanto tempo sem janelas ?
- as mulheres se enfeiam com longos ridículos
- o som vem mesmo por essa luzinha vermelha
- vem aí o natal e nem o carnaval eu pulei
- vamos já botar água de coco para fazer gelo
- tomei uma lição para um futuro menos egoísta
- neosaldina líquida na veia
- a mudança de verdade está para vir
- o bigode está mais velho
- a jiripoca piou sem dó
- o cartão de crédito sempre lembra de mim
- prioridades são dinâmicas
- o garoto achou que eu era de 74
- eu e a vida, quem leva quem ?
- a música instrumental tema do casamento era "Insensatez"
- lindinha fez 38
- minha vizinha mora de graça, ainda não me conhece
- Luzia entrou na lista noturna
- pediu que eu escrevesse mais emails
- há uma pirâmide no topo do prédio
- querem dar o John
- a lente grudou e me deixou irritado
- qual foi a melhor parte do filme ?

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:37 AM


domingo, novembro 09, 2003




Kaya =
Ser-humano virtual criado por Alceu Baptistão.

As animações estáo cada vez mais perfeitas...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:34 AM




Nome : Dhuvi-Lúvio
Local: Batel-Pr
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