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Deixa com o Beque !!

sexta-feira, dezembro 12, 2003



TRIP ENTREVISTA MAINARDI

Diogo Mainardi pariu quatro livros: Malthus (1989); Arquipélago (1992); Polígono das Secas (1995) e Contra o Brasil (1998). Todos com vendagem medíocre. Escreveu dois roteiros para o cinema: 16060 (1995) e Mater Dei (2001). Ambos fracassos de bilheteria. Estudou economia, levou bomba. Não é jornalista formado. Por que levar Diogo Mainardi a sério? Conclua a seguir:

Agora que você voltou [de Veneza] para o Rio, gostaria de repetir uma frase sua: ?Quem mora no Brasil é imbecil?. Isso é ironia?
É ironia barata, mal formulada, uma coisa que eu não repetiria. Devo ter dito isso muitos anos atrás, porque eu poderia dizer a mesma coisa de uma maneira mais elaborada, mais engraçada.

Você voltou por conta do tratamento do seu filho, não foi?
Esse foi o único motivo de nossa volta, porque em Veneza o tratamento é péssimo e tem uma fisioterapeuta só, bastante antiquada, sem muita potencialidade intelectual.

Como foi sua infância? As pessoas têm a impressão de que sua personalidade crítica vem de um passado conturbado, mal vivido...
Sou da alta burguesia paulistana, estudei no Equipe [escola alternativa de classe média alta de onde saíram Serginho Groisman, Marcelo Tas e os Titãs].

Você era da turma do pessoal dos Titãs?
Foram meus colegas de classe, mas não minha turma. Eu era da turma realmente ?alternativa? lá, das moças com a perna depilada, a deles era a turma das moças peludas [risos]. Por provocação, eu ia com botinha italiana, bem-arrumadinho na escola hippie.

Você já disse que se sente ?um estrangeiro em qualquer lugar que esteja, até mesmo no Brasil?. E agora, com essa sua volta ao país, continua um estrangeiro?
Não porque o meu trabalho me trouxe de volta. Tenho interesse real no Brasil, não tem escritor que tenha escrito mais sobre o país do que eu.

E como lida com os ataques à sua obra?
É esquisito, difícil até de acreditar, minha mulher por muitos anos não acreditava... Mas sou absolutamente indiferente ao que dizem ao meu respeito, a favor ou contra. Tenho um tipo de cataclisma que me preserva. Sou bidimensional, não tenho profundidade psicológica, ninguém consegue me atingir. Tenho um aparato psicológico pobre, não dá para me colocar num estado de exaltação ou de depressão.

Por suas críticas, as pessoas têm a impressão de que você é uma figura de mal com a vida...
Não conheço ninguém tão feliz, alegre e contente como eu [risos].

Quando se inicia numa carreira existe sempre aquela dúvida se você vai fazer uma grande diferença, se é um gênio ou não. Como foi para você descobrir que não seria um Orson Welles aos 23 anos [idade em que o diretor lançou Cidadão Kane] ?
Meu filho foi fundamental na visão a meu próprio respeito. Achava que literatura fosse prioridade na minha vida, e depois descobri que tem uma coisa mais rica, mais divertida, mais emocionante, mais prazerosa do que escrever. Diminui muito minhas ambições, fico com o meu molequinho a maior parte do tempo e com prazer, não acho que esteja perdendo nada. Ajudou muito a diminuir o meu ego.

Você concorda que a mídia é o 4º poder?
A mídia pode prejudicar um empreendimento. Trabalhando com imprensa, não vejo a mídia impessoalmente. Sei por que estão escrevendo mal a respeito de alguma coisa que faço, quem escreveu, quem mandou escrever...

E qual seria, idealmente, o papel da mídia?
O papel da imprensa é encurralar, caçar e derrubar os políticos que estão no poder ? alguém tem que controlar essa gente. É difícil falar da mídia inteira. Consigo só pensar na minha pequena função: sou um palpiteiro e vejo a importância do palpiteiro.

Mas teu palpite, às vezes, tem proporções gigantescas, podendo prejudicar de fato um trabalho, uma obra ou uma pessoa.
Infelizmente [meu poder é] zero, o que eu digo não tem importância nenhuma, não muda absolutamente nada. Só irrita. E, para mim, quase sempre é o suficiente.

Qual foi o seu maior fracasso na vida?
O [filme] Mater Dei foi um fracasso retumbante, porque não gerou absolutamente nada. Nem dinheiro, nem discussão, nem nada. Não sou tão bem- sucedido, tenho um nicho na imprensa... Trabalho para a [Editora] Abril e para a Rede Globo, o que é curioso.

Acredita em Deus?
Não. Sou anti-religioso.

Existe algum tipo de espiritualidade em você?
Não, não existe. Eu sou matéria.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:43 PM




Um novo mito em Rotemburgo
(Maria Helena Nóvoa)

Por vício e ofício, leio jornais procurando os mitos embutidos nas matérias. Como nada é novo mesmo, sob o Sol, o que quer que aconteça já aconteceu. Identificar os símbolos e mitos nos eventos relatados nos dá a possibilidade de prever o final de quase qualquer drama.

As personagens mitológicas representam funções psíquicas, as relações que engendram entre si compõem uma dramaturgia da vida interior e o que acontece no interno e no inferno das pessoas me interessa muito mais do que o relato objetivo dos seus atos.

Na semana passada, li e não consegui esquecer esta matéria:

"Armin Meiwes, 41, colocou anúncio em websites procurando "jovens sarados entre 18 e 30 anos para abate".

Ele encontrou Bernd-Jurgen Brandes, 43, que aceitou se tornar sua vítima. Brandes viajou até a casa de Meiwes em Rotemburgo. Concordou em ser castrado, teve seu membro flambado e os dois o comeram juntos no jantar. Meiwes registrou o banquete em vídeo.

Depois do jantar, Brandes permitiu que Meiwes o assassinasse. Foi esquartejado e suas partes guardadas no freezer. Durante os meses do inverno, Meiwes comeu cerca de metade do corpo.

Foi quando Meiwes colocou um segundo anúncio e começou a entrevistar novos candidatos. A maioria respondeu ao anúncio acreditando se tratar de uma fantasia sexual mas alguns perceberam que se tratava de uma proposta séria de canibalismo e foram à polícia.

Meiwes alega, em sua defesa, que tudo foi feito com o consentimento da vítima. E tem algumas queixas, Brandes mentiu para ele: disse que tinha 38 anos quando, na verdade, tinha 43."

O desejo de comer carne humana me levou, de saída, a pensar em comunhão. O devoramento do corpo é sempre uma "incorporação" (claro!) de poderes e atributos e algumas culturas praticaram a antropofagia de maneira ritualística: jamais comiam o inimigo covarde, o que se come passa a fazer parte de nós.

Osíris, deus egípcio identificado com o Sol, simboliza a atividade vital: a morte e a ressurreição. Esquartejado por seu irmão Set - seu lado escuro, a sombra do Sol - é ressuscitado por Ísis e representa a vitória eterna da vida sobre a morte, à qual toda a vida é destinada.

Na comunhão, nos é oferecido o "corpo de Cristo" e "hóstia" era o nome dado à vítima imolada aos deuses como oferenda. Era o corpo do sacrifício. No cristianismo, este mistério está representado na Eucaristia e mistério significa "trabalho sagrado".

Deve dar um trabalhão reduzir um corpo humano a bifes. Guardá-los no freezer também me pareceu muito prático e pouco ritualístico.

O pênis é a potência geradora e, sob esta forma, é venerado em diversas religiões. O poder fálico fundamenta, até na Cabala, tudo que está vivo e a nona Séfira - Yesod, não por acaso a geração e o fundamento - sustenta a Árvore da Vida.

Urano, deus do Céu na teogonia grega, deitava-se sobre Gaia, a Terra, e gerava filhos sem parar. Gerava monstros, titãs, hecatônquiros, e depois os achava feios demais e os atirava ao Tártaro. Símbolo da fertilidade criadora indiscriminada, foi castrado por seu filho, Saturno. Da espuma ensangüentada do membro uraniano caído no mar, nasceu Afrodite - deusa da ordem e da forma harmoniosa. Deusa cultuada pelos artistas, que conhecem a necessidade da forma limitando a fertilidade infinita da inspiração: formar é dar limites.

A castração é ato simbólico, indispensável à realização da obra artística - o trabalho humano dando forma à inspiração divina.

Pensei primeiro em Meiwes como um artista. Mas, que diabo, os dois malucos flambaram o poder fálico - nem sei se com conhaque - e isso eu nunca vi em parte alguma!

Ler o jornal é fazer uma viagem por símbolos e mitos. Elas - as personagens das tragédias do dia-a-dia - e nós - que nos consideramos tão mais sãos e menos trágicos - na verdade somos a matéria de que os mitos são feitos.

Mitos são eternos e se repetem e se desdobram na história da humanidade, em atos de santidade e sanidade e em atos de crueldade, inexplicáveis mas miticamente inteligíveis.

As histórias míticas não me surpreendem. As não-míticas não me interessam. Mas alguém pode me explicar, por favor, o que está acontecendo de novo em Rotemburgo?

Apesar da intimidade com mitos e símbolos, não estou conseguindo estabelecer conexões que se sustentem e, para ser honesta, não estou entendendo mais nada.


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:58 AM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:54 AM






*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:15 AM




Falaria através de olhos óbvios, com a expressão de quem viu Deus. Diria dizeres outros. O mistério da consciência guardado por egoístas ou seres incomuns ou seres incomunicáveis. Falaria através de sorrisos molhados, com a expressão de quem viveu. Diria de seres outros. Os instáveis que se escondem por trás de homens opacos. Os sábios que mantém fechados os seus lábios. Os dementes que não mentem e por isso o são. Os prazerosos que fingem prazer e fogem de si. Os que vivem procurando viver sobre e não sobreviver...

Passo por sobre fios de vida - Desencapados
As pequenas sombras me sobram - Como poucas
De novo agora apenas o futuro - Pseudo previsível
Espíritos re-solvidos por um fogo - Deuses integrados
Ainda sóbrio sem razão - Porque tê-la seria uma linda loucura


Ainda há incertezas que hão de honrar as teses de psicologia, ou tratados filosóficos. Ainda há imperfeições que hão de imperar nas teorias dos pensadores, nas letras das músicas, nas frases dos articulistas. Ainda há de existir resistência burra, desistência impensada. Caminhos desta minha terra que buscam explicações para todos os processos. Cada nova descoberta ou postulado é um mergulho fundo em águas rasas, onde intelectuais batem cabeças a todo custo para manterem a sobriedade e a falsa razão, como se não fossem preocupados em explicar sua própria existência. Apenas por auto-preservação acredita-se no desenvolvimento da consciência, mas não como um fator evolutivo na escala da percepção extra-sensitiva, e sim como salvaguarda contra ataques de suas próprias dúvidas-surpresas querendo se exteriorizar.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:10 AM


quinta-feira, dezembro 11, 2003



Quem faz ligações interurbanas e internacionais com frequência pode baratear a conta telefônica com programas que permitem falar pelo PC por meio da internet, gastando apenas pulsos locais (ou a banda larga).

Uma alternativa é o
Skype, desenvolvido por alguns dos criadores do trocador de arquivos KaZaA. Ele é interessante por ser gratuito, uma vez que a maioria dos programas do gênero é pago. O usuário do Skype só pode ligar para quem tenha o programa no seu computador. O software tem 3,1 Mbytes e pode ser encontrado aqui. Antes de usá-lo, verifique o volume da sua placa de som e do microfone, que precisa ser alto para que o outro usuário possa ouvi-lo.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:28 PM


quarta-feira, dezembro 10, 2003



- dezembro é um mês que passa a galope
- voltamos a ser mesmo uma família
- domingo todos na estação ferroviária
- as fotos serão em preto e branco
- a nova forração vem na sexta
- isso tudo me lembra Renato Russo
- sensibilidade extrema no estômago
- a ansiedade é mesmo um mal costume
- uma varanda é indispensável
- é a terra que gira ou as nuvens que andam ?
- os dois, seu bobo !!
- por isso que estou tão enjoado...
- falta de mar, possivelmente
- você tem que parar de tomar café
- você não pode nem pensar em beber
- dois sapatos de couro por cinquenta e nove
- a
loirinha inquilina de novo na Playboy
- esqueça sempre seu cartão de crédito em casa
- os irmãos só se conhecem na partilha
- caminho difícil ? este é o caminho...
- caraca, as nuvens mudaram o sentido de giro !
- por isso que estou tão enjoado...
- já lhe falei que isso é fígado
- ainda não foi ao cinema aqui ?
- já está na hora do jornal nacional

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:10 PM



terça-feira, dezembro 09, 2003





Clique aqui e veja como...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:50 PM





A Gol Transportes Aéreos vai começar a operar vôos noturnos a partir do dia 19. O novo serviço vai concorrer diretamente com o transporte rodoviário.

Segundo a empresa, as tarifas dos vôos noturnos serão equivalentes aos preços cobrados pelos ônibus executivos. Exemplo disso é o vôo de São Paulo para o Rio, que custará a partir de R$ 50. A passagem de ônibus de São Paulo para o Rio custa em média R$ 47.

Vale lembrar que neste trecho os vôos serão operados nos aeroportos de Cumbica (São Paulo) e do Galeão (Rio), que são mais distantes das regiões centrais das duas cidades.

Por enquanto, o novo serviço aéreo será oferecido apenas em caráter temporário e durante a alta temporada. A previsão é que os vôos noturnos sejam encerrados dia 29 de fevereiro (isso mesmo, 2004 é bissexto).


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:26 PM





ATÉ O P
(anônimo)

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.

Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.

Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.

Povo previdente!

Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.

- Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.

Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.

Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.

Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?

Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!

Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.

Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.

Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..." Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.

Pensei. Portanto, pronto pararei.


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:05 PM




Charles Bukowski - Notas de Um Velho Safado
(George Frizzo, o Viking)

Nascido na Alemanha em 16 de agosto de 1920. Filho de Henry Charles Bukowski e Katharina Deet. Se mudaram para Baltimore, nos EUA, em 1923.

O jovem Hank, como era chamado quando criança, teve uma infância um tanto infeliz e assustadora. Entre ser zombado pelos colegas de colégio e um problema de dislexia, que o afastava de outras crianças. Aos treze anos foi vitima de uma doença diagnosticada acne vulgaris, furúnculos que empestou partes de seu rosto, cabeça e parte superior do corpo.

Foi na adolescência que Bukoski adquiriu interesse pela leitura. Rua Principal de Sinclais Lewis, D.H.Laurence, Hernest Hemingway, posteriormente Pergunte ao Pó de John Fante (N.d.c. escritor do livro que foi retirado o nome Dago Red) e Notas do Subterrâneo de Dostoievski, foram seus companheiros de solitárias tardes em bibliotecas públicas. Assim nasciam seus primeiros poemas e contos. O livro Misto Quente fala dessa época.

Constantemente apanhava do pai. Fato que culminou na saída de Charles Bukowski de casa, após seu pai ter jogado sua máquina de escrever e suas roupas na grama.

Fora de casa, Buk trabalhou em diversas funções; como operário na estrada de ferro, motorista da Cruz Vermelha, em almoxarifado, entregador de mercadorias, e, carteiro. Esse último lhe rendeu o romance Cartas na Rua que conta exatamente a época que trabalhou como entregador de cartas. Simultaneamente, colaborava para publicações alternativas como Open City, onde tinha uma coluna chamada Notas de Um Velho Safado (Notes of a Dirty Old Man), e, L.A. Free Press.



Vivia uma vida regrada a muita cerveja, ouvindo música clássica e escrevendo suas poesias e contos da maneira que podia. Tinha romances rápidos com mulheres que conhecia geralmente em bares ou com fãs de seus recitais de poesias. Era muito convidado para recitar poesias em saraus nas faculdades. De onde tirava uma parte de sua renda.

Por volta de 1985 e 86, o filme Barfly (no Brasil saiu com o brilhante título Condenados Pelo Vício) era produzido. No papel de Bukowski, encenava um Mikey Rourke fora de forma e detonado que vivia em bares e para passar o tempo brigava na rua. A tônica do filme é o romance com Wanda, Faeye Dunaway, outra freqüentadora de bar. Buk escreveu sobre o filme no livro Hollywood, onde contou de forma bem humorada e irônica como foi convencido a escrever o roteiro até confusões com o elenco. Em 1987 era lançado o Barfly, que pode ser traduzido como "mosca de bar". Buk faz uma pequena participação no filme, na cena em que o personagem Buk (Mikey Rourke) conhece Wanda (Faeye Dunaway), no bar.



Um "velho barrigudo e beberrão" era como Buk era conhecido. Buk não se separava da cerveja (bebia muitos litros por noite), e do vinho. Não tinha uma vida, pode se dizer, exemplar. Não fazia exercícios. Abusou do próprio corpo o quanto pode. Mesmo assim não aparentava estar pior do que os homens de sua idade.

Pulp foi seu ultimo romance. Lançado antes de sua morte, e espantosamente o único que não tratava de seu passado e presente como freqüentador de bar. Recheado de toques surreais e metafóricos. O livro conta a história de um detetive, Nicky Belane, contratado para encontrar o escritor Louis-Ferdinand Céline e um pardal vermelho.

Henry Charles Bukowsky Jr. morreu as 11:55 da manhã da quarta feira, 9 de março de 1994, devido a uma infecção causada por uma pneumonia.

Depois de sua morte, mais um livro, o último, seria lançado. O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio trazia as últimas anotações de Buk. Sua relutante adaptação ao uso do computador para escrever seus textos, apostas nas corridas de cavalo, e vida normal da classe média americana que vivia.

Embora adorasse musica clássica e odiasse musica pop e rock, o velho safado Buk foi um dos escritores mais rock'n roll que já existiu.


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*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:48 PM




O SEXO QUE OS HOMENS ADORAM
(LKalabria do Abelhadas)

Ter relações sexuais com a mulher de costas é um verdadeiro deleite para alguns homens. A maioria simplesmente adora. Esta posição une a paixão que o sexo masculino tem pelas nádegas femininas (ou bunda, ou bumbum, como preferirem) e ainda é uma forma de eles exercitarem o poder. O problema é que nem todas as mulheres gostam ou conseguem aproveitar muito.

Para a grande maioria, é, no mínimo, desconfortável ficar de costas, paralisada, e sem ver o rosto do parceiro. Já para os homens, é natural, porque foram educados para comandar, ganhar e vencer. E ficar por cima é só uma conseqüência disso.

Não há como negar: ter uma relação sexual por trás dá aos homens a sensação de estar fazendo sexo anal. Isso provoca prazer e é um componente a mais de excitação. Principalmente porque, embora seja uma prática muito desejada por eles, é um tipo de relação ainda tabu.

Além disso, apesar da invasão dos seios siliconados, as nádegas continuam sendo a paixão nacional. E o simples fato de poder observá-las sem restrições é motivo de prazer. Para muitos homens, as nádegas femininas são particularmente excitantes e eles podem gostar desta posição porque ela permite maior contato com esta região anatômica. Esse mesmo motivo vale para as mulheres que preferem a posição papai-mamãe.



Não podemos negar que a posição não é incômoda, mas sim sensual, embora possa não parecer tão terna e romântica como aquela em que o casal se beija e se olha. Talvez por esses motivos, algumas mulheres se mostrem um pouco reticentes quanto à prática. Por parecer própria do mundo animal.

Além de outras vantagens, como o fato de homem ficar com as mãos livres para explorar o corpo da mulher, provocando estímulos extras com carícias nos seios, nos ombros, nas nádegas e até mesmo na região vaginal, há o prazer que a sensação do corpo do homem sobre o da mulher pode provocar. A pressão que o movimento da relação por trás produz na região abdominal da mulher é intenso e fantástico para muitas e é altamente erótico para o homem.

Então, a melhor opção é deixar os preconceitos de lado e experimentar o prazer.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:55 PM




Da série "Há mesmo de tudo na rede":

Este site contém material adulto
sobre Podolatria e Trample, em
todas as suas modalidades.
Podolatria é a paixão por pés e
Trample é o fetiche de servir de
tapete para a mulher pisar.


*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:45 PM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:21 PM






Nota de Joelmir Beting após ser demitido dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo por fazer um comercial para o Bradesco

"Se o jornalismo se envergonha da publicidade - que trate de sobreviver sem ela. Não me parece nada ético cuspir no prato em que se come. Quem mistura jornalismo com publicidade, sem distinguir uma coisa da outra, são precisamente os que aprovam acriticamente o banimento de minha coluna de O Globo e de O Estado - com a claque dos que tomam por ética da profissão o que não passa de estética do jornalismo. Fico no meu canto de 5 anos de jornalismo esportivo, 42 anos de jornalismo econômico e 60 anos corridos de estudo e trabalho, 15 horas por dia - comecei como bóia-fria aos 7 anos de idade. A decisão de fazer publicidade comercial, a meu estrito juízo, está servida por três décadas de reflexão e não por três minutos de manual pasteurizado."

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:31 AM


segunda-feira, dezembro 08, 2003



Fogo na Bomba - Muito hilário...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:41 PM




A
fotografia de China Hamilton. Maravilhas bidimensionais...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:14 PM




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