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Deixa com o Beque !!

quarta-feira, maio 12, 2004



A Playboy deste mês (com Juliana Paes nua) vem com uma lista dos 100 melhores discos de rock de todos os tempos. Não resta dúvida que o júri gosta mesmo do The Clash. Eu alteraria a ordem de alguns discos mas manteria a base. A seguir os vinte primeiros com comentários...


1- London Calling
The Clash, 1979. O Clash nasceu punk, dividindo o trono do movimento com os Sex Pistols. Enquanto os Pistols se desintegravam, o Clash evoluía, dando espaço para que cada um na banda trouxesse estilos musicais diferentes. O cantor e guitarrista Joe Strummer, o politizado da banda, tocava soul e jazz em outros grupos. Mick Jones, também guitarra e vocal, sabia tudo de música pop e quis sempre ser um guitar hero. O baixista Paul Simonon vivia com amigos jamaicanos do bairro londrinho de Brixton e trazia todo som de negão que conhecia para os outros ouvirem. E o batera Topper Headon... Bem, este passava a maior parte do tempo viajandão de maconha e cocaína. Mas foi esse background musical variado que fez a alquimia de London Calling. A crítica não soube classificar o disco. Tinha pop rock (Train in Vain), reggae (Revolution Rock), hard rock (Death or Glory), punk puro (London Calling), rockabilly (Brand New Cadillac) e até o inusitado de uma faixa jazzística falando do ator Montgomery Clift (Right Profile) ou de uma canção sobre a Guerra Civil espanhola (Spanish Bombs). Tudo extremamente bem tocado, bem gravado e, claro, com a atitude rocknroll. Faça o teste com amigos e pergunte sobre este CD. Ninguém critica. London Calling é inatacável, simplesmente perfeito.

2 - Beggars' Banquet
The Rolling Stones, 1968. Os Stones andavam na cola dos Beatles desde o início da década de 60. Apesar de serem capazes de criar clássicos retumbantes, como (I Can't Get No) Satisfaction e Ruby Tuesday, Mick Jagger e Keith Richards pareciam não ter gás suficiente para a criação de um álbum tão forte como aqueles que os amigos de Liverpool lançavam sem parar. Aí veio este incrível "banquete dos mendigos", que já abre com Sympathy for the Devil, o quase samba alucinado que sacudiria o rock de forma inédita. E então, a surpresa, as músicas seguintes não deixavam a peteca cair. Entre elas, Street Fighting Man, a canção em que os Stones souberam capturar a atmosfera do turbulento 1968. O refrão da música resume tudo: "O que mais um garoto pobre pode fazer/ Exceto cantar numa banda de rocknroll/ Já que na sonolenta cidade de Londres/ Não há mais lugar para um lutador de rua".

3 - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
The Beatles, 1967. Diga: o que você faz quando está na mais bem-sucedida banda de rock do mundo e começa a experimentar toda droga que aparece na sua frente? Você se tranca no estúdio com a turma até sair de lá com o álbum mais alucinado até então gravado. Sgt. Pepper's mistura quase tudo que a música pop ocidental havia produzido no século 20. Você pode ter o disco há 30 anos e, mesmo assim, a cada audição você repara numa guitarrinha aqui, num barulhinho ali, coisas que nunca tinha percebido antes. Por isso o rock é dividido entre antes e depois de Sgt. Pepper's.

4 - Sandinista!
The Clash, 1980. Apenas 11 meses após lançar o incendiário duplo London Calling, o Clash saiu do estúdio com o mais poderoso álbum triplo de que se tem notícia. São 36 faixas que têm cara de uma gigantesca coletânea de clássicos. Sem exceção, o disco tem de tudo: rock, jazz, blues, surf music, reggae, funk, rockabilly, vaudeville, soul e até rap. Sim, rap! Em 1980! A banda encheu o estúdio de amigos, que participam das músicas. A mais inusitada dessas colaborações é a regravação de Carreer Opportunities com vocal de crianças. Para aumentar o mistério, o discaço não traz ficha técnica informando quem canta e toca em cada música.

5 - Hatful of Hollow
The Smiths, 1984. Este disco não foi concebido como um álbum. Trata-se de um apanhado de lados B de singles, gravações da banda em programas de rádio e uma ou outra canção inédita. Mas Hatful of Hollow é o melhor registro do som dos Smiths, porque o grupo foi o responsável pela revitalização do single no cenário do rock. As canções de Morrissey e Johnny Marr são o último momento de ineditismo total no rock. O som dos Smiths não se parece com nada que veio antes (ou depois). Confira em How Soon is Now, forte candidata a melhor música do século 20. Morrissey canta o drama de se sentir totalmente fora de lugar no mundo. Nada mais do que o inconformismo adolescente, claro, mas ninguém usou tão bem o rock para extravasar essa angústia.

6 -Blonde on Blonde
Bob Dylan, 1966. A música de protesto, de crítica social, refletia o espírito dos sofridos cantores de folk. O então adolescente Robert Zimmerman ficou maravilhado com esses lamentos musicais, mudou o nome para Bob Dylan por causa do poeta Dylan Thomas e saiu escrevendo letras quilométricas. A contracultura dos anos 60 encontrou nele o alto-falante para aqueles tempos de mudança. O duplo Blonde on Blonde é seu disco mais forte, de arrepiar. Mark Knopfler, do Dire Straits, diz que ouve alguma música desse disco todos os dias.

7 - The Rise and Fall of Ziggy Stardust andthe Spidersfrom Mars
David Bowie, 1972. Neste disco, Bowie criou um personagem, Ziggy Stardust, que se transforma na maior estrela do show business para depois se afundar em drogas e desespero. Tudo isso em canções devastadoras. E Bowie teve a sorte de contar aqui com o mais ousado guitarrista que encontrou na vida, o incrível Mick Ronson.


8 - Led ZeppelinII
Led Zeppelin, 1969. Jimmy Page pegou o blues, distorceu e acelerou o som da guitarra, inventando o rock pesado. Ajudou muito a voz berrada de Robert Plant e a maneira de John Boham tocar bateria, como se fosse destruí-la.

9 - Elvis Presley
Elvis Presley, 1956. Elvis é o pai de toda essa história. Aqui estão Heartbreak Hotel, Blue Suede Shoes e Tutti Frutti. Só essas três já conseguem incendiar qualquer platéia. Sem Elvis, a lista que você lê agora nem existiria.

10 - Velvet Underground& Nico
Velvet Underground, 1967. No auge dos hippies, a turma de Lou Reed criou músicas soturnas e hipnóticas sobre prostitutas, travestis, sadomasoquistas, traficantes e freaks em geral. Nos 30 anos seguintes, toda boa banda de garagem quis soar feito o Velvet.

11 - Never Mind the Bollocks
Sex Pistols, 1977. Olhe, se você não sabe que os Sex Pistols lançaram este disco em 1977, deflagraram o punk, resgataram o rock de três acordes numa época de virtuosos e... Bem, se você não sabe, fique sabendo.

12 - Axis: Bold as Love
Jimi Hendrix, 1968. A guitarra foi reinventada por Jimi Hendrix. Este álbum, o segundo dele, foi gravado antes de Hendrix querer se tornar deus. O gênio está solto e sem tanta droga na veia. O resultado é divino.

13 - Revolver
The Beatles, 1966. Muitas canções deste álbum, como Eleanor Rigby, com as orquestrações do produtor George Martin, já indicam os novos caminhos experimentais que a banda seguiria em Sgt. Pepper's. Imperdível.

14 - Highway 61 Revisited
Bob Dylan, 1965. Este CD do maior poeta do rock abre e fecha com dois clássicos, Like a Rolling Stone e Desolation Row. As letras são quase surreais, com Dylan visivelmente influenciado por certas substâncias ilegais.

15 - Tommy
The Who, 1969. A ópera-rock conta a vida de um garoto cego, surdo e mudo que se consagra campeão de fliperama e se torna o Messias, com direito a morte e ressurreição. Pretensioso, sim, mas delirante e poderoso.

16 - The Clash
The Clash, 1977. Antes de se tornar a banda sofisticada de London Calling, o Clash era um coquetel molotov no palco. O álbum de estréia é um manifesto com guitarras. Se fúria pode ser traduzida em som, é este.

17 - Sticky Fingers
The Rolling Stones, 1971. O famoso LP que veio com um zíper de verdade na capa é recheado de clássicos do grupo: Wild Horses, Bitch, Stay, Brown Sugar, Sister Morphine... É como um catálogo do melhor rocknroll com raízes no blues.

18 - Machine Head
Deep Purple, 1972. Sem o satanismo do Sabbath nem o delírio do Zeppelin, o Deep Purple era a banda "normal" do triunvirato do rock pesado. Machine Head é sua obra-prima, com Highway Star e Smoke on the Water.

19 -Horses
Patti Smith, 1975. A explosiva estréia da poetisa dark e andrógina, espécie de versão feminina de Lou Reed. Horses elevou as letras de rock a outro nível. E a banda da garota só tinha músico fora de série.

20 -Dark Side of the Moon
Pink Floyd, 1973. O "disco do prisma". Álbum conceitual, momento máximo de caras virtuosos que tratavam o rock como expansão dos sentidos. Para uns, chato. Para outros, magnífico. Para PLAYBOY, uma obra-prima.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:02 AM




O jornal The New York Times traz longo artigo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a bebida. Segundo o artigo, o presidente brasileiro "nunca escondeu sua predileção por uma copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor ainda, um gole de cachaça, a forte bebida brasileira feita com cana de açúcar". Atualmente, no entanto, prossegue o artigo, "?alguns brasileiros começam a questionar se a predileção de seu presidente por bebidas fortes está afetando sua performance no cargo".

O artigo, assinado por Larry Rohter, diz que nos últimos meses "o governo de esquerda de Lula foi assolado por uma crise atrás da outra, desde escândalos de corrupção até o fracasso de importantes programas sociais"?. "O presidente", prossegue, "se manteve longe dos holofotes e deixou o trabalho pesado a cargo de seus assessores. Isto iniciou especulações de que seu aparente pouco envolvimento e passividade possam estar relacionados com seu apetite por álcool"?.

Segundo o artigo, apesar de diversos líderes políticos e jornalistas "comentarem cada vez mais entre si os consumo de álcool de Lula", poucos estão dispostos a assumir em público suas suspeitas. Uma exceção é Leonel Brizola, que, em declaração entre aspas citada pelo articulista, diz: "Eu o alertei que bebidas destiladas são perigosas, mas ele não me escutou e, de acordo com o que está sendo dito, continua bebendo".

O artigo cita um texto de Diego Mainardi, publicado pela revista Veja, em que o autor diz que Lula tornou-se "o maior porta-voz da propaganda para a indústria de bebidas" e aconselha o presidente a "parar de beber em público".

Mais adiante, o articulista do jornal americano diz que os brasileiros têm motivos para se preocupar "com qualquer sinal de bebedeiras por parte de seus presidentes", e acrescenta que a renúncia inesperada de Jânio Quadros, "fã notório? de bebidas alcoólicas", "iniciou um período de instabilidade política que levou ao golpe de 1964 e 20 anos de ditadura militar".

O artigo diz que as especulações sobre os hábitos de bebida do presidente foram alimentadas pelas "inúmeras gafes cometidas em público" (e cita que ele chamou o presidente da General Motors de presidente da Mercedes-Benz; imitou o sotaque de sírio-libaneses, inclusive com erros de português, durante visita ao Oriente Médio; disse que a capital da Namíbia, Windhoek, nem parecia estar na África, de tão limpa que é).

"Assessores de Lula e seus partidários sustentam que tais escorregões são ocasionais e devem ser esperados de um homem que gosta de falar de improviso, mas que não não estão relacionados com seu consumo de álcool, que descrevem como moderado", diz o artigo. "De acordo com eles, Lula está sendo submetido a um padrão diferente e injusto do que seu antecessor pois ele é o primeiro presidente brasileiro da classe trabalhadora e tem primeiro grau incompleto."


- como não devem estar delirando com tudo isso o Mainardi e o Brizola;
- o pior não é alguém ter a idéia de caçar o visto do sujeito. O pior é oficializá-la !
- o que fazer então com o pessoal do casseta e planeta que ridiculariza o Lula em cadeia nacional ?

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:21 AM


domingo, maio 09, 2004

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:37 PM




Um destino passou por aqui e se estabeleceu, como se fosse esse o seu destino. Assim de um modo tirano foi logo mostrando a que veio. Tirando a liberdade da decisão, pois é isto que um destino sabe fazer bem. Mal sabia ele que não cabia na história. Aqui os destinos sucumbem ao se depararem com fortes propósitos, com rajadas de vontades, enormes paciências, mortas vaidades, espíritos guerreiros...
Um destino passou por aqui e assim como os outros também desatinou.

Falaria através de olhos óbvios, com a expressão de quem viu Deus. Diria dizeres outros. O mistério da consciência guardado por egoístas ou seres incomuns ou seres incomunicáveis. Falaria através de sorrisos molhados, com a expressão de quem viveu. Diria de seres outros. Os instáveis que se escondem por trás de homens opacos. Os sábios que mantém fechados os seus lábios. Os dementes que não mentem e por isso o são. Os prazerosos que fingem prazer e fogem de si. Os que vivem procurando viver sobre e não sobreviver...

Ainda há incertezas que hão de honrar as teses de psicologia, ou tratados filosóficos. Ainda há imperfeições que hão de imperar nas teorias dos pensadores, nas letras das músicas, nas frases dos articulistas. Ainda há de existir resistência burra, desistência impensada. Caminhos desta minha terra que buscam explicações para todos os processos. Cada nova descoberta ou postulado é um mergulho fundo em águas rasas, onde intelectuais batem cabeças a todo custo para manterem a sobriedade e a falsa razão, como se não fossem preocupados em explicar sua própria existência. Apenas por auto-preservação acredita-se no desenvolvimento da consciência, mas não como um fator evolutivo na escala da percepção extra-sensitiva, e sim como salvaguarda contra ataques de suas próprias dúvidas-surpresas querendo se exteriorizar.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:17 PM




Eu sei que a gente se acostuma.Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista a não ser as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque pode perder o tempo da viagem. A comer sanduiche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir ao telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem . E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição. Às salas de ar condicionado e cheiro de cigarro, à luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua o resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se o fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto se acostumar, se perde de si mesma.


(Clarice Lispector)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:06 PM





Sinto falta do que não houve. Mas que momento cabalístico este ! Mas há uma interpretação, que só poderá ser corroborada após uma determinada data limite que ainda está por vir. Sinto falta do que virá. Sinto falta do que virar. Sinto falta de ar. Agora. Noites frias dão-me posição fetal, retorno amniótico. O que todos querem na verdade é placenta pra sempre, acordar enrolados no cordão, serem nutridos sem precisar de mastigação. Todos querem cremes em volta. Quentes. Aconchegos.
Faço força. Desde o antes que só faço força. Pura piração. Projeto vital que vi brotando num sorriso enigmático, interpretado como começo. Penso no final. Penso em harmonizar as partes, as partidas. Com muita sorte, com muita troca de sol por lua. Com muita comutação.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:48 PM





...Não adianta se contorcer: demorarei dentro de ti. À tua epilepsia labial, responderei com a minha. E isso apenas no primeiro beijo. Então subirei com vagar para aquecer meu nariz em teu umbigo. Você vai sorrir. Contar-lhe-ei a única piada que sei. E parecendo sentir saudades, tuas pernas me darão um abraço longo e forte. Celebraremos nosso destino com erupções e convulsões. Farei da tua saliva o meu remédio. Do meu suor o teu veneno. Até que finalmente me renderei inteiro ao ninguém que sou. Abrirei os portões da cela para libertar as sementes. E eles nadarão e nadarão e nadarão, atropelando a natureza só pelo prazer de desafiar o mundo. Meu corpo tombará e tudo estará consumado.
Com o carinho dos verdadeiros amantes, guardarei na pele a marca dos teus dentes. Tudo porque eu sei que manterá nas carnes a marca de meus dedos - e no ventre a marca de meus medos. Neste dia, você não conseguirá dormir e minha ida não me fará chorar. Vou fingir direitinho. Vou mesmo.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:41 PM






Nome : Dhuvi-Lúvio
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