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Deixa com o Beque !!

sexta-feira, maio 21, 2004



MISTÉRIO !!!

Vc que conspira vai gostar
disso...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:33 PM


quarta-feira, maio 19, 2004

eu ontem tive a impressão
que Deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos

quem sou eu para falar com Deus ?
ele que cuide dos seus assuntos
e eu que cuide dos meus


(Paulo Leminski)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:15 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:33 PM








NÃO DISCUTO

Que o amor não mais me pese, que não me acorrente, nem me traga amarras mesmo que de cetim. Que não me amiúde, não me escravize, não me ponha cabresto ou arreio e que também não venha por pena de mim. Que o amor me chegue manso como um cachorro ferido e se aconchegue aos meus pés numa réstia de sol e me lamba as mãos como se reconhecesse seu dono. Que venha decidido a ficar para sempre, mesmo que logo ali mude de idéia, que me deixe na boca sempre um gosto de véspera de estréia, um inaugurar de outono. Que o amor de mim se aperceba e me escolha, que me veja entre as multidões e aos seus olhos eu seja diferente e depois me queira e me proponha: me ama simplesmente.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:04 PM




Abstinência da razão
(Diogo Mainardi)

Não sei se o desempenho de Lula é afetado pelo consumo de álcool. Pode ser que sim, pode ser que não. Não descarto inclusive que tenha um efeito benéfico sobre ele. Se Lula parar de beber, nada garante que não decrete moratória na mesma hora. O correspondente do New York Times não disse que o presidente bebe demais. Não disse que o álcool afeta seu desempenho. Não disse que essa é uma preocupação nacional. A única referência nesse sentido está contida no título da reportagem. Lula só leu a primeira linha, aquela com letras bem grandes. O que o correspondente do New York Times disse foi apenas que alguns políticos e jornalistas começam a se perguntar se o hábito de beber do presidente não estaria afetando sua capacidade de governar. Não há nada de errado em se perguntar uma coisa dessas. Errado seria não se perguntar. Nas rodas de políticos, nas redações de jornais, em reuniões de empresários e no cineminha do Alvorada, é comum ouvir essa preocupação. Pode ser injusta, pode ser ofensiva, mas está lá, correndo à boca pequena.

Lula disse que um presidente não tem de responder a sandices como a do correspondente do New York Times. Claro que tem. Não é sandice nenhuma. Pelo contrário. Considerando que a imprensa não se cansa de retratá-lo com um copo na mão, é perfeitamente legítimo o interesse em saber quantas doses de uísque ele toma, e se isso pode prejudicar seu desempenho. Na realidade, não há nenhuma pergunta que não possa ser feita a um político. E não há nenhuma pergunta que um político possa se recusar a responder. Lula não admite isso. Acostumou-se com uma imprensa que está sempre a seu serviço, domesticada, oferecendo cumplicidade. O espanto do presidente foi tão grande que a melhor reação que lhe ocorreu foi anular o visto do correspondente do New York Times e chutá-lo para longe do país. É a atitude mais ignóbil da história do Brasil democrático. Lula agiu como a rainha de copas de Alice no País das Maravilhas, que manda cortar a cabeça de quem a contraria.

O presidente pode deportar quem ele quiser, mas isso não altera o fato de seu consumo de bebidas alcoólicas ser um tema político relevante. Em primeiro lugar, o gosto por uma cachacinha foi usado como peça de propaganda eleitoral, reforçando sua imagem popular, contraposta à do pedante Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, rendeu-lhe votos. Em segundo lugar, coloca-o na mão dos políticos. Quem espalha aos jornalistas que o presidente bebeu nesta ou naquela reunião reservada são os deputados e senadores dos partidos aliados. Qual o motivo? Não seria para enfraquecer o governo e, dessa forma, forçar a liberação de emendas e a nomeação de seus apadrinhados para órgãos públicos? O copo de uísque do presidente, nesse caso, teria um preço elevado para o contribuinte.

O New York Times feriu o orgulho pátrio. Políticos e jornalistas saíram em defesa do presidente, condenando a reportagem. Os mesmos políticos e jornalistas que, em privado, trocam comentários maliciosos sobre o assunto. A vida pública nacional é uma mistura de hipocrisia, conchavo e acobertamento. Pior ainda é essa gente obtusa e truculenta que nos governa. Guido Mantega disse que o New York Times obedece a interesses econômicos estrangeiros. Luiz Gushiken alertou contra ameaças à soberania nacional. José Genoíno sugeriu expulsar o correspondente do jornal, idéia prontamente acatada pelo presidente. Como sempre, descambamos para o nacionalismo autoritário. Como sempre, caímos na bananice. Como sempre, erramos do começo ao fim.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:53 AM




VEJA ENTREVISTA LAURA KIPNIS

A americana Laura Kipnis, professora de comunicações na Universidade Northwestern, em Illinois, nos Estados Unidos, contesta alguns dos conceitos mais sagrados da sociedade, como o amor, o casamento e a monogamia. Em Against Love ? A Polemic (Contra o Amor ? Uma Polêmica, que será publicado neste ano no Brasil), livro de grande repercussão lançado em 2003 nos Estados Unidos, ela diz que, no mundo moderno, o amor passou a ser visto como a solução para as dúvidas existenciais do ser humano ? e que isso é uma tremenda encrenca.


Veja: Não vale a pena esforçar-se para que um relacionamento dê certo?
Laura: Não é isso. Apenas espero que as pessoas tentem descobrir quem realmente lucra com esse esforço. Impressiona como a retórica da fábrica está se tornando a linguagem do amor. Abra um desses livros de auto-ajuda que pretendem salvar casamentos ou preste atenção nas expressões que os terapeutas usam. Todos dizem que temos de "trabalhar com mais intensidade a relação" ou "nos esforçar mais pelo sucesso do casamento". Virou lugar-comum dizer isso. Quer coisa mais desestimulante do que "trabalhar" a questão sexual com seu parceiro? Se é assim, se sexo e amor são trabalho, precisamos saber quem está lucrando com isso.

Veja: Qual o papel do adultério na sociedade?
Laura: Os seres humanos são animais que procuram o prazer. Claro que na maior parte do tempo temos de renunciar a isso. Afinal, usamos roupas e não saímos por aí fazendo sexo com todo mundo. Mas a questão é: quanto de renúncia de nossos desejos a sociedade exige, em relação à quantidade de gratificação que ela nos dá em troca? O adúltero provavelmente acha que a renúncia exigida é grande demais. Temos de reconhecer que, se o casamento não está entregando a felicidade prometida, é natural que as pessoas procurem outras fontes compensatórias de satisfação, seja no adultério, seja em doses triplas de martíni.

Veja: A senhora é uma entusiasta do adultério?
Laura: Não, absolutamente. O adultério é apenas um complemento, uma vazão para os desejos mais básicos do ser humano, mas não muda o cerne do problema, que é o casamento. Na verdade, o adultério sustenta o casamento e permite que aquela situação de infelicidade persista. É apenas uma forma de protesto à lei da fidelidade, mas não tem potencial transformador. Para mudar alguma coisa, deveria ser um protesto aberto. Mas é óbvio que é secreto. Talvez seja interessante ver o adultério como um jeito improdutivo de experimentar o amor, desprovido da ética do trabalho que tanto impregna os relacionamentos nos dias de hoje.

Veja: Homens traem mais que mulheres. Por quê?
Laura: Os biólogos fazem pesquisas tentando demonstrar que o homem tem uma tendência natural à poligamia. Mas as estatísticas mostram que, quanto mais as mulheres avançam no mercado de trabalho, mais elas traem. Ou seja, a independência financeira dá mais liberdade e mais oportunidades para as mulheres pularem a cerca. Logo elas alcançam os homens também nesse quesito.

Veja: Solteiros são mais felizes que pessoas casadas?
Laura: Aparentemente não. O solteiro é tratado como um perdedor. Estava assistindo a Sex and the City (seriado americano cujas personagens principais são solteiras) ontem à noite e essa era justamente a questão que estava sendo colocada. É difícil falar de felicidade se você vai contra a norma social, que é casar-se e constituir um lar tradicional.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:49 AM


terça-feira, maio 18, 2004




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