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Deixa com o Beque !!

sexta-feira, junho 04, 2004



Links da Sex-ta-feira

- Uma loira e uma cama
- As rainhas da Internet
- Playboy Plus Plus
- Carros e garotas (juntos)
- Chocolate com pimenta
- Vai um joguinho de Poker ?
- Patriotismo explícito
- Diretório aberto, entre !
- Jogo: X_bound
- Seleção Brasileira de Beldades

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:33 PM


quinta-feira, junho 03, 2004



Prece Por Você!

Que você possa vir
pela água, pelo vento,
por caminhos limpos ou
cheios de folhas de outono.

Mas que, de qualquer modo,
você venha, e que
se cumpram todas as profecias
dos deuses e deusas que
um dia nos conheceram, quando
éramos ainda mais
crianças em espírito.

Que se cumpram todas as
promessas que fizemos
um ao outro, sob a luz da lua
e enquanto tínhamos o
solo sagrado sob os
nossos pés.

Eu te consagro, nesse momento
e em todos os outros em que
ainda vou olhar o horizonte
distante, e esperar por você.

Eu peço o poder das estrelas
e de toda a dança do universo,
para receber você em meu coração,
de onde, na verdade, você nunca saiu.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:49 PM




"A definição de belo é fácil: é aquilo que desespera"
(Paul Valéry)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:46 PM







quarta-feira, junho 02, 2004



A saída pelos fundos do Casal 20 fluminense
(Artur Xexeo)

Há algo estranho no governo do Estado do Rio de Janeiro. Vocês têm todo o direito de acrescentar: ?Ok, agora conte uma novidade.? Tá certo. Todo mundo sabe que há muitas coisas estranhas no governo do Estado do Rio de Janeiro. Mas estou me referindo a algo muito específico. O Carandiru carioca que nos chocou neste início de semana demonstrou que o governo fluminense criou uma peculiaridade muito esquisita em nosso estado. No Rio de Janeiro, presidiários, com pena ainda a cumprir, saem dos presídios pela porta da frente. Ao mesmo tempo, a governadora e seu comparsa...

Não creio que chamar o secretário de Segurança de ?comparsa da governadora? renda algum processo contra o colunista, como é de hábito neste governo peculiar. Afinal, o Aurélio nos explica que comparsa significa ?pessoa que tem papel pouco importante em negócio, companheiro, parceiro, cúmplice?. O leitor pode escolher o sinônimo mais adequado para Tony Matheus. Se ele não gostar, que processe o leitor.

Enfim, enquanto presidiários, com pena ainda a cumprir, saem pela porta da frente dos presídios, a governadora e seu comparsa saem pela porta dos fundos da igreja em que cultuam Jesus aos domingos. Criminosos não têm medo de enfrentar a sociedade. Já a governadora...

O estado está pegando fogo e dona Rosângela e seu marido vão rezar na Igreja Presbiteriana Luz do Mundo. Que, pelo menos, Deus os ilumine. Porque nós, graças ao casal 20 da política fluminense, estamos vivendo nas trevas há muito tempo. Dona Rosângela e Tony têm o hábito de se esconder quando a coisa começa a ficar peluda. Como se não tivessem nada a ver com isso. Como se o fato de eles se esconderem escondesse também as mazelas por que o estado está passando.

O problema é que, quanto mais a governadora e seu comparsa saem pelos fundos, mais a miséria fluminense ? em todos os seus aspectos ? bate na nossa porta da frente.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 7:10 PM





*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:39 PM





CLUBE CULTURAL

Mario Quintana é o poeta das coisas simples, porém verdadeiras. Nascido na cidade de Alegrete (RS), em 1906, confessa que toda sua verdade e biografia está impressa em seus poemas. "Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão".

Sua vida literária começou cedo, aos 13 anos de idade, quando publicou seus primeiros versos na revista Hyloea, do Colégio Militar de Porto Alegre. Em 1926 iniciou o trabalho de tradutor na Editora Globo e após participar da Revolução de 1930 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceu apenas por seis anos. Posteriormente mudou-se para Porto Alegre e trabalhou na Livraria do Globo, sob a direção de Érico Veríssimo, traduzindo personalidades como: Charles Morgan, Rosamond Lehman, Lin Yutang, Proust, Voltaire, Virginia Woolf, Papini, Maupassant. O diretor da livraria o descrevia da seguinte maneira: " descobri outro dia que Quintana é um anjo disfarçado de homem. Às vezes, quando ele se descuida ao vestir o casaco, suas asas ficam de fora".

No entanto, foi somente em 1940 que o escritor estreou como poeta, ao editar "Rua dos cataventos, obra formada por 35 sonetos. E embora o livro tenha sido aceito pela crítica, o reconhecimento veio somente com a obra " O aprendiz de feiticeiro" - livro elogiado por poetas já renomados como Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.



Sua obra é multifacetada e não se resume a um único gênero ou se vincula à escolas literárias. Mario Quintana escreveu sonetos, versos livres, crônicas e prosas. Suas crônicas estiveram presente na revista Província de São Pedro, no Caderno H e também no jornal Correio do Povo - posteriormente foram reunidas em um livro.

O poeta era um homem simples e introspectivo. Não chegou a se casar e viveu boa parte de sua vida em hotéis, como o Magestic, onde morou 12 anos e após sua morte foi tombado e se transformou na Casa de Cultura Mario Quintana. Muitos diziam que ele era um poeta modesto, mas Quintana não concordava. " Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz".



Humilde e avesso a homenagens e entrevistas, Mario Quintana trabalhou como tradutor até morrer aos 87 anos. No dia 05 de maio de 1994 a cidade de Porto Alegre parou para acompanhar o cortejo do poeta. Enquanto o anjo disfarçado de homem subia para o céu, nas ruas havia chuva de papel picado, lenços brancos e muitas palmas.


Obras: A Rua dos Cataventos (1940), Canções (1945), Sapato Florido (1947), poemas em prosa; Espelho Mágico (1948), O Aprendiz de Feiticeiro (1950). Em 1962 reuniram-se suas obras em um único volume, sob o título Poesias. Outras obras: Pé de Pilão (1968), Apontamentos de História Sobrenatural (1976), Nova Antologia Poética (1982), Batalhão das Letras (1984).

DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci ?

OS POEMAS
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

AMAR

Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.

E o que eu mais gosto:

ESTE QUARTO...

Este quarto de enfermo, tão deserto
de tudo, pois nem livros eu já leio
e a própria vida eu a deixei no meio
como um romance que ficasse aberto...

que me importa esse quarto, em que desperto
como se despertasse em quarto alheio?
Eu olho é o céu! imensamente perto,
o céu que me descansa como um seio.

Pois o céu é que está perto, sim,
tão perto e tão amigo que parece
um grande olhar azul pousado em mim.

A morte deveria ser assim:
um céu que pouco a pouco anoitecesse
e a gente nem soubesse que era o fim...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:17 PM




PARSIFAL
(Renato Russo - Marisa Monte)

Ninguém vai me dizer o que sentir
Meu coração está desperto
É sereno nosso amor e santo este lugar
Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom
Eu tive o teu veneno
E o sopro leve do luar

Porque foi calma a tempestade
E tua lembrança, a estrela a me guiar
Da alfazema fiz um bordado
Vem, meu amor, é hora de acordar

Tenho anis
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração

Vê que a minha força é quase santa
Como foi santo o meu penar
Pecado é provocar desejo
E depois renunciar

Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim

Ninguém vai me dizer o que sentir
Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho hortelã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção p'rá mim


É uma breguice postar letras de música. Mas não essa !!!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:10 PM





ATOS

Águo meus imensos árduos com essências livres
Remedeio o espontâneo da solidão que redime
Ceio as formas adaptadas que pronunciam
Sacio todas as sobrevivências cruas

Eu me entretenho com belos bizarros
Onde meço os espantos e peço desculpas as dimensões
E talvez equivalha dizer que peco quando ajo
Que requeiro o esplendor errado

Caibo nas levezas das nebulosas
Embora saiba das chuvas esquecidas
Compito com fantasmas de vento
E sumo quando agrido ou firo algum

Divirjo das impaciências oportunistas
Expilo pétalas quando tusso
Pulo frases extravasadas com veludo
Advirto o adversário quando luto

Exponho o que jamais imaginaria
Faço dos hábitos mudanças imperceptíveis
Sei da vantagem da servidão eterna
E posso ter o truque do escuro nas mãos

Cubro minhas analogias com extravagâncias
Pareço ser humilde mas sou herói de espírito
Trago a vida em breves exageros de versos
E vejo que eu te soube acontecer

*Publicado por Dhuvi-Luvio 11:45 AM


terça-feira, junho 01, 2004




Amar dois

Você ama João. E ama Jorge. E acha que está ficando louca.

Amenize este diagnóstico. É possível ? E nem tão raro assim ? Amar duas pessoas ao mesmo tempo? Este "ao mesmo tempo" lhe dói, não lhe parece coisa de gente séria, mas lembre-se: você ama de maneiras diferentes. Ninguém possui o poder de saciar 100% outra pessoa. Nesses vácuos é que nascem outro amores.

Você ama João e sua ternura, ama João e seu poder tranquilizante, ama João e a segurança que ele lhe dá, ama João em baixa velocidade, ama João a passeio, apreciando a vista.

Jorge, ao contrário, é mais agitado, desperta em você ansiedade e adolescência, você ama o que Jorge faz com você, e do jeito que faz: com pegada, sedutoramente.

Você ama o que João tem de paz e o que Jorge tem de visceral, você ama o que cada um deles lhe completa. O normal seria isso, amarmos mais de um para alcançarmos integralmente a nós mesmos, mas a regra é clara: não mesmo. Se vire com um só.

E a gente obedece, reza, livrai-nos de todo mal, ó Pai. Escolhe um, o ama, mas sente falta de si mesmo, de desenvolver um outro lado que este amor único não atinge. Separa, casa de novo, agora é outro amor, ama, e ainda não se sente totalmente preenchida. Um dia acontece: dois amores. Um mais constante, outro de vez em quando. Um amor adulto, outro divertido. Um amor de infância; o outro, de aventura.

Tudo isso existe, persiste, insiste em acontecer. Tudo por baixo dos panos, tudo velado, mentido, confessado apenas nos consultórios de analistas e nas mesas de bar, entre amigos de muita confiança. Será que algum dia poderemos falar disso abertamente, em voz alta, fora dos livros, do cinema, na vida cotidiana da gente?

Enquanto ninguém se atreve, mulheres e homens que atravessaram a fronteira da monogamia seguem felizes da vida - e infelizes da vida.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:49 PM




Luther Blissett era um projeto no qual as pessoas por trás do nome Luther Blissett, sempre incógnitas, convidavam todos a contestar qualquer coisa, a qualquer hora, sob o codinome Luther Blissett. Inaugurado na primavera de 1994 na Bolonha, Itália, o Projeto conseguiu sobreviver até hoje em países como Espanha, França, Inglaterra e Brasil, graças a Internet, instrumento de disseminação de suas idéias e também palco de ações, mesmo após a morte simbólica do Projeto (através do ´seppuku´ um ritual suicida) em 2000.

Hoje o coletivo atende pelo nome de Wu-Ming, e se auto define como um ´laboratório de design literário´ dedicado à narrativa. Wu Ming pretende valorizar a cooperação social tanto na forma de produzir quanto em seu conteúdo, ressaltando o potencial da coletividade. Assim como já acontecia com o Luther Blissett, os produtos assinados Wu Ming são livres de copyright, na mesma lógica de programadores que trabalham com software livre, dando visibilidade e vigor cultural à idéia da livre informação.


Download via Baderna.org


Copyright e Maremoto

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:30 PM




Le Petit Prince

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é sua - disse o principezinho - eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse o principezinho.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
- Adeus - disse ele...
- Adeus - disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Como pode parecer tão piegas e ao mesmo tempo ser tão significativo...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:25 PM




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