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Deixa com o Beque !!

sexta-feira, novembro 12, 2004



HOT LINKS DA SEX-TA-FEIRA

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*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:32 PM


quinta-feira, novembro 11, 2004



O Haver
(Vinicius de Moraes)


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:23 AM




Estamos rezando e torcendo por você Tia Tê.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:17 AM



terça-feira, novembro 09, 2004


*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:25 PM




PT - O Partido Topa-tudo

Primeiro: Lula vai perder em 2006. Segundo: Geraldo Alckmin será eleito para o seu lugar. Terceiro: a maior preocupação, a partir de agora, é saber quem fará oposição ao futuro presidente. Os petistas não poderão cumprir esse papel. Depois de quatro anos se esbaldando em Brasília, estarão desacreditados não só como governo, mas também como oposição. Com Lula aposentado em São Bernardo do Campo, o partido tenderá a ser desmantelado, dando origem a uma infinidade de grupelhos parlamentares, em guerra um com o outro. O risco, portanto, é que Geraldo Alkmin governe hegemonicamente, sem oposição organizada. Ruim para o Brasil.

Lula vai perder em 2006 pelo mesmo motivo pelo qual perdeu as eleições municipais: os eleitores estão nauseados com o comportamento do PT. O país poderá até crescer 4% ao ano, graças à segunda linha do PSDB infiltrada no comando da economia, mas os petistas estão acabados politicamente, porque continuarão a ser vistos como uma gente disposta a cometer qualquer indignidade para preservar o poder. O PT será sempre identificado como o partido que governa em benefício próprio. Que emprega milhares de militantes em cargos de confiança. Que desvia verbas de estatais para financiar espetáculos de duplas sertanejas em campanhas eleitorais. Que persegue a imprensa. Que segue a tradição coronelista de distribuir esmolas em troca de votos. Que compra o apoio de outros partidos com malas cheias de dinheiro. Que abusa dos gastos em propaganda. Que recebe doações milionárias de empreiteiros acusados de corrupção. Que se alia desavergonhadamente a políticos que sempre combateu. Que dá carta branca a seu tesoureiro em reuniões ministeriais. Que protege os amigos do presidente.

A falta de escrúpulos não é privilégio do PT. Pelo contrário. É comum a todos os partidos. Os políticos brasileiros são tão corruptos, mas tão corruptos, que corrompem até CPI da corrupção. Foi o que aconteceu na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, durante a CPI do caso Waldomiro Diniz. O deputado peemedebista André Luiz, na tentativa de achacar Carlinhos Cachoeira, disse: "O Waldomiro era um dos caixas do José Dirceu, todos sabem disso". O ponto mais devastador para os petistas não é a alegação de que Waldomiro Diniz seria o caixa de José Dirceu. Ou a suspeita de que ele não seria o único. O pior, a esta altura, é aquele "todos sabem disso". José Dirceu não reagiu às declarações infamantes do deputado André Luiz. Não prometeu processá-lo. Não ameaçou meter-lhe um tiro no peito, como quando Tasso Jereissati acusou o tesoureiro petista, Delúbio Soares, de "roubalheira". Preferiu abafar o assunto, da mesma maneira que os parlamentares petistas abafaram a abertura de uma CPI sobre o caso Waldomiro Diniz, no Congresso Nacional. O fato, porém, é que "todos sabem" dos métodos petistas. Ou acreditam saber. O PT foi desmoralizado. A imagem de partido que topa qualquer parada colou no PT. E ninguém descola mais.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:50 PM




Foi simples assim: resolvi mudar de vida, juntei as economias e comprei tudo aquilo que as pessoas gostam, ou julgam gostar, ou precisam, etc.
Coloquei um outedor bem em frente de casa, com letras grandes, vermelhas:


"TÁ PRECISANDO? VEM AQUI QUE EU TENHO!"

O negócio demorou bem uns três dias pra surtir efeito. E isso é natural: hoje em dia ninguém dá nada, e quando surge alguém disposto a fazê-lo a reação natural das pessoas é desconfiança. Nada errado nisso, muito humano, eu diria.

A primeira visita chegou desconfiada, olhando pros cantos, analisando o terreno. Queria sentir segurança, afinal, poderia ser uma armadilha, eu poderia ser um doido varrido, essas coisas.
- A senhora quer um copo de água, um chá?
A mulher enfim relaxou, sorriu. E pediu:
- Sabe o que é, doutor, eu preciso de uma panela de pressão. A minha explodiu, mandou feijão pro teto e tudo e foi um Deus nos acuda. Até bombeiro veio parar no meu portão. Ninguém morreu, graças a Deus, e nem eu, como o senhor pode perceber. Mas agora tá difícil. Meu marido João desempregou, as crianças não trabalham mas tão todas na escola que lá é o lugar delas e eu vi a placa aí em frente. Vi ontem, mas não acreditei. Fui dormir com isso na cabeça. É por isso que eu vim.
- Peraí - eu disse.
Busquei a panela, mais uma frigideira, um conjunto de pratos de porcelana. A mulher me beijou a mão, o rosto, me lambuzou de felicidade. Eu me despedi dela e lhe desejei boa sorte. Ela se foi toda contente, me chamando de santo. Uma tolice, mas as coisas são assim de vez em quando.

A notícia, como é natural, se espalhou feito fogo em capim seco, que é uma metáfora muito da sem-vergonha mas cabe direitinho nisso que eu quero dizer. Ao final desse dia eu já havia distribuído um fogão, duas geladeiras, um freezer do bom, três televisores e um dvd, tudo novinho em folha.

Dormi feito um rei, e daí pra frente a coisa não parou mais: dei carro, sofá, cama, mesa, o meu chuveiro, meus móveis todos. Em três dias me restaram apenas a casa e as roupas do corpo. Mas aqui dentro, no meu peito, era uma satisfação só. As pessoas queriam, eu dava. Essa talvez tenha sido a minha missão desde sempre.

Mas um dia, de manhã, apareceu a menina.
- Você quer uma boneca? - eu falei. - Não tenho agora, mas posso conseguir pra você.
Ela balançou a cabecinha.
- Um outro brinquedo, um vestidinho?
- Eu queria que o senhor me desse um pai - ela falou.
Fiquei ali parado, tonto. Jamais passara pela minha cabeça um pedido dessa natureza. E acabei sendo grosso, por não saber exatamente o que e como falar:
- Pai não tem. Tá em falta.
A menina, apesar de tudo, sorriu, agradeceu, e falou:
- Não tem nada não. Amanhã eu volto. Quem sabe o senhor arruma um pai pra mim...

Não dormi naquela noite. De manhã bem cedo saí de casa, pra nunca mais voltar. Fui pra longe, mudei de vida. E decidi não dar mais nada a ninguém. Adquiri o hábito de sair pela cidade a esmo, de carro, andando sem destino pra lá e pra cá. Mas a filadaputa da menina não saía da minha cabeça. Noite após noite sonhava com ela batendo à porta da outra casa em busca de um pai. E lá não havia pai, não havia mais ninguém.

Um dia, no farol, percebi que uma dessas meninas vendedoras de balas vinha na minha direção. Comecei a levantar o vidro quando percebi: era ela, a menina, um pouco mais velha, mais triste. Acho que sorri. E ela:
- Compra uma bala, tio?
Fui direto ao assunto:
- Você já ganhou um pai?
Ela me olhou sem entender direito. Mas respondeu:
- O homem que ia me dar um pai foi embora, ou morreu, não sei.
- O homem que ia te dar um pai não podia naquele dia. Mas agora eu acho que ele pode.
- O senhor conhece ele?
- Conheço um pouco.
- Mas eu não sei achar ele.
- Você me ajuda a procurar?
Ela sorriu. E a mim só restou abrir a porta do carro e mudar de vida mais uma vez
.


(Parreira - PCC)

*Publicado por Dhuvi-Luvio 3:39 PM





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