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Deixa com o Beque !!

sábado, fevereiro 26, 2005



Brownie da Zel

300g de chocolate meio-amargo picado
250g de manteiga sem sal
150g de farinha de trigo peneirada
2 colheres de sopa de cacau em pó (sem açúcar)
2 xícaras de açúcar
5 ovos levemente batidos
1 colher de café de essência de baunilha
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/4 de xícara de nozes picadas, adicionadas no final, antes de assar.

Unte e enfarinhe uma forma quadrada (média) e aqueça o forno em temperatura médio/baixa. Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria; enquanto isso, peneire a farinha e o cacau e reserve. Misture o açúcar aos ovos batidos e incorpore ao chocolate/manteiga derretidos. Quando estiver incorporado, adicione a mistura de farinha/chocolate em pó até ficar homogêneo. Adicione o fermento e a baunilha, misture e asse por 25 minutos. Deixe esfriar, corte em quadradinhos (porção individual) e sirva com calda quente e sorvete.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:47 PM


*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:38 PM




Como é que nesse tempo todo ninguém pensou nesse username ?? It's mine !!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:31 PM


sexta-feira, fevereiro 25, 2005



HOT LINKS DE SEX-TA-FEIRA

- Uma ruivinha de olhos cor de jade, seu nome: Jade !!
- Um blog com poesias, relatos, fantasias e fotos eróticas.
- As fotos do celular hackeado da mais que famosa Paris Hilton...
- Somente oito fotos, mas o suficiente para se apaixonar...
- Uma falsa magra quando se despe revela seuu segredo...
- "O sexo de Ana Li", um blog de relatos. Li e gostei !
- Video que a gatinha mandou para o namorado...
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- Uma lolita chamada Maria, que coisinha mais linda !!
- Tera Patrick, faz tempo que ela não aparecia por aqui...
- O nome do site é garotinhas.net, nada haver com pedofilia (por favor!)
- Sandy pagando calcinha no carnaval de Sampa...
- Essa praia é paradisíaca, e as acompanhantes mais ainda...
- Acesse o diário para ter várias opções para o finde...
- Cacinha & Cia, um blog só de menininhas que se curtem...
- Não sabia que as calcinhas vinham com machas marrons nelas ?
- Isso com certeza não foi feito para as crianças...
- Se gostasse tanto de pelo eu teria uma macaca de estimação
- Festinhas mais que animadas essas desses caras !
- Um trio de causar calafrio, só para rimar...
- Elizabeth Hurley peladinha, pega no flagra (que decepção!)
- Para você que não nada satisfeito com sua namoradinha...
- Fechando com chave de ouro: Elin, a garota dos sonhos !

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:05 AM




Os venenosos
(Veríssimo)

O veneno é um furo na teoria da evolução. De acordo com o darwinismo clássico os bichos desenvolvem, por seleção natural, as características que garantem a sua sobrevivência. Adquirem seus mecanismos de defesa e ataque num longo processo em que o acaso tem papel importante: a arma ou o disfarce que o salva dos seus predadores ou facilita o assédio a suas presas é reproduzido na sua descendência, ou na descendência dos que sobrevivem, e lentamente incorporado à espécie. Mas a teoria darwiniana de progressivo aparelhamento das espécies para a sobrevivência não explica o veneno. O veneno não evoluiu. O veneno esteve sempre lá.

Nenhum bicho venenoso pode alegar que a luta pela vida o fez assim. Que ele foi ficando venenoso com o tempo, que só descobriu que sua picada era tóxica por acidente, que nunca pensou etc. O veneno sugere que existe, sim, o mal-intencionado nato. O ruim desde o princípio. E o que vale para serpentes vale para o ser humano. Sem querer entrar na velha discussão sobre o valor relativo da genética e da cultura na formação da personalidade, o fato é que não dá para evitar a constatação de que há pessoas venenosas, naturalmente venenosas, assim como há pessoas desafinadas.

A comparação não é descabida. Acredito que a mente é um produto cultural, e que descontadas coisas inexplicáveis como um gosto congênito por couve-flor ou pelo ?Bolero? de Ravel, somos todos dotados de basicamente o mesmo material cefálico, pronto para ser moldado pelas nossas circunstâncias. Mas então como é que ninguém aprende a ser afinado? Quem é desafinado não tem remédio. Nasce e está condenado a morrer desafinado. No peito de um desafinado também bate um coração, certo, e o desafinado não tem culpa de ser um desafio às teses psicológicas mais simpáticas. Mas é. Matemática se aprende, até alemão se aprende, mas desafinado nunca fica afinado. Como venenoso é de nascença.

O que explica não apenas o crime patológico como as pequenas vilanias que nos cercam. A pura maldade inerente a tanto que se vê, ouve ou lê por aí. O insulto gratuito, a mentira infamante, a busca da notoriedade pela ofensa aos outros. Ressentimento ou amargura são características humanas adquiridas, compreensíveis, que explicam muito disto. Pura maldade, só o veneno explica...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:44 AM


quarta-feira, fevereiro 23, 2005

*Publicado por Dhuvi-Luvio 5:41 PM


terça-feira, fevereiro 22, 2005



Chico canta com Fernanda Porto. "Roda-Viva" com sampler e tudo que tem direito.
O mundo cresceu mesmo e continua girando e rodando. O tempo rodou num instante...

Não basta só o tempo, falta também a conjunção dele com outras vontades e ânimos.
Aquele lapso de espaço que se abre e faz caber os grandes desejos da grande lista.

Não adianta o cientista tentar explicar a água-benta. Determinadas abstrações não
merecem tal status. A alma acaba sendo explicada com equações de ondulatória.

Um quintal grande para um cachorro escolher sempre um novo pedaço de território.
Não precisa piscina, basta uma hidro coletiva. Não precisa nem lareira, basta
um bom cobertor de orelha.

Ele vai aprender violão, ler cifras, teoria musical, claves de sol e mi-bemol.
Ele vai aprender línguas. ler direto, teoria gramatical, o que é soul e rock&roll...

Faltou por agora o sanduíche do Cervantes, a skol trazida pelo Reinaldo,
o passeio do sábado de manhã com a 7-galo, a fila de cinema do Fashion-Mall,
lula com arroz de brócolis mas sem pimentão verde, corridinha na lagoa à noitinha,
comprar tubos de cds na uruguaiana e cartuchos no avenida central, escrever algo bom
em guardanapos brancos de papel, aquela torta de cebola da Luzia, receber visitas
de roupão azul, dormir debaixo da cama para acordar projetado.

"Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor", isso não é
filosofia, é ciência, é science !

Havia centenas de janelas no prédio a minha frente, mas apenas uma delas refletia
o sol em minha direção. Era para ser por pouco tempo, imaginei pela física dos astros, mas o brilho se manteve. De repente quando me distraí ele não estava mais lá, mas deixou sua marca impressa em minhas retinas.

Mensagem no celular dizia: venha correndo que o vinho já está no decanter. Nenhuma
assinatura, apenas o número do remetente da cidade de Porto Alegre. Em quanto tempo
haveria um vinagre formado ?

Vendo um Passat alemão 99, preto grafite, completo+couro+climatronic+Tiptronic.
Pneus novos, espelhamento 3M, filme metálico, baixa Kmtragem: R$33.000,00

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:57 AM




Nua
(Carla Dias)

Temo a brutalidade da queda... Prefiro a rede namoricando o vento e balançando minha alma. Essa que não se aquieta, digo e assino embaixo. Confesso. Gosto nada de perder tempo procurando como preenchê-lo. Vou assim, abrindo asas, esticando o corpo, preparando-me para o salto.

É assim que me sinto hoje: dada a vôos. Esquecida do medo de cair e não saber se terei como me levantar novamente.

Carregando sacos plásticos contendo mantimentos. Assim estou: caseira. Querendo arroz, feijão e ovo. Mastigar o que conheço e pelo o que tenho gosto. Reconhecer sabores e cheiros. Sentir-me em casa. Devo?

Abro a porta do prédio: três andares, seis apartamentos, sem síndico, vizinhos que desconheço. Cartas espalhadas no chão. Pensei em comprar uma caixa de correio e colocar em ordem a vida destes desconhecidos com quem divido logradouro e a minha própria. Não sou Deus, mas posso facilitar algumas das obras paridas pelo cotidiano.

Abro a porta: pôr-do-sol na sala ao acender a luminária. As cortinas alaranjadas atenuam os desmandos do dia que já foi. E: aguar as plantas e vê-las sorrir ao serem salvas da seca.

Perceber que a lâmpada da área de serviço não acende. Trocar a lâmpada. Não acende. Não é a lâmpada. Quantas vezes achamos que é a lâmpada e a condenamos injustamente? Não é a lâmpada... Mas já foi?

E esquecer dos pregadores e sabão em pó. Das roupas a serem recolhidas.

Voltar o olhar para a cidade que se estende a minha frente. Ela e suas luzes. Inspiradora e conspiradora. Mas é no céu que ela desponta: lua. Desfila. Nua.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:49 AM





segunda-feira, fevereiro 21, 2005



Ipanema
(Joaquim Santos)

Abriram uma igreja messiânica ao lado da casa da mulher que só se veste de branco, em Ipanema, ali na esquina de Joana Angélica com Barão de Jaguaripe, e isso quer dizer alguma coisa impactante que nesse momento de verão radical, debruçado que estou sobre o cemitério de ossos do bairro, me escapa. Faz muito calor. Os miolos fritam. Perguntem ao João. Consultem acima de tudo o espólio de José Carlos Oliveira, que acabou de chegar nas livrarias em forma de dois livros, um guia indispensável para se saber como surgiu a mitologia do charme de Ipanema.

Carlinhos foi o último grande cronista do bairro, escrevia no ?Jornal do Brasil? três vezes por semana, e sabia quase tudo, o resto inventava, do que ia entre os coelhos vistos pelos bêbados debaixo das mesas do Jangadeiros e as borboletas trêfegas do Jardim de Alah. Era capixaba como Rubem Braga, mas outro estilo. Não analisava o mundo a partir das cascas que as cigarras deixavam nas árvores do jardim. Carlinhos dava uma geral na Humanidade a partir do que via duas doses de uísque depois de ancorar num bar. Mais tarde, em casa, amarrava o texto com um charuto de maconha e meia dúzia de ?massagistas? lhe beijando o pescoço aos sussurros de ?gostoso, gostoso?. Um freak existencialista à beira-bar plantado.

Já estava na área quando Chico Buarque fez serenata na janela da Duda Cavalcanti, a Gisele Bündchen da época. Escreveu, em novembro de 1960, que as moças dali se exibiam ?sempre com ar de quem veio do banho? e freqüentavam não o lounge onde 40 anos depois teriam os cabelos puxados pelo pit-boys, mas a igrejinha com ar refrigerado na N. S. da Paz. Todos viviam ?uma vida sadia ao sol e ao vento, parecendo não trabalhar?. Ninguém ria de Carlinhos. Ipanema era assim. Da mesma maneira, ninguém deve rir se neste momento escrevo que a mulher de branco está na minha frente saindo de casa, doidaça como sempre, espanando vitupérios em francês contra os beatos da vizinhança. Se querem o bairro hoje numa cena, ei-la. Ipanema ? não é uma crítica ? mudou muito.

Carlinhos Oliveira, a fim de não perder tempo e encharcar algum charme no perfil careca, chegou a levar a máquina de escrever para o bar e dali, às vezes se inspirando nas narinas entupidas da mulata no Sereia de Ipanema, em outras repetindo que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer depois de amanhã, envenenava a alma de angústia e o corpo de uísque. Que os deuses do vento mantenham um sopro de hálito fresco sobre seu fígado em brasa. Bebia-se muito, fumava-se tanto, morria-se aos montes e havia uma certa curtição estética em fazer isso acontecer antes do tempo. As redações de jornais eram repletas de membros dos Alcoólatras Anônimos com suas fichas coloridas nos bolsos. Foram-se todos, afugentados pelos novos prazos de fechamento.

Carlinhos Oliveira ia achar esquisito que hoje haja mais lojas de café do que bares na Visconde de Pirajá. Os novos intelectuais do bairro, como Gilberto Braga, fazem ginástica na Bodytech e, se for preciso mesmo morrer, querem no máximo que seja de velho. Saiu o chope preto do Zeppelin, entrou a superforte com amendoim do Polis Sucos. Carlinhos detestaria o papo saúde. Não dá crônica. Ia preferir esculachar a onda que se criou ao redor do bairro e ainda mais desse ônibus de turista em que agora me meto, espécie de Magical Mistery Tour, uma nova excursão pelos cantos menos óbvios do planeta Ipanema. O ônibus acabou de parar na frente da casa da mulher de branco, um sobrado assombrado cercado de jardim de guimbas de cigarro. Foi aí que ela começou os vitupérios em francês sobre os messiânicos.

Quarenta anos depois de Tom e Vinicius terem quebrado o pescoço ao broto que passava e disso terem feito um país, 40 anos depois do nascimento da ?Garota de Ipanema? ? explicava a guia da excursão ? a mulher mais famosa do bairro é a doida de branco, uma lenda urbana que existe e lá vem ela, ajustem suas digitais, saindo de casa. Já foi o bairro de Leila Diniz, e a parede de um bar na General Osório ainda exibe, cercada de luzes vermelhas, a foto em que ela aparece na ?National Geographic? mostrando o tatuí gigante que acabara de pegar no Posto 10. Havia quem aproveitasse as fezes dos tatuís para ler o futuro. Hoje, como se sabe, tatuí não há mais. Futuro, como sabem os que leram o grafite punk, também não haverá. Ipanema, embora mais careta, vai bem.

A mulher de branco viu os livros de Carlinhos na minha mão e, confirmando a lenda de que teria tomado todos os ácidos vendidos no bairro nos anos 70 e nunca mais voltou, veio falar comigo como se eu fosse o próprio Oliveira. Queria saber se era verdade que o bonde não faria mais a curva no Bar Vinte e seguiria até o Leblon. Eu disse que não tenho lido o ?Correio da Manhã? faz tempo, mais exatamente desde que o Paulo Francis parou de editar o caderno de cultura dos domingos. Também não poderia informar, por mais que ela perguntasse por Lennie Dale, onde estavam se apresentando os Dzi Croquetes. Tô por fora, sacumé. Passo meus dias, informei, ouvindo Swingle Singers de manhã. De noite, devoro um sanduíche aberto de haddock no Helsingor. Depois, ?Sessão coruja? e cama.

A mulher de branco, geralmente de biquíni branco e capa de super-herói idem, é mãe de uma cantora que decorou todo o repertório de inéditas do Newton Mendonça, um tesouro deixado pelo parceiro de Tom Jobim na casa de um pianista cego na Redentor. Quem quiser ouvi-la ? dizem que sua voz tem a tristeza fanhosa de Aracy de Almeida filtrada pela modernidade cool de Bebel Gilberto ? não deve consultar o Rio Show de sexta-feira. A filha-cantora da mulher de branco aparece apenas em apresentações de surpresa. A última foi no primeiro dia da primavera de 2004, no terraço do hotel Everest, com uma vista de 360 graus do bairro. Ela também se recusa a gravar o Newton Mendonça inédito. Tem medo que o deturpem, como acha que fizeram com toda a bossa nova.

São segredos de Ipanema, como a marca dos biquínis da Cynthia Howlett, quem inventou a palavra fossa, a caveira de burro na Paul Redfern, a cor da tanga do Gabeira, por que manca a mesa de entrada do Gero. E esses segredos de todos os tempos piscam mais que o letreiro da Chaika, os olhos da Danuza Leão, são mais compridos que a trança rasta do Damião Experiença, mais espessos que a gordura na bainha da picanha na Carreta. Mistérios que renovam o espanto sobre o bairro como esses cartazes que hoje contornam os seus muros e, 30 anos depois de o celacanto provocar maremoto, anunciam com o desenho de um esqueleto a chegada triunfal de um certo ?Break do Caveira?. Carlinhos Oliveira saberia todas essas respostas e já teria publicado o perfil do Caveira. Mas já não se fazem mais cronistas como antigamente, muito menos Ipanemas como outrora. Perguntem ao João por que é assim e, cá entre nós, se não é melhor que assim seja.

Agora saiam da frente que lá vai a mulher de branco atualizando Ipanema a caminho do mar.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:59 AM




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