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Deixa com o Beque !!

sexta-feira, abril 08, 2005



HOT LINKS DA SEX-TA-FEIRA

- Fotos amadoras: elas não param de ser produzidas.
- Naked Blogs, seleção de links e fotos...
- Naomi, não é a Campbel mas é tão pretra quanto a outra.
- Selina, parece subnutrida mas na verdade é falsa magra.
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- Dez coisas que eu gosto nesses sites...
- Jasse Jane, tipo aquelas loiras americanas turbinadas.
- Bad grils Blog, garotas escolhidas a dedo.
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- O nome dela é Bonita. Fazendo um stripper na cozinha...
- The Sex Blog, diversão para o finde...
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*Publicado por Dhuvi-Luvio 2:02 PM


quinta-feira, abril 07, 2005



Deus, noves fora, zero

(Texto de Robert Maggiori - Tradução de Luiz Gonçalves)

Como é difícil ser ateu! O "sem Deus" desaparece se negar a Deus; pior ainda: quando se afirma como tal, é preciso existir aquilo cuja existência ele quer negar!" Em seu "Traité d'Athéologie" [Tratado de Ateologia, ed. Grasset, 282 págs], o filósofo Michel Onfray não subestima essa dificuldade.
Mas do obstáculo ele faz um "órgão", um instrumento de convicção que lhe permite afirmar com ainda mais força a necessidade de um "ateísmo de amanhã", tranqüilo e audacioso, capaz de tirar a humanidade da "celebração do nada", da cultura dos fetiches, do ódio à vida nos quais a religião a mantém.

Digamos claramente: é preciso retroceder dois séculos -quando o conhecimento só podia contar com as luzes da razão e em que a história seguia sua marcha na ladeira do progresso- para encontrar um ataque tão terrível contra os dogmas, a ideologia, as práticas, os rituais religiosos, nos quais Onfray espera abrir pelo menos uma brecha.
"Desconstruir os monoteísmos, desmistificar o cristianismo mas também o islamismo, é claro, e depois desmontar a teocracia -eis três canteiros de obras inaugurais para a ateologia. Para, em seguida, trabalhar em uma nova premissa ética e produzir no Ocidente as condições de uma verdadeira moral pós-cristã, em que o corpo deixa de ser uma punição, a terra um vale de lágrimas, a vida uma catástrofe, o prazer um pecado, as mulheres uma maldição, a inteligência uma presunção, a volúpia uma danação."
A filípica de Michel Onfray não visa os homens de fé -mas a fé quando se fecha ou substitui o saber- nem os homens que se ajoelham ou baixam a cabeça -mas "aqueles que os convidam a essa posição humilhante"-, não o crente -mas o pastor. Como é possível que ainda vivamos "em um estado teológico ou religioso da civilização"?
Como é possível que a janela do mundo se abra todos os dias, a toda hora, sobre massas de fiéis que oram, seguem em peregrinação, aclamam pontífices, teocratas que pontificam, decretam, situam aqui o bem e ali o mal, indicam o que se deve pensar, o que se deve comer ou não comer, como vestir-se ou quem se deve matar, em que "o Talmude e a Torá, a Bíblia e o Novo Testamento, o Corão são mais citados do que a Declaração Universal dos Direitos Humanos? Não se havia anunciado a morte de Deus?".

É preciso crer que não. Também devemos tirar disso algumas lições. De um lado, que o ateísmo não ergueu muros suficientemente altos para impedir a difusão daquilo que combateu. De outro, que a religião tem raízes inextirpáveis, na medida em que se prendem à própria condição do homem, confrontado com o absurdo de uma existência que o conduz inexoravelmente à morte.
A partir daí os jogos estão feitos, e os dados são viciados: a cruel realidade cede à doce ilusão, e a ilusão engendra outras ilusões, por cuja preservação estamos dispostos a pagar qualquer preço, a crer em todas as tolices, nos mares que se abrem e nas mães virgens que dão à luz, a fazer todos os sacrifícios, a sofrer, a nos arrependermos para sofrermos ainda mais, a nos colocarmos abaixo de zero, a nos humilharmos...
Poderíamos declarar perdido o combate: o que pode uma ateologia enquanto a hipótese religiosa se infiltrou em tudo, enquanto a religião habita a língua, os costumes e os usos, está presente nos nomes, na estrutura das cidades, na seqüência do calendário, na arte, no direito, na própria maneira como concebemos o corpo, com seus desejos baixos, suas vísceras sombrias, sua coragem no peito, seu nobre pensamento na cabeça, seu espírito e sua alma imputrescíveis?
É possível construir uma sociedade sem Deus, que, dispensando os "valores morais" promovidos há séculos pela religião, de obediência e mortificação, possa estabelecer a justiça, a liberdade e a felicidade para o maior número possível de pessoas -sem "cultura da morte", sem "elogio da submissão", sem "ódio à razão e à inteligência", sem "ódio a todos os livros em nome de um só", sem "ódio à vida, ódio à sexualidade, às mulheres e ao prazer; ódio ao feminino; ódio ao corpo, aos desejos, às pulsões"?
"Quanto mais o homem confere realidade a Deus, menos a conserva em si mesmo", disse Marx. Assim, é preciso esvaziar o real de Deus e examinar o modo como se constrói uma mitologia que, segundo o "Tratado de Ateologia", é portadora da pulsão da morte. Em outros tempos, Onfray teria sido levado à fogueira.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 9:24 AM





Rio: minha era já era !

Disse-me sem pestanejar que me pediu a Deus. Eu vim...

Poesias já foram uma obrigação. O que aconteceu com a verve ?

Adventure cinza scandium 2005/2005. A completa é bem relativa.

70 anos do velho, contagem regressiva: -2 !

Quem casa quer casa. E cheia !

Os credores, além da memória, têm a sutileza dos elefantes.

Eu quero e preciso de um novo Notebook. Aquele de tela wide.

Aqui as conversas telefônicas são sempre em conferência...

Disse-me um judeu: compre mesmo quando não puder, Deus providencia !

A soja não deu dinheiro algum. Amém, assim soja...

Quem daqui já ouviu o Emmerson Nogueira ?

A se julgar pelos spams o mundo é um senhor gordo de pau mole e pequeno.

Uma criança no elevador me olha e mostra a língua. Eu devolvo...

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:41 AM




Coisas da corte
(
Veríssimo)

A Igreja Católica não é apenas uma das poucas monarquias absolutas que restam. Como seu rei é o representante oficial de Deus na Terra, e é infalível, nunca houve monarquia tão absoluta. O poder da Igreja é em grande parte material, mas se fosse só isso ela já teria seguido o caminho de outros impérios para o esquecimento. Tem o poder emocional da devoção dos seus súditos e o domínio dos símbolos e trâmites que regem esta fé, o poder da encantação. Pode invocar o direito divino para legitimá-la com a autoridade que nenhum outro reino do Ocidente, teocrático ou não, jamais teve. Por isso sobreviveu à sua própria história, com seus lapsos de caráter e períodos negros, e é a última instituição medieval ainda em bom funcionamento no planeta.


Stalin fez pouco do poder da Igreja e uma vez perguntou quantas divisões tinha o Papa, para pretender influir em assuntos terrestres. As hostes do Papa estão aí, enchendo as praças de todo o mundo para lamentar a sua morte, em manifestações cuja intensidade é uma impressionante demonstração de força do poder espiritual. Alguém ouviu falar no império soviético ultimamente? E o Vaticano não precisou nem mobilizar a Guarda Suíça.

A Católica também é a única grande religião do mundo que tem uma corte. Assim, a Igreja pode suprir seus fiéis com doutrinação e uma idéia organizada da sua religião e da sua hierarquia centralizada, mas também pode fornecer o que toda a corte oferece aos súditos, um teatro do poder. As cerimônias coreografadas, as roupas, as pompas, a encantação pelo espetáculo humano tanto quanto pelo mistério.

E a intriga. Em ocasiões como enterros de papas, o Vaticano dá seus maiores espetáculos abertos. Depois, com a escolha do sucessor do Papa, vem o espetáculo in camera da intriga. Nada mais literariamente atraente do que a idéia de conchavos sussurrados nos bastidores da corte decidindo os destinos de um reino, que no caso é o reino do mundo. Não é por nada que o Vaticano tem sido o cenário de tanta literatura especulativa, de tanta conspiração presumida. É a corte quintessencial, uma espécie de Versalhes universal.

Pelas suas próprias leis, a Igreja se privou da sucessão pelo sangue, como acontece em outras monarquias. São vários os príncipes com direito ao posto, e a escolha virá com a inspiração de Deus ? que certamente levará em conta as conveniências políticas. Dizem que, pela tradição, depois de um longo papado deve vir um curto, para as coisas se ajeitarem ou os conchavos sussurrados continuarem. Deve ganhar o cardeal que estiver com o pior aspecto.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:36 AM



*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:29 AM




O Livro dos Prazeres
(Clarice Lispector)

"... olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado a vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palvra salvação para não nos envergonharmos de sermos inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfaçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a isso consideramos a vitória nossa de cada dia..."

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:24 AM





Eu não gostava do Papa
(Arnaldo Jabor)

Escrevo enquanto vejo a morte do Papa na TV. E me espanto com a imensa emoção mundial. Espanto-me também comigo mesmo: "Como eu estou sozinho!" ? pensei.

Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé alguma, no meio desse oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente. Meu pai, engenheiro e militar, me passou dois ensinamentos: ele era ateu e torcia pelo América Futebol Clube. Claro que segui seus passos. Fui América até os 12 anos, quando "virei casaca" para o Flamengo (mas até hoje tenho saudade da camisa vermelha, garibaldina, do time de João Cabral e Lamartine Babo) e parei de acreditar em Deus.

Sei que "de mortuis nihil nisi bonum" ("não se fala mal de morto"), mas devo confessar que nunca gostei desse Papa. Por quê? Não sei. É que sempre achei, nos meus traumas juvenis, que Papa era uma coisa meio inútil, pois só dava opiniões genéricas sobre a insânia do mundo, condenando a "maldade" e pedindo uma "paz" impossível, no meio da sujeira política.

Quando João Paulo entrou, eu era jovem e implicava com tudo. Eu achava vigarice aquele negócio de fingir que ele falava todas as línguas. Que papo era esse do Papa? Lendo frases escritas em partituras fonéticas... Quando ele começou a beijar o chão dos países visitados, impliquei mais ainda. Que demagogia! ? reinando na corte do Vaticano e bancando o humilde...

Um dia, o Papa foi alvejado no meio da Praça de São Pedro, por aquele maluco islâmico, prenúncio dos tempos atuais. Eu tenho a teoria de que aquele tiro, aquela bala terrorista despertou-o para a realidade do mundo. E o Papa sentiu no corpo a desgraça política do tempo. Acho que a bala mudou o Papa. Mas fiquei irritadíssimo quando ele, depois de curado, foi à prisão "perdoar" o cara que quis matá-lo. Não gostei de sua "infinita bondade" com um canalha boçal. Achei falso seu perdão que, na verdade, humilhava o terrorista babaca, como uma vingança doce.

E fui por aí, observando esse Papa sem muita atenção. É tão fácil desprezar alguém, ideologicamente... Quando vi que ele era "reacionário" em questões como camisinha, pílula e contra os arroubos da Igreja da Libertação, aí não pensei mais nele...Tive apenas uma admiração passageira por sua adesão ao Solidariedade do Walesa mas, como bom "materialista", desvalorizei o movimento polonês como "idealista", com um Walesa meio "pelego". E o tempo passou.

Depois da euforia inicial dos anos 90, vi que aquela esperança de entendimento político no mundo, capitaneado pelo Gorbatchev, fracassaria. Entendi isso quando vi o papai Bush falando no Kremlin, humilhando o Gorba, considerando-se "vitorioso", prenunciando as nuvens negras de hoje com seu filhinho no poder. Senti que o sonho de entendimento socialismo-capitalismo ia ser apenas o triunfo triste dos neo-conservadores. O mundo foi piorando e o Papa viajando, beijando pés, cantando com Roberto Carlos no Rio. Uma vez, ele declarou: "A Igreja Católica não é uma democracia". Fiquei horrorizado naquela época liberalizante e não liguei mais para o Papa "de direita".

Depois, o Papa ficou doente, há dez anos. E eu olhava cruelmente seus tremores, sua corcova crescente e, sem compaixão alguma, pensava que o Pontífice não queria "largar o osso" e ria, como um anticristo.

Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar... e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado.

Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo. Naquele momento, Deus virou homem. E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara: aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos! O Papa tinha voltado a seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre , ex-ator, ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa. Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o Papa. Emocionado, senti minha intensíssima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada, nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe. Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d?água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de "conservador", tinha sido muito mais que isso. Ele tinha batido em dois cravos: satisfez a reacionaríssima Cúria Romana implacável e cortesã e, além disso, botou o pé no mundo, fazendo o que italiano algum faria: rezar missa para negões na África e no Nordeste, levando seu corpo vivo como símbolo de uma espiritualidade perdida. O conjunto de sua obra foi muito além de ser contra ou a favor da camisinha. Papa não é para ficar discutindo questões episódicas. É muito mais que isso. Visitou o Chile de Pinochet e o Iraque de Saddam e, ao contrário de ser uma "adesão alienada", foi uma crítica muito mais alta, mostrando-se acima de sórdidas políticas seculares, levando consigo o Espírito, a ideia de Transcendência acima do mercantilismo e ditaduras. E foi tão "moderno" que usou a "mídia" sim, muito bem, como Madonna ou Pelé.

E nisso, criticou a Cúria por tabela, pois nenhum cardeal sairia do conforto dos palácios para beijar pé de mendigo na América Latina. João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.

Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida. João Paulo na verdade deu um show de bola.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 8:09 AM




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