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Deixa com o Beque !!

sábado, junho 25, 2005



"Tenha sempre presente que a pele se enrruga, o cabelo enbranquece, os dias convertem-se em anos... Mas o que é importante não muda; a tua força e convicção não tem idade. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada conquista, vem um novo desafio. Enquanto estiveres viva, sente-se viva. Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo. Não vivas de fotografias amarelecidas... Continua, quando todos esperam que desistas. Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti. Faz com que em vez de pena, te tenham respeito. Quando não consigas correr através dos anos trota. Quando não consigas trotar, caminha. Quando não consigas caminhar, usa uma bengala. Mas nunca te detenhas."

Madre Teresa de Calcutá

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:52 AM




Nada de novo
(Olavo de Carvalho)

Todos parecem surpresos com o estado de coisas, mas ele era mais que previsível. Desde o começo da década de 90, quando o PT investiu pesado na construção de uma imagem de moralidade impoluta, avisei que a chegada desse partido ao poder inauguraria uma era de corrupção que faria empalidecer os mais rubros escândalos dos governos anteriores. Essa previsão foi recebida com tanto mais incredulidade quanto mais fundada no conhecimento de fatos que ninguém queria ver e na análise de antecedentes históricos que todos preferiam sepultar no esquecimento.

Logo ao eclodir a famosa "Campanha pela Ética na Política", observei que o PT manejava com astúcia maligna o duplo sentido do termo "ética", dando-lhe em público a acepção convencional de idoneidade e honradez, e nos seus documentos internos o significado que o termo possui na expressão gramsciana "Estado ético", expressão moralmente neutra, que não tem nada a ver com virtudes ou pecados, mas designa apenas, tecnicamente, uma determinada fase do processo de tomada do poder pelo "Novo Príncipe", o partido revolucionário. Em suma, tratava-se de utilizar como cenoura de burro as esperanças moralizantes da classe média, levando-a a colaborar com um empreendimento que simulava "passar o Brasil a limpo" mas não se ocupava senão de fazer crescer o poder do partido por todos os meios morais, amorais e imorais.

Anunciei com doze anos de antecedência, no meu livro "A Nova Era e a Revolução Cultural", e depois novamente em "O Imbecil Coletivo", que essa instrumentalização maquiavélica dos anseios populares só resultaria em mais maldade e sujeira, já que constituía, em si, um crime maior do que todos os atos materiais de corrupção, implicando nada mais, nada menos que a perversão completa do sentido mesmo da moralidade. Uma coisa, dizia eu, lembrando um velho provérbio árabe, é roubar no peso da farinha, vendendo 750 gramas pelo preço de um quilo. Outra coisa é alterar a balança para que nunca mais acuse a diferença entre 750 gramas e um quilo.

Os velhos políticos corruptos limitavam-se a roubar. O PT transformou o roubo em sistema, o sistema em militância, a militância em substitutivo das leis e instituições, rebaixadas à condição de entraves temporários à construção da grande utopia.

Os velhos políticos roubavam para si próprios, individualmente ou em pequenos grupos, moderando a audácia dos golpes pelo medo das denúncias. O PT rouba com a autoridade moral de quem, ao arrogar-se os méritos de um futuro hipotético, já está absolvido a priori de todos os delitos do presente; rouba com a tranqüilidade e o destemor de quem pode usar licitamente de todos os meios, já que é o senhor absoluto de todos os fins.

Todo partido que se volte contra "a sociedade", prometendo remoldá-la de alto a baixo - se não reformar a natureza humana mesma - coloca-se, instantaneamente, acima dos critérios morais vigentes nessa sociedade, e não pode se submeter a eles senão em aparência, rindo, por dentro, da ingenuidade dos que o tomam por adversário normal e leal. Não é possível destruir o sistema e obedecer às suas regras ao mesmo tempo, só usar as regras como camuflagem provisória da destruição. Ora, o sistema, como tudo o que é humano, comporta igualmente sua dose de injustiças, de erros, de escândalos, e sua parcela de moralidade, de ordem, de lealdade. Todo sistema consiste num equilíbrio precário entre a desordem e a ordem. Nenhuma inteligência sã ignora que só é possível reprimir ou controlar o primeiro desses aspectos fortalecendo o segundo. Toda tentativa de mudar integralmente o sistema, seja pela subversão revolucionária abrupta, seja pelo lento e progressivo solapamento das bases institucionais, começa por destruir o equilíbrio e portanto a ordem, sob a promessa vã de um futuro sem desequilíbrio nem desordem. A modéstia dos objetivos, a limitação do programa político a pontos precisos que não afetem os fundamentos do sistema, eis a marca dos partidos honestos ? e essa não é, definitivamente, a marca do PT. A desonestidade desse partido se mede pela amplitude megalômana das suas promessas.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:33 AM


sexta-feira, junho 24, 2005



Rolling Stones: 25 albuns para download !!!

*Publicado por Dhuvi-Luvio 1:56 PM




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*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:45 AM



quinta-feira, junho 23, 2005

*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:59 PM




Lógicas
(Veríssimo)

O senador Pedro Simon foi o último brasileiro a acreditar na lógica. Durante muito tempo batalhou para que CPIs como a que expôs os corruptos do esquema PC Faria tivessem seu complemento lógico, uma CPI dos corruptores. Batalhou sozinho. Pensou que tinha a lógica do seu lado. A lógica ? pelo menos como sinônimo de raciocínio comum, ou pseudônimo do óbvio ? é que não tinha mais ninguém do lado dela. Prevaleceu uma versão do curioso princípio brasileiro segundo o qual só o parceiro passivo é homossexual, o outro é no máximo um oportunista. Finalmente até o senador Pedro Simon se deu conta de onde estava e desistiu da lógica. Nenhum dos grandes empresários que colaboraram com o sultanato do PC para terem favores do governo precisou se preocupar com uma CPI ou sequer um tapa na mão. Estavam apenas cuidando dos seus negócios. Sendo, no máximo, práticos.

Corruptores a salvo da lógica, habituados a comprar favores de políticos sem risco, tendem a confundir sua impunidade com superioridade moral e dar maus exemplos. Na compra de apoio ao governo no Congresso, se houve, o PT teria agido com o mesmo desdém do empresariado pelos políticos, convencido de que não é antiético pagar picaretas para fazerem o bem como não é imoral pagá-los por bons negócios. Se foi assim, não pegaram o espírito da coisa. Não podem se queixar por não estarem sendo julgados como os empresários, apenas homens práticos fazendo o que fazem todos para prosperar no Brasil. São o partido da ética ostentada, da alternativa nova a velhos maus hábitos ? enfim, tudo que os outros não perdoam. O PT era temido por ser, ou se proclamar, diferente e vai ser condenado por ser igual a todo mundo. Ou um mau imitador de todo mundo.

E depois que até o senador Simon abandonou a lógica, parece que caímos no reino do ilógico. É ilógico pensar que estamos em meio a um golpe conservador contra um governo que, mais do que o anterior, faz a alegria da classe rentista ? e não é necessariamente errado. Mas o senador pode se sentir desagravado em pelo menos um ponto, nesta crise. Enquanto corruptos confessos passam por paladinos da moralidade, desta vez todas as atenções estão nos corruptores.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 12:34 PM


terça-feira, junho 21, 2005




*Publicado por Dhuvi-Luvio 4:52 PM


segunda-feira, junho 20, 2005



Lula em seu labirinto
(André Petry)

O presidente Lula até pode superar a crise atual e, quem sabe, reeleger-se para um segundo mandato. Mas é hipocrisia esconder que foi definitivamente alvejado pelos estilhaços do escândalo - e no coração. Do labirinto em que foi jogado pelo mensalão, Lula tem só duas saídas, e nenhuma delas é boa. Ou o presidente sabia de tudo (e foi conivente) ou não sabia de nada (e foi inepto). Não há uma terceira alternativa. A situação é tão lamentável, mas tão lamentável, que existe uma torcida silenciosa para que a verdade esteja na segunda hipótese. Ou seja: torce-se para que o presidente seja um inepto, apenas isso...

É melancólico, mas a outra hipótese é ainda pior. Se a verdade estiver na primeira alternativa, a de que Lula foi conivente, o desdobramento inevitável é a instalação de um processo de impeachment por prevaricação, crime no qual uma autoridade incorre quando deixa de fazer o que a lei manda que faça - no caso, investigar.

É melancólico porque, tendo sido apenas inepto, então Lula pode permanecer presidente da República. Um presidente da República que ignora o que acontece no núcleo de seu governo. Que desconhece o que seus principais auxiliares andam fazendo. Que vive alheio ao que se passa à sua volta. Mas, ainda assim, um presidente da República.

É melancólico porque, a esta altura, só farsantes são capazes de sustentar que não existia mensalão ou que jamais ouviram falar dele. E só quem faz da estupidez uma profissão de fé é capaz de acreditar, a esta altura, que o tremendo inchaço das bancadas de PL, PTB e PP se deu à base do convencimento político e ideológico.

É melancólico porque o Lula de hoje é o José Dirceu de ontem. Quando veio a público o caso de Waldomiro Diniz, José Dirceu levou um tiro no peito e, dali em diante, jamais remontaria sua autoridade porque ficou patente que - na melhor das hipóteses - fora incompetente ao não saber o que fazia nem quem era o assessor de sua plena confiança. Hoje, Lula está numa situação parecida. Na melhor das hipóteses.

É melancólico porque há um visível esforço coletivo para acreditar na versão presidencial - a de que foi informado do mensalão, mandou investigar, mas, sabendo que o caso fora arquivado numa sindicância da Câmara, deu-se por satisfeito. Algo não faz sentido. Roberto Jefferson, no embalo de inocentar o presidente, diz que ele ficou chocado quando soube do mensalão. Reagiu como quem é traído, como quem leva uma facada nas costas, como quem - nas palavras de Jefferson - flagra a esposa com outro. É curioso que o presidente, depois de receber notícia tão inédita e tão dramática, se tenha dado por satisfeito com tão pouco.

É melancólico porque, em trinta meses de governo, Lula apequenou sua figura pública, cuja nobre dimensão fazia tão bem ao país e, sobretudo, às camadas mais populares - que podiam ver em sua ascensão a possibilidade real de furar o hermético bloqueio político e social imposto aos de origem mais humilde.

É melancólico ver esse gigante da história brasileira agora apenas oscilando entre a espantosa hipótese de ter sido conivente e a mediocridade de ser inepto.

É melancólico.

*Publicado por Dhuvi-Luvio 10:41 AM




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